Brasil
Suape (PE) e Itaqui (MA) puxam crescimento de portos públicos do Nordeste em janeiro
A movimentação nos portos públicos do Nordeste em janeiro atingiu a marca de 6,3 milhões de toneladas, um crescimento de 17% em relação ao primeiro mês de 2025. Dois portos da região apresentaram alta significativa, impulsionando o setor: Suape (PE), que registrou 2,2 milhões de toneladas e crescimento de 38,5%; e Itaqui (MA), com movimentação de 2,1 milhões de toneladas, e alta de 44%. Juntos, os dois portos responderam por 20% de todas as mercadorias transportadas no setor portuário da região. Os dados fazem parte do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) e foram compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Os resultados, segundo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, refletem as políticas adotadas para o setor. “O Nordeste se confirmou em 2025 como uma porta de saída estratégica do Brasil para o mundo. O desempenho dos portos públicos mostra que estamos no caminho certo ao modernizar a gestão portuária. Estamos preparando a região não só para bater recordes de safra, mas para ser um hub logístico eficiente e competitivo internacionalmente”, ressalta.
Em Suape, o crescimento se deve à maior movimentação de cargas, ao avanço nas atracações e ao desempenho expressivo em granéis líquidos e contêineres. Em Itaqui, a movimentação de granéis líquidos e sólidos também foi extremamente positiva, puxada por fertilizantes, milho e soja.
O diretor-presidente do Porto de Suape, Armando Monteiro Bisneto, comemorou os resultados: “começamos 2026 com um crescimento robusto e consistente em todos os segmentos. O aumento de quase 40% na movimentação total demonstra a confiança do mercado, a eficiência das nossas operações e o acerto das estratégias voltadas à expansão e diversificação das atividades portuárias”, destacou. Já o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, José Constantino, afirma que os indicadores de janeiro reforçam a solidez e a competitividade do porto. “Crescemos em volume, ampliamos a diversidade de cargas e mantivemos a liderança em segmentos estratégicos. Esse desempenho nos projeta para um 2026 ainda mais promissor”, afirmou.
Os números positivos de Itaqui também são destaque no Relatório de Performance Operacional produzido pelo porto. O documento ressalta que a movimentação de 2,1 toneladas representa um desempenho de 42% superior ao planejado para o período e 44% acima do volume apurado no mesmo mês de 2025. “O início do ano de 2026 apresentou resultados significativamente positivos, consolidando o melhor janeiro da nossa história e superando o recorde estabelecido em 2023”, destaca o relatório.
Entre as cargas mais movimentadas nos portos públicos estão petróleo e derivados, contêineres, fertilizantes e sal. Na navegação de longo curso (entre portos de diferentes países), a movimentação registrada foi de 3,7 milhões de toneladas, com alta de 13,8%, enquanto a cabotagem (entre portos do país) movimentou 1,6 milhão de tonelada, resultando em crescimento de 22%.
Movimentação de cargas nos terminais autorizados
O Terminal Portuário do Pecém (CE) também apresentou alta de 0,3% nas cargas transportadas em relação ao mesmo período do ano passado, registrando 1,5 milhão de toneladas. Já pelo Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA), passaram 9,9 milhões de toneladas de cargas, e no Aquaviário de Madre Tereza, 1,5 milhão de tonelada, números ligeiramente inferiores na comparação com janeiro de 2025.
No total, 21,5 milhões de toneladas de mercadorias passaram por portos e terminais nordestinos em janeiro. A maior parte corresponde a graneis sólidos, que movimentaram 14,5 milhões de toneladas, enquanto a carga conteinerizada registrou 1,7 mi/t. Os três índices acima apresentaram leve queda em relação ao mesmo período anterior. Já os granéis líquidos apresentaram alta de 8% na movimentação portuária nordestina: petróleo e derivados, com e sem óleo bruto, somaram 4,1 milhões de toneladas em janeiro na região.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Floresta+ Comunidades transforma diretrizes da PNGATI em ações práticas nos territórios
“A gestão indígena tradicional se interliga realmente com a natureza, pois não pensa somente no hoje, mas no nosso futuro e das nossas crianças, se elas vão ter rio, árvore, se vai ter fruto”. A afirmação de João Reis Guajajara, coordenador de projeto na Terra Indígena (TI) Caru, no Maranhão, resume a base das iniciativas apoiadas pela modalidade Comunidades do Projeto Floresta+ Amazônia.
Executado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Floresta+ Amazônia apoia projetos locais que fortalecem a gestão ambiental e territorial em terras coletivas de povos indígenas e comunidades tradicionais. As iniciativas combinam inovação tecnológica com conhecimentos ancestrais para a proteção dos territórios e dos recursos naturais.
Na modalidade Comunidades, foram selecionados 40 projetos desenvolvidos por povos indígenas e comunidades tradicionais. Desses, 25 são voltados à agenda indígena, em processo realizado com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). As ações abrangem 37 terras indígenas em oito estados – Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins – e somam investimentos de cerca de R$ 20 milhões. Ao todo, os projetos alcançam territórios que totalizam quase 26 milhões de hectares, área equivalente ao estado de São Paulo.
Mais do que um mecanismo de financiamento, o Floresta+ Comunidades integra a estratégia do Governo do Brasil de implementar políticas públicas voltadas aos povos e comunidades tradicionais. “O Floresta+ Comunidades é mais um instrumento para levar políticas públicas aos territórios de povos e comunidades tradicionais. Dessa forma, se transformam diretrizes nacionais em apoio direto para quem, por meio de seu modo de vida e seus conhecimentos tradicionais, práticas culturais e formas sustentáveis de manejo da natureza, contribuem diretamente para a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos naturais e a redução dos impactos climáticos”, explicou a Coordenadora-Geral de Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Angela Stoianoff.
Os projetos apoiados contribuem diretamente para a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), especialmente nos eixos de proteção territorial e dos recursos naturais, uso sustentável e iniciativas produtivas, além de capacitação, formação e intercâmbio.
Na TI Caru, o projeto da Associação Wirazu, realizado em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), fortaleceu brigadas indígenas de prevenção e combate ao fogo na região, com aquisição de equipamentos, formações e intercâmbio de conhecimentos. “A gente está se readaptando nesse novo mundo tecnológico para cuidar do território, hoje temos as tecnologias a nosso favor”, destacou João Guajajara.
Outro exemplo é o projeto desenvolvido pelo Instituto N’gutapa, na TI Betânia (AM), que resultou na consolidação do Museu Indígena Tchirugüne. Com investimento de cerca de R$ 1 milhão e parceria com a Amazon Conservation Team (ACT-Brasil), a iniciativa promove o turismo de base comunitária e a agroecologia, além de estruturar ações de monitoramento territorial. “Esse museu garante o nosso futuro: fortalece a educação escolar indígena, o nosso direito territorial, a nossa saúde e o cuidado com a nossa terra”, ressaltou a liderança local e presidente do Instituto de Etnodesenvolvimento N’gutapa, Elis Olisio Tikuna.
“Além de valorizar as competências locais na implementação da PNGATI nos territórios amazônicos, a chamada da modalidade Comunidades priorizou projetos que promovessem a igualdade de gênero na gestão territorial”, ressaltou a assessora técnica do Projeto Floresta+ Amazônia pelo PNUD, Mariana Machado.
É o caso do projeto “Mulheres Guajajara: Proteção da Floresta e dos Saberes”, da Associação Nairuy Taw, desenvolvido no Terra Indígena Araribóia (MA), em parceria com o ISPN. A iniciativa fortalece o protagonismo feminino na conservação ambiental, na valorização dos saberes tradicionais e na recuperação de áreas degradadas. “O Floresta+ veio enriquecer o conhecimento das mulheres, o conhecimento que a gente já tinha, o conhecimento ancestral. O projeto foi tão importante que envolveu tanto as crianças, jovens, adolescentes, homens, e trouxe visibilidade para o trabalho das mulheres no território. A gente não era vista como alguém que estava contribuindo com a questão da preservação”, frisou a coordenadora local, Marina Guajajara.
PNGATI
A Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas – PNGATI, instituída pelo Decreto Presidencial no. 7.747 de 2012. Fruto da luta do movimento indígena, foi elaborada de maneira participativa, por meio de cinco consultas regionais, reunindo mais de 1.250 representantes indígenas pertencentes a 186 povos de todo o país. A política pública é gerida por seu Comitê Gestor, composto paritariamente por representantes de órgãos governamentais e representantes indígenas. Tem como objetivo geral a recuperação, a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais das terras e territórios indígenas, assegurando a integridade do patrimônio indígena, a melhoria da qualidade de vida e as condições plenas de reprodução física e cultural das atuais e futuras gerações dos povos indígenas, respeitando sua autonomia sociocultural, nos termos da legislação vigente.
Floresta+ Amazônia
É uma iniciativa de cooperação internacional do Governo Brasileiro, por meio do MMA e em parceria com o PNUD Brasil, com apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e financiado com recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF). A modalidade Floresta+ Comunidades tem como objetivo apoiar a implementação de projetos locais que visem fortalecer a gestão ambiental e territorial nos territórios coletivos de povos indígenas e povos e comunidades tradicionais. Os projetos locais devem ser elaborados de maneira participativa levando em consideração a natureza coletiva das atividades de gestão nesses territórios.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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