Paraná
Conselho dos Povos Indígenas do Paraná elege primeiros representantes da história
O recém-criado Conselho Estadual dos Povos Indígenas do Paraná (CEPI-PR) elegeu os primeiros conselheiros indígenas da história durante a 1ª Conferência Estadual dos Povos Indígenas do Paraná, que aconteceu neste final de semana em Foz do Iguaçu, na região Oeste. Ele será composto por 26 cadeiras distribuídas de forma paritária, sendo 13 da sociedade civil (11 indígenas) e 13 de representantes do governo.
Os 22 indígenas eleitos para compor o Conselho representam todas as etnias do Paraná. Os líderes Angelo K. Rufino, Miguel Alves, Everton Cipriano, Valdemar Kehunh Cassemiro da Silva e José Gabriel Gonçalves Cipriano são da etnia Kaingang; os conselheiros Everton Lourenço, Eloy Jacintho, Antoninho Karai Delane, Rivelino Gabriel de Castro e Izaias Benites são Guaranis; e Adriano da Silva simboliza os Xetás.
As duas cadeiras destinadas a representantes de ONGs serão indicadas após a publicação de um edital. Os indicados do Estado serão vinculados à Casa Civil e secretarias de Estado da Mulher e Igualdade Racial, Saúde, Segurança Pública, Turismo, Educação, Desenvolvimento Sustentável, Desenvolvimento Social e Família, Agricultura e Abastecimento, Cultura e Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
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Para Eloy Jacinto, o Conselho consolida um futuro mais participativo no Paraná. “Era uma antiga demanda das lideranças históricas dos povos indígenas e que lutaram por muito tempo por essa conquista. Agora, vamos compartilhar com o Estado a atenção e o reconhecimento, focando nas demandas e necessidades dos povos indígenas”, disse.
A secretária de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoal Idosa, Leandre Dal Ponte, reafirmou o compromisso do Governo do Estado com a promoção dos direitos e do bem-estar dos povos indígenas. “Ao eleger esses primeiros representantes, num encontro com discussões sobre políticas públicas, abrimos um novo capítulo na história do Estado. A participação dessas lideranças será fundamental no processo decisório das novas políticas para essa população”, afirmou.
Titulares
Angelo K. Rufino
Miguel Alves
Everton Cipriano
Valdemar Kehunh Cassemiro da Silva
José Gabriel Gonçalves Cipriano
Everton Lourenço
Eloy Jacintho
Antoninho Karai Delane
Rivelino Gabriel de Castro
Izaias Benites
Adriano da Silva
Suplentes
Luiz Carlos Kog Te Sales
Fátima Kóyo Lourenço
Isaqueu Cagre
Silas Ubirajara
Geovane Machado
Wallace Raulino Sampaio
Daniel Maraca
Reinaldo Karai Fernandes
Celio Timóteo
Cornelio Alves
Anderson da Silva
Fonte: Governo PR
Paraná
Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem
Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.
Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.
Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”.
CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida.
A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.
NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.
Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.
VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.
Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.
Fonte: Governo PR
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