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Retomada das exportações de frango para a Malásia impulsiona economia do Paraná

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A retomada das exportações de carne de frango brasileira para a Malásia, anunciada recentemente, deve trazer reflexos positivos para o Paraná, principal estado produtor e exportador do país. O país asiático havia suspendido as importações após o registro de um caso de gripe aviária em uma granja comercial de Montenegro (RS), em 2024.

Apesar da interrupção temporária, o Paraná manteve seu status sanitário, sem registros da doença em suas granjas comerciais, o que reforça a confiança internacional na sanidade da avicultura paranaense.

Paraná lidera as exportações e produção nacional de frango

De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o estado respondeu por 34,1% da produção brasileira de carne de frango no segundo trimestre de 2024, com 558,6 milhões de unidades abatidas.

Santa Catarina (13,7%) e Rio Grande do Sul (11,4%) completam o ranking nacional, confirmando a força da região Sul na avicultura. No mercado externo, o Paraná exportou US$ 4 bilhões em carne de frango congelada em 2023 e já acumulava US$ 2,6 bilhões até setembro de 2024.

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Desempenho do Paraná nas exportações para a Malásia

Em 2024, antes da suspensão temporária, as exportações de carne de frango paranaense para a Malásia renderam, em média, US$ 564,55 mil por mês, totalizando US$ 6,77 milhões no ano. O volume embarcado foi de 4,35 mil toneladas, o equivalente a 0,2% das 2,17 milhões de toneladas exportadas pelo estado no período.

Segundo dados do Agrostat/Mapa, a Malásia ocupou o 46º lugar entre os destinos da carne de frango paranaense no ano passado, entre 138 países compradores.

Retomada reforça imagem internacional da carne brasileira

Para o economista Marcelo Garrido, chefe do Deral/Seab, a volta das importações malaias é estratégica para o fortalecimento da imagem da carne brasileira no mercado internacional.

“A retomada do comércio com todos os países é importante para reafirmar a imagem da carne de frango brasileira, que vende qualidade e sanidade para o mundo”, destacou Garrido.

“O Paraná é o maior produtor e exportador de frango do País e deve sentir um impacto positivo com o retorno das importações pela Malásia”, completou.

Países retomam importações após restrições sanitárias

Desde o início das restrições impostas pela gripe aviária, dezenas de países já voltaram a importar carne de frango do Brasil. Entre eles estão África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Chile, Egito, Emirados Árabes Unidos, Índia, México, Reino Unido, Turquia e Vietnã.

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Ainda mantêm restrições Canadá, China, Paquistão, Timor-Leste e União Europeia. Entre esses mercados, a China é considerada a mais aguardada para reabertura, por ser uma das maiores compradoras e pagar valores acima da média por cortes menos valorizados, como pés de galinha.

China segue como principal destino das exportações brasileiras

Em 2024, a China comprou 561,1 mil toneladas de carne de frango do Brasil, o equivalente a 10,9% do total exportado, movimentando US$ 1,29 bilhão, segundo o Agrostat/Mapa.

A expectativa do setor é que a reabertura completa dos mercados asiáticos, liderados por China e Malásia, fortaleça ainda mais o desempenho do Paraná, consolidando o estado como o maior polo exportador de carne de frango do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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