Paraná
Paraná amplia proteção da população com 87 milhões de doses de vacinas aplicadas em sete anos
Desde o início de 2019 até esta quinta-feira (02), o Paraná aplicou 87.002.468 doses de vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), consolidando a imunização como uma das principais estratégias de prevenção de doenças e proteção da população. Ao longo dos últimos sete anos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensificou campanhas, fortaleceu o apoio aos municípios, ampliou o acesso às vacinas e investiu em ações para recuperar as coberturas vacinais, um dos maiores desafios enfrentados pelo país após anos de queda nos índices de imunização e durante a pandemia de Covid-19.
Os resultados refletem uma política pública construída de forma permanente. Além da distribuição regular de imunizantes para os 399 municípios, o Estado coordenou campanhas de vacinação, Dias D de mobilização, ações de multivacinação, vacinação em escolas, estratégias extramuros e iniciativas de busca ativa para alcançar pessoas com esquemas vacinais incompletos. O trabalho também envolve o monitoramento contínuo das coberturas vacinais, apoio técnico às 22 Regionais de Saúde e capacitação das equipes municipais, fortalecendo a rede de imunização em todo o Paraná.
Esse esforço permitiu a recuperação gradual das coberturas vacinais, especialmente entre crianças, público mais sensível à redução da imunização observada em todo o Brasil nos últimos anos. O Paraná voltou a registrar avanços em imunizações estratégicas do Calendário Nacional de Vacinação e alcançou resultados que o colocaram entre os estados com melhor desempenho do país.
Em 2025, por exemplo, 311 municípios atingiram a meta preconizada pelo Ministério da Saúde para pelo menos seis vacinas dentre as oito preconizadas para as crianças menores de 1 ano de idade.
Já em 2024, o Paraná alcançou a segunda melhor cobertura vacinal do Brasil, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados. Foram os melhores resultados desde 2015 para crianças menores de 2 anos e adolescentes, com destaque para a BCG, que foi implantada em 35 maternidades do Estado, além das vacinas contra a tuberculose, o rotavírus e a HPV (Papilomavírus Humano).
“Mais do que alcançar números expressivos, a política estadual de imunização busca fortalecer uma cultura permanente de prevenção. A vacinação continua é uma das intervenções mais eficazes da saúde pública, reduzindo o risco de surtos, internações e mortes por doenças imunopreveníveis e protegendo pessoas de todas as faixas etárias ao longo da vida”, ressalta o secretário estadual da Saúde, César Neves.
CAMPANHAS SAZONAIS – Além dos indicadores de rotina, o Estado também se destacou nas campanhas sazonais. Durante a vacinação contra a gripe, adotou e mantém estratégias conjuntas com os municípios para ampliar o acesso da população, a presença em escolas, ações itinerantes e reforço das campanhas de conscientização, mantendo índices de cobertura acima da média nacional.
Para a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, Virgínia Dobkowski, o trabalho integrado entre o Estado, as Regionais de Saúde e os municípios foi decisivo para reverter a queda nas coberturas vacinais observada após a pandemia. “Esse resultado é fruto de um esforço contínuo de planejamento, logística e atuação dos profissionais de saúde em todo o Paraná. A vacinação acontece na ponta, e o comprometimento das equipes permitiu ampliar o acesso da população, recuperar as coberturas vacinais e fortalecer a proteção coletiva contra doenças imunopreveníveis.”
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ÊXITO NACIONAL – O reconhecimento desse trabalho também ocorreu em âmbito nacional. Em 2026, o Paraná foi o estado com o maior número de experiências selecionadas na II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS para Recuperação das Coberturas Vacinais, promovida pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Os projetos contemplaram as ações de apoio aos municípios, evidenciando estratégias que contribuem para ampliar a proteção da população paranaense.
Outra iniciativa adotada é a implantação do Microplanejamento para Vacinação de Alta Qualidade (MVAQ), estratégia desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A metodologia foi implementada no Paraná com a capacitação das Regionais de Saúde e dos municípios para planejar as ações de vacinação conforme a realidade de cada território, identificando áreas com baixa cobertura, mapeando populações mais vulneráveis e definindo estratégias específicas para ampliar o acesso aos imunizantes.
COMPROMISSO – No fim de 2024, o Paraná assumiu o compromisso internacional de eliminação do câncer do colo do útero, alinhando-se à estratégia da Organização Mundial da Saúde para reduzir a incidência da doença por meio da ampliação da vacinação contra o HPV, do rastreamento e do tratamento oportuno.
Devido à sua alta cobertura vacinal (acima de 85% em ambos os sexos), o Estado está entre os destaques nacionais na imunização contra o HPV, com uma das melhores coberturas vacinais do País entre meninos e meninas na faixa etária recomendada, resultado de uma estratégia permanente de vacinação e busca ativa da população-alvo.
DADOS – Ao longo dos últimos sete anos, o Paraná realizou mais de 23 campanhas estaduais de vacinação e possui atualmente 1.900 salas para aplicação de doses no território. “Mais do que ampliar a oferta de vacinas, os investimentos consolidaram uma estrutura permanente de imunização no Paraná. Com logística fortalecida, monitoramento contínuo e uma rede em todos os municípios, o Estado ampliou sua capacidade de responder tanto às campanhas de rotina quanto a situações de emergência em saúde pública, reforçando a prevenção como um dos pilares do SUS paranaense”, complementa o secretário César Neves.
Fonte: Governo PR
Paraná
Vigilância em saúde: Estado libera R$ 45,4 milhões para ações de prevenção nos 399 municípios
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), autorizou o repasse de incentivo financeiro do Programa Estadual de Fortalecimento da Vigilância em Saúde (Provigia) aos 399 municípios. O pagamento, que totaliza cerca de R$ 45,4 milhões, será depositado nos fundos municipais nesta quinta-feira (2). O montante total para o programa pode chegar a R$ 50 milhões, dependendo do alcance de metas por parte dos municípios.
O novo repasse cumpre o compromisso firmado pelo Governo do Estado durante o evento Saúde em Movimento, realizado em março deste ano, reforçando o apoio da gestão com as metas pactuadas e com o suporte contínuo para as ações de Vigilância em Saúde nos municípios.
O trabalho da Vigilância em Saúde é fazer continuamente coleta e análise de dados sobre a população, com objetivo de planejar ações de proteção, prevenção e promoção da saúde.
Do total, R$ 35 milhões são recursos de 2026 para investimentos estruturais, como a compra de novos equipamentos e a modernização dos serviços locais. O restante, mais de R$ 10,4 milhões, corresponde à verba de custeio, sendo esse valor correspondente ao cumprimento de metas e indicadores de desempenho pelas equipes municipais ao longo do ano passado. Esse formato garante a manutenção e a continuidade do trabalho preventivo nas cidades que atingiram os resultados esperados pelo programa em 2025.
“Fortalecer a Vigilância em Saúde é investir direto na proteção das pessoas. Com esse dinheiro, as cidades vão modernizar as estruturas, comprar novos equipamentos, reforçar as equipes e melhorar o trabalho de prevenção”, afirmou o secretário estadual da Saúde, César Neves.
Ele destacou que o pagamento mostra o avanço do programa no Paraná. “Mais do que enviar recursos, o Provigia organiza uma parceria de verdade entre o Estado e as prefeituras. Nós planejamos juntos e acompanhamos os resultados para garantir que a saúde chegue com mais qualidade e eficiência para a população”, enfatizou.
PROGRAMA – Criado em 2021 como uma estratégia permanente do Governo do Estado, o Provigia desempenha um papel fundamental no fortalecimento das ações integradas entre a Vigilância Sanitária, Epidemiológica, Ambiental, Saúde do Trabalhador e Promoção da Saúde. O programa repassa os recursos diretamente do Fundo Estadual de Saúde para os Fundos Municipais de Saúde, garantindo autonomia para que sejam aplicados na aquisição de equipamentos permanentes, melhoria da infraestrutura e modernização dos processos de trabalho.
Os critérios para a distribuição dessas cotas consideram aspectos como porte populacional, indicadores socioeconômicos e o desempenho dos municípios, buscando promover maior equidade entre as diferentes regiões do Estado. Além disso, parte da verba de custeio está vinculada ao cumprimento de metas e indicadores estabelecidos pelo programa, estimulando a melhoria contínua dos serviços prestados.
Fonte: Governo PR
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