Agro
Topigs Norsvin reforça equipe de Negócios e Marketing para fortalecer atendimento regional na suinocultura
Expansão do time reforça compromisso com o desenvolvimento da suinocultura
A Topigs Norsvin anunciou a ampliação de sua equipe de Negócios e Marketing com o objetivo de fortalecer o atendimento regionalizado aos produtores de suínos. A empresa passa a contar com dois novos profissionais: Deyvison Gonçalves, que assume a coordenação de Território em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e Laura dos Santos, nova consultora Técnica Comercial responsável pelo atendimento em Santa Catarina.
De acordo com o diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, as novas contratações reafirmam o compromisso da empresa com um suporte técnico cada vez mais próximo da realidade dos produtores.
“A chegada da Laura e do Deyvison reforça nossa missão de estar cada vez mais próximos dos produtores, garantindo suporte técnico e estratégico que contribua diretamente para os resultados de cada granja”, destacou Canedo.
Deyvison Gonçalves assume coordenação no Centro-Oeste
Natural da região e com trajetória consolidada no setor, Deyvison Gonçalves retorna à Topigs Norsvin em um novo momento da carreira.
“É a realização de um sonho que começou quando fui estagiário na empresa. Hoje, voltar como coordenador é motivo de orgulho e responsabilidade”, afirmou.
O profissional destacou que suas principais metas envolvem o fortalecimento da relação com os clientes e o desenvolvimento contínuo das granjas. Para ele, o Centro-Oeste vive uma fase de crescimento expressivo na suinocultura, impulsionado pelo avanço genético e pelo uso de tecnologias.
“Ainda enfrentamos desafios, como a qualificação da mão de obra e a logística, mas estamos em uma região privilegiada, o grande celeiro de grãos do país, o que garante competitividade e potencial de crescimento”, ressaltou Deyvison.
Laura dos Santos reforça atendimento técnico em Santa Catarina
No Sul do país, a consultora técnica Laura dos Santos chega com o objetivo de aprimorar o suporte técnico oferecido aos produtores de Santa Catarina.
“Minha atuação estará voltada a agregar valor aos sistemas produtivos, oferecendo suporte contínuo e soluções práticas, adaptadas às particularidades de cada granja”, explicou.
Laura destacou ainda que a inovação e a parceria com os produtores são pilares essenciais da empresa.
“A Topigs Norsvin une genética de ponta, tecnologia e proximidade com o campo. Esse é o caminho para impulsionar o desenvolvimento da suinocultura nacional, e é nesse propósito que pretendo contribuir”, concluiu.
Estratégia foca na regionalização e excelência técnica
Com as novas contratações, a Topigs Norsvin reforça sua estratégia de expansão regional, buscando garantir atendimento personalizado e suporte técnico de excelência aos produtores em todo o Brasil. A iniciativa faz parte do plano da empresa de fortalecer sua presença em polos estratégicos da suinocultura e promover o crescimento sustentável do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil
O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.
O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.
Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.
O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.
A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.
No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.
O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.
Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.
“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.
Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.
A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.
Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.
A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.
Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.
O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.
Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.
Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.
O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.
Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.
O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.
Fonte: Pensar Agro
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