Política Nacional
Comissão discute inclusão de vacinas a animais domésticos no Programa Nacional de Imunizações
A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promove audiência pública na quarta-feira (8) sobre a inclusão de vacinação de animais domésticos no Programa Nacional de Imunizações (PNI). A reunião será realizada no plenário 3, às 16 horas.
Veja a lista de convidados e participe da audiência enviando perguntas.
O debate foi solicitado pelo deputado João Daniel (PT-SE). Ele é autor do Projeto de Lei 1237/24, que torna obrigatória a vacinação gratuita de animais domésticos, bem como os em situação de rua, contra doenças transmissíveis a humanos.
De acordo com o texto, já aprovado pela Comissão de Cultura, as vacinas serão definidas pelo Ministério da Saúde e inseridas no Programa Nacional de Imunizações (PNI), com base em critérios epidemiológicos, de risco à saúde pública e disponíveis no mercado.
Para João Daniel, a proposta reconhece a interface entre saúde humana, bem-estar animal e equilíbrio ambiental, em linha com o conceito de “Saúde Única” (One Health), adotado internacionalmente.
“A vacinação de animais domésticos e em situação de rua contra doenças transmissíveis ao homem é medida eficaz para reduzir a incidência de zoonoses, diminuir custos hospitalares, aliviar a sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar a qualidade de vida da população”, afirma.
O parlamentar acrescenta que a iniciativa tem caráter de justiça social, pois comunidades de baixa renda — mais expostas aos riscos sanitários e com menor acesso a serviços veterinários privados — poderiam contar com prevenção gratuita.
Da Redação – MO
Fonte: Câmara dos Deputados
Política Nacional
Profissionais apoiam proposta de estatuto para garantir direitos dos trabalhadores da cultura
Especialistas e representantes do setor cultural defenderam na Câmara dos Deputados a criação de regras para a proteção dos trabalhadores do setor. O assunto foi tema de dois debates na Comissão de Cultura nesta semana.
Nos encontros foi discutida a minuta do Estatuto do Trabalhador da Cultura, das Artes e Eventos, que propõe criar regras específicas para o setor. As reuniões foram coordenadas pela deputada Erika Kokay (PT-DF) e pelo deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ).
A proposta cria um marco legal para o setor, ao reconhecer características como a intermitência (trabalho descontínuo) e a existência de múltiplos vínculos.
O pesquisador Frederico Augusto Barbosa da Silva, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explicou as diferenças desse ramo de atividade: “O trabalho cultural é marcado por intermitência, múltiplos vínculos e informalidade estrutural. Há diferenças em relação à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).”
Entre as propostas do texto estão:
- Contrato intermitente qualificado: prevê trabalho por períodos, com pagamento pela disponibilidade e reconhecimento dos intervalos sem atividade;
- Seguro cultural complementar: inspirado em modelos da França e de Portugal, busca garantir renda mínima em períodos sem projetos; e
- Regras para uso de inteligência artificial: incluem proteção da imagem, da voz e do estilo dos artistas.

Financiamento e fiscalização
Representantes da sociedade civil cobraram a definição de fontes de financiamento para o novo fundo de proteção.
Jorge Bichara, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEC), sugeriu usar recursos da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), além de editais e impostos sobre bilheteria.
A fiscalização também foi apontada como um desafio.
O presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espectáculos de Diversões do Paraná, Adriano Esturilho, afirmou que empresas frequentemente recusam registrar contratos, alegando a chamada pejotização (contratação como pessoa jurídica). “O fato de sermos MEI não pode justificar a retirada de direitos conquistados em 1978”, disse.
Posicionamento do governo
O Ministério da Cultura defendeu a aprovação da proposta com urgência.
O diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura, Deryc Santana, afirmou que a pandemia evidenciou a importância da arte, mas também a necessidade de garantir direitos a quem trabalha no setor. “Se perdermos essa oportunidade, o avanço pode demorar décadas”, alertou.
A diretora do Centro de Artes Técnicas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Carila Matzenbacher, destacou que a produção artística depende também de profissionais técnicos. “O estatuto é importante porque reconhece tanto artistas quanto técnicos como parte do direito cultural”, afirmou.
Da Redação – GM
Fonte: Câmara dos Deputados
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