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Confira a agenda do Mapa durante a COP 30

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Iniciou-se, nesta segunda-feira (10), a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá até o dia 21 de novembro, na capital paraense, Belém. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) integra a Conferência para debater e apresentar iniciativas voltadas a um agronegócio mais sustentável.

Entre os principais eventos do Mapa durante a COP30, com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destaca-se o lançamento da RAIZ (Resilient Agriculture Investment for Net Zero Land Degradation). A iniciativa foi criada para promover soluções viáveis voltadas à recuperação de áreas agrícolas degradadas e atuará como um acelerador de financiamento para identificação e conexão de mecanismos de investimento, promovendo a cooperação e o compartilhamento de conhecimento entre países. O lançamento será realizado na Blue Zone, no dia 19 de novembro.

No mesmo dia, ocorrerá o painel “Impulsionando a Ação Climática Coordenada nos Sistemas Agroalimentares”, organizado pela Plataforma Regional dos Ministérios da Agricultura da América Latina e do Caribe (PLACA), pelo Mapa e pelo Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe. O evento apresentará como os esforços coletivos por meio da PLACA estão impulsionando a implementação dos compromissos climáticos globais na ação climática voltada à agricultura.

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Outro evento do Mapa que ocorrerá na Blue Zone será o painel “Saúde Única para a Resiliência Climática: Soluções Intersetoriais para Desafios Globais”, realizado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e pelo Mapa, no dia 20 de novembro, no Pavilhão Brasil. O painel destacará como ações coordenadas e intersetoriais podem fortalecer a resiliência e proteger a saúde das pessoas, dos animais e do planeta, apresentando como as estratégias de Saúde Única estão sendo implementadas para enfrentar ameaças climáticas por meio da colaboração, da inovação e da responsabilidade compartilhada. O evento contará ainda com a participação da diretora-geral da OMSA, Emmanuelle Soubeyran.

AGRIZONE

A Casa da Agricultura Sustentável abriu suas portas nesta segunda-feira (10) para o público geral. Organizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pelo Mapa, em parceria com os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e da Pesca e Aquicultura (MPA), a AgriZone está localizada na área da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), a 1,8 quilômetro das áreas oficiais da COP30, a Blue Zone e a Green Zone.

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A AgriZone ficará aberta todos os dias, das 10h às 18h, e contará com uma programação plural: 378 atividades técnicas em 11 dias, exposição de 45 cultivares e 30 sistemas agropecuários sustentáveis distribuídos em pavilhões, vitrines vivas de protocolos de baixo carbono, vitrines tecnológicas para a agricultura familiar, mostras de tecnologias sociais, apresentações de Capoeira do Black, centro de alimentação com valorização da gastronomia regional fornecida por pequenos empreendedores locais, entre outros atrativos.

A AgriZone foi incluída na rota oficial de ônibus da COP30. Os participantes podem pegar a linha 11, que fará o trajeto entre a AgriZone e a Blue Zone. No total, são 15 linhas de ônibus e 250 veículos, sendo 40 elétricos e os demais equipados com tecnologia Euro 6, de baixa emissão de poluentes, que operarão 24 horas por dia, entre 1º e 23 de novembro. As rotas conectam hotéis, navios de hospedagem e pontos estratégicos da cidade aos espaços oficiais da Conferência.

Confira a programação completa do Mapa na AgriZone e na COP 30 aqui.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agro

MP das dívidas rurais deve prever juros a partir de 6% ao ano e prazo de até 10 anos para produtores afetados por perdas climáticas

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O governo federal está finalizando uma Medida Provisória (MP) para renegociação das dívidas rurais, que deverá estabelecer condições especiais para produtores afetados por eventos climáticos e pela volatilidade dos preços agrícolas. A proposta prevê taxas de juros entre 6% e 12% ao ano, além de prazo de até 10 anos para quitação dos financiamentos, dependendo da situação enfrentada pelo agricultor.

A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que o texto está em fase final de negociação com parlamentares e poderá ser publicado nos próximos dias.

Governo busca consenso para ampliar renegociação das dívidas rurais

Segundo Durigan, a proposta representa um equilíbrio entre a versão inicialmente defendida pelo governo e as demandas apresentadas pela bancada do agronegócio no Congresso Nacional.

O objetivo é oferecer condições mais favoráveis para produtores que enfrentaram dificuldades financeiras provocadas por estiagens, enchentes, geadas, excesso de chuvas e oscilações nos preços das commodities agrícolas, preservando ao mesmo tempo o equilíbrio fiscal.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida deverá gerar um impacto adicional entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões por ano para o Tesouro Nacional, além dos custos já existentes com os subsídios das linhas de crédito rural.

Juros variam conforme o porte do produtor

A proposta estabelece taxas diferenciadas de acordo com o perfil do produtor rural, buscando ampliar o acesso dos agricultores familiares e reduzir o peso financeiro das renegociações.

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Pelas regras em discussão, os juros poderão ser definidos da seguinte forma:

  • 6% ao ano para pequenos produtores;
  • 9% ao ano para médios produtores;
  • 11% a 12% ao ano para grandes produtores.

A diferenciação busca tornar a renegociação mais acessível para os segmentos mais vulneráveis, especialmente aqueles com menor capacidade de recuperação financeira após perdas sucessivas.

Prazo poderá chegar a 10 anos

Outro ponto considerado estratégico na proposta é o alongamento dos prazos para pagamento.

A regra geral deverá permitir a liquidação das operações em até oito anos. Entretanto, produtores que comprovarem prejuízos decorrentes de eventos climáticos severos poderão contar com prazo ampliado de até dez anos, proporcionando maior capacidade de reorganização financeira.

A iniciativa atende uma demanda recorrente das entidades representativas do agronegócio, que defendem mecanismos permanentes de reestruturação das dívidas diante do aumento da frequência de eventos climáticos extremos.

Limites de renegociação chegam a R$ 8 milhões

A MP também deverá estabelecer limites financeiros para enquadramento das operações.

Conforme antecipado pelo ministro, produtores atingidos por perdas climáticas poderão renegociar financiamentos de até R$ 8 milhões por CPF.

Já os agricultores que enfrentaram dificuldades decorrentes da queda ou da volatilidade dos preços dos produtos agropecuários terão limite de até R$ 4 milhões por CPF.

A diferenciação busca direcionar maior apoio às propriedades diretamente impactadas por fenômenos climáticos, considerados atualmente um dos principais fatores de risco da atividade agropecuária.

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Agronegócio acompanha expectativa pela publicação da MP

A expectativa do setor é de que a medida provisória contribua para aliviar a situação financeira de milhares de produtores que acumularam dificuldades nas últimas safras em razão das adversidades climáticas e da instabilidade dos mercados agrícolas.

Nos últimos anos, diversas regiões produtoras registraram perdas provocadas por seca, excesso de chuvas, geadas e oscilações nos preços internacionais das commodities, comprometendo o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento de financiamentos rurais.

Caso seja publicada nos próximos dias, a MP poderá representar uma das principais iniciativas de apoio financeiro ao setor agropecuário em 2026, oferecendo maior previsibilidade aos produtores e reduzindo os riscos de inadimplência no crédito rural.

Renegociação busca preservar produção e crédito no campo

Além de aliviar a pressão financeira sobre os produtores, a proposta pretende preservar a capacidade de investimento do agronegócio brasileiro, garantindo a continuidade da produção, o acesso ao crédito e a manutenção da atividade econômica nas regiões rurais.

A expectativa é que as novas regras fortaleçam a sustentabilidade financeira do setor em um cenário de maior volatilidade climática e econômica, permitindo que produtores retomem investimentos e mantenham a competitividade da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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