Educação
Conheça os trabalhos contemplados pelo Selo Petronilha
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), lançou, nesta quinta-feira, 6 de novembro, o Catálogo de Iniciativas Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, publicação que reúne as 20 experiências educacionais reconhecidas na primeira edição do Selo Petronilha 2025. As iniciativas promovem pedagogias antirracistas, valorizam as histórias e culturas afro-brasileiras e quilombolas e buscam garantir uma educação pública inclusiva e de qualidade para todos.
Mais que uma premiação, o selo é um reconhecimento público às redes de ensino que transformam o compromisso com a equidade racial em práticas concretas. Neste ano, 436 redes foram contempladas — 428 municipais e 8 estaduais. Entre elas, 20 secretarias de educação tiveram seus projetos selecionados para receber apoio financeiro de R$ 200 mil, via Plano de Ações Articuladas (PAR), para sistematizar e expandir suas ações.
O Selo Petronilha, instituído pela Portaria MEC nº 470/2024, é uma das ações da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ). Ele homenageia a professora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, referência na luta por uma educação antirracista e relatora das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, que consolidaram a Lei nº 10.639/2003. Essa norma alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para tornar obrigatório o ensino das histórias e das culturas afro-brasileiras em todas as escolas de ensino fundamental e médio do país.
As iniciativas premiadas abrangem todas as regiões do país e apresentam resultados expressivos na educação antirracista; na valorização das culturas afro-brasileiras, indígenas e quilombolas; e no fortalecimento da identidade de estudantes e comunidades tradicionais.
O catálogo, produzido pela Diretoria de Políticas de Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola do MEC, apresenta também o legado de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, pioneira na construção de uma educação pública democrática, plural e antirracista.
Conheça as iniciativas premiadas pelo Selo Petronilha 2025:
Região Sudeste
- Araraquara (SP) – Ação EducaERER
Conjunto de ações voltadas à implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, com formação de professores, criação do componente curricular Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana, Quilombola e Indígena (EHCAAQI) e elaboração do Documento Orientador Curricular Entre África, Abya Yala & Brasil. O projeto institucionalizou o ensino da temática étnico-racial em toda a rede municipal.
- Vinhedo (SP) – Por uma educação decolonial
Desenvolve formações docentes e práticas pedagógicas voltadas ao combate ao racismo e à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras, com destaque para oficinas e feiras culturais escolares.
- Castelo (ES) – Educação e Recursos para a Expansão da Rede (ERER)
Promove a equidade racial na rede municipal com cursos de extensão, formação continuada de professores, modernização de espaços escolares e criação de materiais pedagógicos antirracistas.
- Nova Iguaçu (RJ) – Minha Escola contra o Racismo
Desenvolve ações de valorização das culturas afro-brasileiras e quilombolas, com envolvimento das escolas e comunidades, buscando consolidar uma política permanente de educação para as relações étnico-raciais.
- Cabo Frio (RJ) – Raízes Vivas: fortalecimento da identidade quilombola nas escolas de educação escolar quilombola
Realizado em escolas quilombolas do município, o projeto adota metodologias ativas, como aprendizagem baseada em projetos e gamificação, valorizando saberes tradicionais e o protagonismo estudantil. As ações incluem a criação de hortas quilombolas, trilhas culturais e espaços de aprendizagem temáticos.
- Angra dos Reis (RJ) – Circuito Cultural de Estudantes e Educadores na Aldeia Sapukai e no Quilombo Santa Rita do Bracuí
Integra estudantes e professores às comunidades indígenas e quilombolas locais, promovendo vivências pedagógicas, oficinas culturais e formação continuada. O projeto fortalece a implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 e o pertencimento identitário dos alunos.
- São Carlos (SP) – Qualidade e Equidade Étnico-Racial na Educação
Desenvolve ações voltadas à educação antirracista com foco na formação docente e na produção de material pedagógico sobre as histórias e as culturas afro-brasileiras e indígenas.
Região Sul
- Porto Alegre (RS) – Escola Referência Antirracista
Valoriza o protagonismo estudantil em projetos culturais e pedagógicos sobre identidade negra, gênero e diversidade, envolvendo escolas e comunidades periféricas da capital gaúcha.
- Chapecó (SC) – Tecendo Saberes: cultura e história afro-brasileira e indígena na educação
Desenvolve atividades pedagógicas interdisciplinares e culturais — como oficinas, vivências, visitas a aldeias indígenas e seminários — voltadas à valorização da diversidade e ao combate ao racismo. Envolve toda a rede municipal de ensino e integra as temáticas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao currículo municipal.
- Nova Petrópolis (RS) – Identidade e Relações Étnico-Raciais: traçando caminhos para integrar culturas na educação
Fortalece o debate sobre diversidade e relações étnico-raciais com atividades culturais e formações para professores e estudantes, promovendo empatia e pertencimento.
Região Nordeste
- Araripe (CE) – Raízes que Educam: construindo uma escola quilombola viva
Desenvolvido na comunidade quilombola Sítio Arruda, o projeto criou um currículo diferenciado e contextualizado, com a participação de parteiras, rezadeiras e mulheres anciãs na transmissão dos saberes tradicionais. A escola tornou-se um espaço de preservação e recriação da cultura quilombola.
- Natuba (PB) – Raízes e resistência: conhecendo e valorizando as questões étnico-raciais a partir de Petronilha Beatriz
Desenvolve ações de fortalecimento da identidade afro-brasileira e quilombola nas escolas, com oficinas, feiras e produções culturais.
- Jequié (BA) – Afrocontextos: por uma educação infantil antirracista
Implementa formação docente e atividades curriculares voltadas à valorização da cultura afro-brasileira, promovendo a inclusão e o respeito à diversidade.
- Ibipitanga (BA) – “Castanhão Quilombola: história, cultura e aprendizagem”
O projeto desenvolvido na Escola Municipal Padre Aldo Coppola busca garantir um ambiente escolar acolhedor e equitativo para os 235 estudantes da comunidade quilombola de Castanhão, reafirmando a educação quilombola como direito e instrumento de transformação social.
- União dos Palmares (AL) – Mocambarte: aldeia de conhecimentos ancestrais e culturais na terra da liberdade
Homenageando o território símbolo da resistência negra, o projeto promove ações de educação antirracista e preservação da memória de Zumbi dos Palmares e Dandara. O projeto promove itinerários formativos voltados para a historicidade do município de União dos Palmares, refletindo sobre os avanços e desafios enfrentados no ensino das histórias e das culturas afro-indígenas nas escolas.
- Machados (PE) – Projeto educação para as relações étnico-raciais: celebrando a diversidade afro-indígena na escola
A iniciativa buscou assegurar o desenvolvimento de uma educação antirracista no ambiente escolar por meio da promoção do ensino das histórias e das culturas afro-indígenas de forma transversal no currículo escolar.
Região Centro-Oeste
- Campo Grande (MS) – Formação Continuada para Assistentes de Educação Infantil: construindo futuros com representatividade e igualdade racial
Oferece formação específica a 1.200 profissionais da educação infantil, promovendo o reconhecimento da diversidade étnico-racial desde a primeira infância. A ação originou o “Prêmio Raimunda Luzia de Brito”, que reconhece escolas e pessoas comprometidas com a igualdade racial.
- Sinop (MT) – Plano de Trabalho para Formação de Profissionais em Relações Étnico-Raciais A proposta envolve a participação ativa da comunidade escolar e de organizações locais, visando ao desenvolvimento de estratégias integradas entre diferentes atores sociais para a inclusão de saberes tradicionais e históricos nos currículos escolares. Realiza formações e oficinas sobre diversidade cultural, história afro-brasileira e indígena, e práticas antirracistas nas escolas municipais.
- Taguatinga (DF) – Projeto Taguatinga Plural: educação antirracista, cultura afro-indígena e resistência quilombola
Iniciativa da Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga (DF) que apoia projetos escolares sobre culturas africanas e indígenas, racismo estrutural e identidade quilombola. Inclui formação docente e rodas de conversa “Diálogos sobre Educação Antirracista”.
Região Norte
- Moju (PA) – Saberes Ancestrais Quilombolas: fortalecendo práticas educacionais nos territórios escolares quilombolas do município de Moju
Promove o fortalecimento das escolas quilombolas e a inclusão das tradições afro-amazônicas no currículo, com a participação ativa das comunidades locais.
Veja os detalhes dos projetos vencedores no catálogo do Selo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Prouni 2026: inscrições terminam na sexta (10)
Interessados em estudar com bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) têm até o final desta sexta-feira, 10 de julho, para se inscreverem no processo seletivo do segundo semestre de 2026. Serão aceitas as inscrições realizadas até as 23h59 (horário de Brasília). Nesta edição, são ofertadas 471.304 bolsas de estudo em 380 cursos de graduação, distribuídas entre ampla concorrência e cotas, de 879 instituições privadas de educação superior. A oferta de bolsas pode ser consultada por curso, instituição de ensino ou município. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente no Portal Acesso Único ao Ensino Superior.
O candidato que tiver interesse em se inscrever precisa ter completado o ensino médio; participado das edições de 2024 e/ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não ter zerado a redação do Enem. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média. O edital veda a inscrição para quem declarou ter participado na condição de treineiro, ou seja, quem participou do exame visando à autoavaliação antes ou depois de concluir o ensino médio.
Bolsas – Do total de bolsas ofertadas, 219.725 são integrais, cobrindo todo o valor da mensalidade, e 251.579 são parciais, arcando com 50% do valor do curso. O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. Para pessoas com deficiência, são ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas, são 188.880; e para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.
O curso com o maior número de bolsas ofertadas em todo o país é análise de desenvolvimento de sistemas, com 31.221 bolsas. Em seguida estão administração, com 30.893 bolsas, e ciências contábeis, com 27.029. Para o curso de medicina, o programa oferta 1.013 bolsas. São Paulo lidera a lista com a maior quantidade de vagas, com 91.699 oportunidades, seguido por Minas Gerais (59.297), Bahia (34.155), Rio Grande do Sul (31.101) e Paraná (29.397). Todos os estados e o Distrito Federal disponibilizam vagas.
Cronograma completo do Prouni 2/2026:
Inscrições: 7 a 10 de julho
Resultado da 1ª chamada: 15 de julho
Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 1ª chamada: 15 a 24 de julho
Resultado da 2ª chamada: 5 de agosto
Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto
Lista de espera: 26 e 27 de agosto
Resultado da lista de espera: 1º de setembro
Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.
Prouni – Criado em 2004 e instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. O Prouni ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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