Agro
Comissão de Agricultura da Câmara recebe ministro André de Paula e reforça diálogo em defesa do agro brasileiro
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (15), reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para debater pautas estratégicas do setor produtivo e fortalecer a interlocução entre o Legislativo e o Governo Federal. O encontro foi conduzido pelo presidente da comissão, deputado federal Luiz Nishimori, e reuniu diversos parlamentares.
Durante a abertura, o presidente Luiz Nishimori destacou a importância do diálogo institucional e elogiou a disposição do ministro em ouvir as demandas apresentadas pelos deputados. “A reunião permitiu tratar dos desafios enfrentados pelo setor e aproximar ainda mais o Executivo do Legislativo em torno de soluções concretas para o campo”, afirmou.
O ministro André de Paula ressaltou sua trajetória parlamentar e afirmou reconhecer o papel central da Câmara dos Deputados na formulação e no aperfeiçoamento das políticas públicas. “Ouvir os deputados é ouvir o povo brasileiro, as regiões e os estados”, disse.
O ministro também enfatizou que os principais projetos de interesse da agricultura e da pecuária passam pelo Parlamento e defendeu uma atuação conjunta entre governo e Congresso Nacional. Para ele, tanto a base governista quanto a oposição exercem funções relevantes no processo democrático, contribuindo com apoio, fiscalização e sugestões para aprimorar as ações públicas. “É isso que nós vamos fazer: de mãos dadas, juntos, trabalhar para que o Brasil tenha cada vez mais protagonismo internacional naquilo que orgulha todos os brasileiros, que é a força do nosso agro”, declarou.
Líder da bancada do PSD na Câmara dos Deputados, Antônio Brito manifestou apoio ao trabalho do ministro e destacou a confiança do partido em sua condução política. “Diálogo, equilíbrio e capacidade de articulação serão fundamentais para avançar nas pautas ligadas ao desenvolvimento rural e ao fortalecimento do setor agropecuário”, ressaltou.
Ao final, o ministro André de Paula reafirmou o compromisso de manter diálogo permanente e transparente com o Congresso Nacional. “Quero reiterar meu compromisso. Tenho absoluta convicção de que, em um país democrático, nenhuma política pública tem sucesso se não for fruto de ampla participação, do diálogo, da escuta e das demandas daqueles que têm a responsabilidade de representar as pessoas, que são os nossos parlamentares”, concluiu.
Informação à imprensa
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Agro
Conflito no Oriente Médio redefine cenário das commodities no 2º trimestre de 2026, aponta StoneX
A intensificação do conflito no Oriente Médio provocou uma mudança significativa no cenário global das commodities no segundo trimestre de 2026. De acordo com a 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, a geopolítica voltou a ocupar papel central na formação de preços, ampliando riscos e conectando mercados de energia, logística, insumos agrícolas e alimentos.
Geopolítica volta ao centro e aumenta volatilidade global
Segundo a análise da StoneX, a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã adicionou uma nova camada de complexidade a um ambiente que já era marcado por incertezas econômicas e comerciais.
Desde 2025, políticas comerciais mais rígidas e imprevisíveis por parte dos Estados Unidos já vinham provocando mudanças nas cadeias globais de suprimento. Com o avanço das tensões militares no Oriente Médio, esse cenário foi intensificado, elevando custos de produção e gerando impactos distintos entre setores.
O conflito, que se expandiu para além da Faixa de Gaza, passou a atingir infraestrutura estratégica, incluindo instalações petrolíferas e siderúrgicas, ampliando seus efeitos sobre a economia global.
Estreito de Ormuz amplia risco sobre energia e fertilizantes
Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da oferta global de petróleo e gás natural liquefeito, além de volumes relevantes de fertilizantes exportados pelo Golfo Pérsico.
O fechamento da rota provocou impactos diretos sobre:
- Oferta global de energia;
- Custos logísticos marítimos;
- Cadeias de produção agrícola.
Embora um cessar-fogo temporário de duas semanas tenha sido anunciado em abril, o relatório destaca que o acordo é frágil, mantendo incertezas sobre a reabertura plena da rota e a normalização do comércio.
Energia no epicentro dos impactos econômicos
A energia permanece como o principal canal de transmissão dos efeitos do conflito. A alta nos preços do petróleo e seus derivados impacta diretamente os custos industriais, logísticos e agrícolas.
Segundo Vitor Andrioli, gerente de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil, o cenário atual representa uma mudança estrutural:
A pressão sobre energia se espalha para fretes, fertilizantes e, consequentemente, para os preços dos alimentos, exigindo uma abordagem mais integrada na análise das commodities.
Incertezas macroeconômicas ampliam riscos globais
Além da geopolítica, fatores macroeconômicos também contribuem para o aumento da volatilidade. Entre eles, destacam-se as dúvidas sobre a condução da política monetária nos Estados Unidos, especialmente com o fim do mandato de Jerome Powell à frente do Federal Reserve.
A possibilidade de mudanças na liderança da autoridade monetária americana levanta questionamentos sobre a independência do banco central e adiciona pressão sobre mercados de câmbio e renda fixa.
Para o Brasil, esse cenário é ainda mais sensível diante do contexto eleitoral e das fragilidades fiscais, podendo intensificar a volatilidade do real frente ao dólar.
Commodities agrícolas enfrentam aumento de custos
No mercado de grãos, o início do plantio no Hemisfério Norte coloca o clima dos Estados Unidos como fator-chave para a formação de preços. No entanto, o cenário atual incorpora um novo elemento: o aumento dos custos de produção.
A alta nos preços de energia e fertilizantes tende a:
- Sustentar as cotações agrícolas;
- Pressionar as margens dos produtores;
- Aumentar o risco nas decisões de comercialização.
Fertilizantes têm oferta pressionada e logística encarecida
O mercado de fertilizantes, que tradicionalmente apresenta condições mais favoráveis de compra no segundo trimestre, enfrenta agora um ambiente de maior risco.
A instabilidade no Golfo Pérsico afeta diretamente:
- A disponibilidade de produto;
- Os custos de transporte;
- A previsibilidade de entregas.
Esse cenário pode elevar os preços e impactar o planejamento das safras.
Energia segue sensível a novos desdobramentos
Nas commodities energéticas, o fator geopolítico continua dominante no curto prazo. Mesmo com eventuais períodos de trégua, os efeitos estruturais sobre oferta e logística tendem a persistir.
O mercado permanece altamente sensível a novos eventos, o que mantém a volatilidade elevada.
Soft commodities apresentam movimentos distintos
Entre as commodities agrícolas mais leves, o comportamento é heterogêneo:
- Algodão: tendência de reequilíbrio, com redução da sobreoferta;
- Café: possível pressão adicional com a entrada da safra brasileira em ano de bienalidade positiva;
- Cacau: aumento da oferta global, especialmente na África Ocidental, pode favorecer acomodação dos preços.
Metais refletem cenário misto entre oferta e liquidez
No segmento de metais, os sinais são variados. A restrição de oferta sustenta os preços dos metais de base, enquanto fatores macroeconômicos pressionam os metais preciosos.
A busca global por liquidez em dólar e o ambiente de juros elevados contribuíram para a recente correção em ativos como ouro e prata.
Câmbio brasileiro mostra resiliência, mas segue exposto
O real tem apresentado desempenho relativamente resiliente, apoiado pela posição do Brasil como exportador líquido de petróleo.
Ainda assim, a moeda permanece sensível a fatores como:
- Diferencial de juros;
- Cenário político interno;
- Evolução do conflito no Oriente Médio.
Esses elementos devem continuar influenciando o comportamento do câmbio nos próximos meses.
Gestão de risco ganha protagonismo no setor
Diante do novo cenário global, a StoneX destaca que a gestão de risco volta ao centro das decisões estratégicas.
A combinação de incertezas em energia, câmbio e juros exige maior disciplina em:
- Estratégias comerciais;
- Operações de hedge;
- Planejamento de custos e margens.
Relatório reúne análise global do mercado de commodities
Produzido desde 2015 pela área de Inteligência de Mercado da StoneX, o relatório trimestral reúne análises de especialistas do Brasil e de países como Reino Unido, Paraguai, Argentina, China e Estados Unidos.
A publicação oferece uma visão abrangente dos mercados de commodities agrícolas, energia, metais e moedas emergentes, com foco em apoiar decisões estratégicas em um ambiente cada vez mais volátil e interconectado.
Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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