Connect with us


Brasil

Conaveg aprova diretrizes nacionais para a Regeneração Natural Assistida

Publicado em

A Comissão Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa (Conaveg) aprovou, na última terça-feira (31/3), resolução que estabelece diretrizes técnicas para a aplicação da Regeneração Natural Assistida (RNA) no Brasil. A decisão foi tomada durante a primeira Reunião Ordinária do ano da Comissão, realizada na sede do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília, em formato híbrido.

A resolução define critérios para a condução de técnicas voltadas a potencializar os processos naturais de regeneração, com intervenções planejadas para reduzir fatores de degradação e acelerar a recuperação da vegetação nativa.

O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, sociedade civil, setor empresarial e instituições de pesquisa para deliberar sobre instrumentos da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg) e do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg).

A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, destacou a centralidade dos temas debatidos para o avanço da Proveg. “É fundamental garantir a conservação da biodiversidade, a manutenção dos serviços ecossistêmicos e a continuidade das práticas da sociobiodiversidade que caracterizam os territórios brasileiros”, afirmou.

Leia mais:  Edital abre 43 vagas para provimento de médicos especialistas no Amazonas

A reunião também colocou em debate a proposta de resolução sobre os critérios e procedimentos para homologação dos Territórios da Restauração, instrumento estratégico para a implementação do Planaveg em escala de paisagem. Essas áreas são definidas como regiões geográficas de referência com arranjos institucionais locais capazes de impulsionar metas de recuperação da vegetação nativa e os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. Após debate, o prazo foi ampliado e a deliberação encaminhada para reunião extraordinária no dia 22 de abril de 2026.

O diretor do Departamento de Florestas do MMA, Thiago Belote, reforçou a necessidade de aproximar a política pública da realidade local. “A implementação precisa aterrissar a política pública federal nos territórios — nos estados, municípios, unidades de conservação, assentamentos e territórios indígenas”, disse.

Implementação

A pauta incluiu ainda a apresentação do programa Recaatingar, iniciativa do Departamento de Combate à Desertificação do MMA que une ações de restauração e combate à desertificação no bioma Caatinga, com foco na convergência de políticas públicas e no fortalecimento da governança local.

Leia mais:  Governo Federal fomenta o avanço da pesca amadora e esportiva no Rio Grande do Norte

Também foi apresentado o Programa Nacional de Sociobioeconomia — Prospera, criado pela Portaria nº 1.508/2025 e lançado durante a COP30 como parte da Estratégia Nacional de Bioeconomia. Com eixo central na estruturação de arranjos socioeconômicos regionais, o programa cria núcleos de desenvolvimento multiinstitucionais dedicados ao fortalecimento de negócios comunitários e à articulação entre conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento territorial.

Com a aprovação da resolução sobre Regeneração Natural Assistida e o encaminhamento da deliberação sobre os Territórios da Restauração, a Conaveg avança na consolidação dos instrumentos necessários à implementação do Planaveg.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook

Brasil

Fórum de Doenças Negligenciadas debate participação social e políticas públicas

Published

on

O 2º Fórum de Doenças Negligenciadas reuniu, neste sábado (15) em Brasília, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da área da saúde e pessoas afetadas por doenças infecciosas e negligenciadas. O encontro integrou a programação de pré-evento do MEDTROP 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e discutiu a participação social na formulação e no acompanhamento de políticas públicas referentes a doenças negligenciadas ou determinadas socialmente (que afetam principalmente pessoas em maior vulnerabilidade social), como tuberculose, malária, doença de Chagas etc.

A programação abordou os espaços de participação social, a atuação de lideranças e movimentos organizados e os caminhos para transformar demandas coletivas em propostas e encaminhamentos institucionais. Com o tema “Nada sobre nós sem nós: como lideranças transformam demandas sociais em políticas públicas”, uma das mesas discutiu a participação das pessoas afetadas por doenças negligenciadas na definição de prioridades e na construção de respostas institucionais.

Durante a mesa, Draurio Barreira, coordenador-executivo do programa Brasil Saudável e diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde, destacou que existem ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento para diferentes doenças, mas que persistem desigualdades no acesso aos serviços e tecnologias de saúde.

Leia mais:  MCTI e Cidades assinam protocolo de intenções para ações em bioeconomia e desenvolvimento sustentável do Norte e Nordeste

“Não adianta ter tecnologia, diagnóstico e tratamento se eles não chegam a quem precisa. Temos ferramentas para avançar na eliminação dessas doenças, mas ainda precisamos superar as desigualdades para que elas cheguem a todas as pessoas”, afirmou.

Articulação

Gustavo Homero, médico infectologista e presidente da SBMT, ressaltou a importância da aproximação entre os diferentes segmentos envolvidos na resposta aos problemas de saúde. “São nesses espaços que garantimos a participação efetiva da sociedade nas decisões que afetam a comunidade e ajudamos a melhorar a saúde pública”, pontuou.

Draurio Barreira também destacou a importância da participação social na identificação de barreiras e na construção de respostas para as doenças negligenciadas.

“Temos conhecimento, temos tecnologias e temos uma sociedade civil organizada e participativa. O desafio é fazer com que esses recursos cheguem a todas as pessoas. A participação social é fundamental para identificar as barreiras e ajudar a construir caminhos para superá-las”, concluiu.

O evento contou com representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Ministério da Saúde, do Programa Brasil Saudável, do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).

Leia mais:  MMA inicia construção participativa da Estratégia Nacional de Soluções Baseadas na Natureza

O Fórum antecedeu a programação principal do MEDTROP 2026, que acontece de 16 a 19 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo um público de cerca de 4000 pessoas.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262