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Crise global pressiona cadeia do trigo no Brasil e acende alerta sobre preços de alimentos

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A cadeia do trigo no Brasil enfrenta um cenário de crescente pressão de custos diante da intensificação da crise global. A Associação Brasileira da Indústria do Trigo alerta que os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio já afetam diretamente a indústria moageira e podem repercutir nos preços de produtos essenciais ao consumidor.

Trigo é estratégico e influencia preços de alimentos básicos

O trigo é considerado uma cultura estratégica para o país, já que seu valor impacta diretamente itens amplamente consumidos pela população, como farinha, pão, massas e biscoitos.

Diante disso, qualquer variação relevante nos custos da cadeia tende a se refletir rapidamente no preço final desses produtos, com efeitos diretos sobre o custo de vida.

Alta do petróleo e fretes pressiona custos da indústria

Segundo a entidade, o agravamento do cenário internacional, especialmente em função do conflito envolvendo o Irã, tem provocado uma combinação de fatores negativos para o setor.

Entre os principais pontos de pressão estão:

  • Elevação dos preços do petróleo;
  • Aumento expressivo do diesel;
  • Alta dos fretes, tanto no mercado interno quanto no externo;
  • Valorização das cotações do trigo no Brasil e no exterior;
  • Encarecimento de insumos, embalagens e seguros internacionais.
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Esse conjunto de fatores impacta diretamente os custos da indústria de moagem, elevando o risco para toda a cadeia produtiva do trigo.

Mudanças tributárias ampliam desafios no mercado interno

Além das pressões externas, o setor também enfrenta desafios domésticos. A incidência de alíquotas de PIS/COFINS sobre o trigo importado, somada à redução de benefícios fiscais, aumentou a carga tributária sobre produtos essenciais, como a farinha de trigo.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Trigo, essa mudança limita a capacidade das empresas de absorver os aumentos de custos, elevando o risco de repasses ao longo da cadeia produtiva e ao consumidor final.

Indústria adota estratégias para conter impactos

Mesmo diante de um ambiente adverso, a indústria tem buscado alternativas para reduzir os efeitos da crise. Entre as principais medidas adotadas estão:

  • Otimização de estoques;
  • Diversificação das origens de trigo;
  • Ampliação da base de fornecedores de insumos;
  • Revisão de rotas logísticas;
  • Ganhos de eficiência operacional;
  • Uso de instrumentos de gestão de risco de preços.
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Essas ações visam preservar o equilíbrio do setor e minimizar impactos mais severos no mercado interno.

Diálogo com governo busca preservar abastecimento

Paralelamente, a entidade mantém diálogo contínuo com autoridades e formuladores de políticas públicas, apresentando dados e cenários para defender medidas que garantam a competitividade da cadeia e a segurança do abastecimento.

O objetivo é evitar desorganização no mercado e assegurar a oferta regular de farinha de trigo e seus derivados no país.

Setor reforça compromisso com o consumidor

De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo, Rubens Barbosa, o setor segue comprometido em manter o fornecimento de um produto essencial para a população brasileira, mesmo em um cenário global de forte instabilidade.

Segundo ele, o foco das empresas é garantir a estabilidade do abastecimento e reduzir, sempre que possível, os impactos ao consumidor final.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ

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A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.

Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico

Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.

Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.

O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.

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Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes

O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.

De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.

Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural

As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.

A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.

No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.

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Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação

Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:

  • Acesso à energia com custos competitivos;
  • Formação de mão de obra qualificada;
  • Gestão eficiente dos recursos hídricos;
  • Ampliação da conectividade no campo.

Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.

Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas

Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.

O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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