Economia
Conjunto de ações coordenadas faz pedidos de marcas e patentes alcançarem maior nível em 10 anos
Os pedidos de registro de patentes, marcas, desenhos industriais e programas de computador alcançaram em 2025 o maior volume dos últimos 10 anos, segundo números divulgados pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No ao passado, o depósito de patentes registrou 29.557 pedidos (crescimento de 6,7% em comparação a 2024), maior número desde 2016; e o de marcas chegou a 504.461 (crescimento de 7,9%), ultrapassando pela primeira vez os 500 mil pedidos.
Para o secretário de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do MDIC, Pedro Ivo, o crescimento está diretamente relacionado ao fortalecimento do INPI por meio de concurso público e aumento de orçamento, às medidas de desburocratização e simplificação e outras iniciativas implementadas no âmbito da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual, a ENPI.
“Esses números resultam dos esforços coordenados por meio da ENPI, que também contribuíram para reduzir o tempo de análise de pedidos de patentes de 6,9 anos para 4,3 anos e para tornar mais atrativo o sistema para os usuários”, afirmou.
A ENPI também tem contribuído por meio de capacitações e mentorias em PI para empreendedores e pesquisadores, da integração da PI como instrumento essencial das políticas industrial e de inovação e da produção de estudos de inteligência estratégica a partir de bases de dados de patentes.
“Novas medidas de simplificação e desburocratização a serem implementadas em projeto conjunto entre MDIC e INPI tendem a melhorar ainda mais a eficiência da autarquia de forma a reduzir os prazos e trazer mais inovação e desenvolvimento para o País”, informou o Secretário.
Os pedidos de desenhos industriais e programas de computador também contaram com marcas históricas. O primeiro teve alta de 35,7%, com registro de 9.872 pedidos; e o segundo cresceu 36,2%, alcançando 7.236 pleitos.
As concessões aos pedidos também apresentaram crescimento significativo em 2025: foram concedidas 13.624 patentes (alta de 5,5% comparado com 2024), 176.559 marcas (acréscimo de 6,3%), 8.456 desenhos industriais (aumento de 106,6%) e 9.892 programas de computador (alta de 35,1%).
O INPI ainda recebeu, no ano passado, 20 novos pedidos de indicações geográficas (IGs), alcançando a marca de 150 IGs brasileiras protegidas.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Investigações do MDIC e da Receita interrompem fraudes em importações de vários produtos
Investigações conduzidas pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda (MF) interromperam, nos últimos meses, diversas operações de importação que burlavam regras de comércio exterior com práticas como subdeclaração de valor e classificação indevida de mercadorias.
Foram 50 denúncias recebidas entre agosto de 2024 e dezembro de 2025. Em 21 desses casos, as investigações confirmaram os indícios de irregularidades, que alcançavam empresas e produtos dos setores têxtil, siderúrgico, de linha branca, autopeças, químico, eletroeletrônicos e produtos esportivos, além de itens como pneus, secadoras de roupa, redes de pesca e vestuário, entre outros.
Para três dos 50 casos, as denúncias se mostraram improcedentes. Outras 26 denúncias ainda estão sob investigação.
“A atuação do governo busca coibir práticas indevidas na importação, que prejudicam empresas que cumprem as regras. Ao fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização, ampliamos a previsibilidade e garantimos um ambiente mais equilibrado para quem atua de forma regular”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
Os dados sobre as investigações constam de relatório do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), elaborado conjuntamente pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).
Constatado o indicativo de conduta irregular, a Secex adota medida de controle prévio sobre as importações da empresa, em relação ao produto alvo da investigação. Conhecida como licenciamento não automático, a ação permite, com base em gestão de riscos, a verificação da autenticidade, veracidade e exatidão das informações prestadas pelos importadores antes do despacho aduaneiro.
A exigência de licenciamento mais rigoroso tem se mostrado eficaz. De acordo com o relatório, entre 19% e 79% das licenças de importação, a depender da empresa e do produto, são canceladas pelo próprio importador ou indeferidas enquanto a medida está em vigor.
A atuação do Grupo de Inteligência também conta com o reforço da fiscalização aduaneira pela Receita Federal, com ações realizadas tanto antes quanto após o desembaraço das mercadorias. O grupo tem como atribuição identificar indícios de infração à legislação de comércio exterior, propor medidas para sua prevenção e repressão, além de articular cooperação com outros órgãos da administração pública federal.
“Com essa atuação coordenada, o GI-CEX contribui para assegurar isonomia competitiva, fortalecer o ambiente de negócios e coibir práticas irregulares no comércio exterior brasileiro, sem aumento de burocracia”, destaca Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secex.
Mais informações, incluindo a íntegra do relatório e orientações para envio de denúncias, estão disponíveis em:
https://www.gov.br/siscomex/pt-br/informacoes/combate-a-praticas-ilegais
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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