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Com o apoio do Ministério do Turismo, maior procissão do mundo reúne 2,5 milhões de fiéis nas ruas de Belém

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As ruas de Belém amanheceram neste domingo (12.10) tomadas por fé, cores e emoção para celebrar os 233 anos do Círio de Nazaré. Considerada a maior procissão do mundo, a manifestação de devoção do povo paraense reuniu cerca de 2,5 milhões de pessoas, transformando a capital em um imenso santuário a céu aberto que atrai devotos de todas as partes do Brasil e do exterior.

Com cerca de 5h de duração, a imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré chegou à Praça Santuário no final da manhã. A grande romaria partiu da Catedral Metropolitana de Belém em direção à Basílica Santuário, erguida no local onde a imagem da santa foi encontrada em 1700 pelo caboclo Plácido. Em um percurso de 3,6 km, a multidão cruzou o Centro Histórico e passou por marcos emblemáticos como o Ver-o-Peso e a Estação das Docas. 

“O Círio é o coração do povo paraense pulsando em comunhão. Ele movimenta não apenas a fé, mas também a economia, o turismo e a cultura. E, neste ano, reforça uma mensagem de cuidado com a nossa casa comum: a Amazônia”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

TRANSMISSÃO – Pela primeira vez, a emoção da maior manifestação católica do país ultrapassou as fronteiras da Amazônia de forma inédita. O Ministério do Turismo, em parceria com a TV Brasil Internacional e o canal GovBR, transmitiu o Círio de Nazaré 2025 ao vivo para todo o Brasil e mais de 140 países, com cobertura simultânea pelo canal do MTur no YouTube. Milhões de pessoas puderam acompanhar cada momento da procissão, da passagem da Berlinda aos carros de promessas.

“Com esta transmissão, o Brasil mostra ao mundo a força da fé, da cultura e do turismo religioso. É uma oportunidade de divulgar Belém e toda a Amazônia como destinos de espiritualidade e sustentabilidade”, afirmou o ministro Celso Sabino. 

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INCLUSÃO – Para garantir que todos pudessem participar da celebração com conforto e segurança, a Arquibancada do Círio, montada na Avenida Presidente Vargas, se destacou como um símbolo de inclusão. Com 3.500 lugares e áreas reservadas para idosos, gestantes e pessoas com deficiência, a estrutura contou com rampas de acesso e equipe de apoio. 

A iniciativa é resultado de parceria entre a Arquidiocese de Belém, o Governo do Estado, a Prefeitura de Belém e o Ministério do Turismo, reforçando o compromisso do Governo Federal com um turismo acessível e inclusivo.

“O Ministério do Turismo acredita no poder do Círio como expressão de fé, cultura e desenvolvimento. Nosso apoio representa não apenas investimento, mas o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao turismo religioso e o compromisso com o desenvolvimento sustentável e inclusivo do Brasil”, destacou Ana Carla Lopes, secretária-executiva do Mtur.

SUSTENTABILIDADE – A fé também caminhou ao lado da preservação ambiental. O projeto EcoCírio, uma iniciativa da Diretoria da Festa de Nazaré (DFN), promoveu a coleta seletiva e o descarte consciente ao longo do percurso. Criado em 2016, o projeto envolve centenas de voluntários e catadores, garantindo a destinação correta dos resíduos e a geração de renda.

“O primeiro desafio é conscientizar os participantes – de vendedores a fiéis – para que o lixo seja separado corretamente”, explicou Sérgio Reis, diretor-secretário da DFN.

Maria do Socorro Ribeiro, presidente da Cooperativa de Trabalho dos Catadores da Coleta Seletiva de Belém (ACCSB), que atua há mais de 20 anos na limpeza das romarias, complementa: “Participar do Círio com esse propósito é um ato de fé e gratidão. A gente cuida da cidade e retribui o que Nossa Senhora faz por nós”.

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HISTÓRIA – A história do Círio remonta a 1700, com o achado da imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Entre os símbolos da procissão estão a Berlinda, a Corda de 400 metros, os 14 carros de promessas e os milhares de fiéis que caminham descalços em agradecimento e devoção.

Em 2014, o Círio de Nazaré foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, consolidando-se como um dos maiores eventos de fé do planeta.

TURISMO RELIGIOSO – Atualmente, o Círio representa o ápice do turismo religioso brasileiro – um segmento que movimenta destinos, conecta comunidades e revela o poder transformador da fé. Eventos como o Círio, a Romaria de Nossa Senhora Aparecida (SP) e as celebrações em Juazeiro do Norte (CE) fazem do Brasil um dos países com maior potencial mundial para o turismo de fé.

De acordo com o Plano Nacional de Turismo 2024–2027, o segmento é considerado estratégico para o desenvolvimento regional e a geração de empregos. O Ministério do Turismo atua para estruturar rotas religiosas, qualificar profissionais, modernizar espaços de peregrinação e ampliar a divulgação nacional e internacional dessas celebrações.

“O turismo religioso é uma força que une o Brasil. É fé que gera oportunidades, movimenta cidades e reforça nossa identidade como um país acolhedor, solidário e cheio de esperança. Esse segmento movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano no país.”, concluiu o ministro Celso Sabino.

Por Cíntia Luna

Assessora de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Senad e Capes selecionam 24 projetos para ações de prevenção, cuidado e inclusão social

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Brasília, 18/6/2026 – A articulação entre ciência, extensão universitária e políticas públicas será ampliada com a implementação da Rede dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social na Política sobre Drogas (Rede Cais) Acadêmicos, linha específica do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), reunirá 24 universidades e institutos federais para desenvolver ações de inclusão social, prevenção e promoção de direitos em comunidades em situação de vulnerabilidade.

Com investimento superior a R$ 25 milhões, o programa estrutura a Rede Cais Acadêmicos, com atuação em todo o País. As instituições contempladas estão distribuídas pelas cinco regiões brasileiras, consolidando uma rede nacional voltada ao desenvolvimento de tecnologias sociais e à produção de conhecimento aplicado às realidades locais.

A ação integra a estratégia da Senad de impulsionar atividades de prevenção e cuidado, promovendo a articulação entre universidades, comunidades e serviços públicos para enfrentar desafios relacionados ao uso de álcool e outras drogas, à vulnerabilidade social e à garantia de direitos.

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Para a secretária nacional da Senad, Marta Machado, o programa representa mais um avanço na política sobre drogas no Brasil.

“Estamos falando de um investimento robusto de mais de R$ 25 milhões em ciência, pesquisa e extensão universitária. O objetivo é transformar conhecimento em novas tecnologias sociais e fortalecer a presença da política pública nos territórios mais vulnerabilizados”, ressalta.

Segundo a secretária, a rede selecionada terá alcance nacional inédito e contribuirá para ampliar o acesso a direitos fundamentais.

“Os centros vão atuar promovendo redução de riscos e danos, acolhimento, atenção psicossocial e, acima de tudo, o acesso aos direitos fundamentais. Essa é a materialização da nossa estratégia de prevenção ampliada”, afirma.

Rede nacional

Além de fomentar pesquisas e ações extensionistas, o programa busca produzir evidências e metodologias que possam subsidiar políticas públicas voltadas à prevenção, ao cuidado e à garantia de direitos de populações em situação de vulnerabilidade.

A expectativa é que a Rede Cais Acadêmicos contribua para reforçar a presença territorial das ações da Senad e aprimorar a articulação entre Governo Federal, instituições de ensino e sociedade civil, promovendo respostas mais qualificadas e integradas aos desafios sociais relacionados à política sobre drogas.

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Os projetos selecionados receberão bolsas e recursos de custeio para desenvolver as atividades previstas ao longo dos próximos anos. O resultado do edital foi divulgado em 11 de junho e está disponível aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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