Paraná
Com novos leitos, Hospital Regional de Guarapuava alcança 354 cirurgias desde fevereiro
Desde a incorporação de 52 novos leitos cirúrgicos no Hospital Regional de Guarapuava, no início de fevereiro, a unidade já realizou 354 cirurgias em diversas especialidades. A unidade, situada no Centro-Sul do Paraná, atende os 20 municípios que integram a 5ª Regional de Saúde. Ela tem ao todo 112 leitos, 72 destinados à clínica cirúrgica, 30 para clínica geral e 10 leitos de UTI geral.
O maior número de procedimentos foi cirurgia geral, com 150, seguido de urologia (116) e ortopedia (88). Além dessas especialidades, o hospital gerido pelo Estado conta com anestesista e médico clínico geral para atendimento na enfermaria. A rede assistencial ofertada pela Secretaria de Estado da Saúde na região também é referenciada para atendimentos de urgência.
Para o mês de março já estão agendadas 455 cirurgias eletivas, com capacidade de ampliação no decorrer do mês. “Trabalhamos muito para colher esses resultados e continuaremos a expandir os atendimentos e fortalecer os serviços de saúde na região para a população que aguarda a realização de cirurgias nessas especialidades”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
“As equipes da Funeas não têm medido esforços para garantir todas as condições para que os serviços prestados aos pacientes no hospital avancem mais. Ele é importante para toda a região central do Estado”, ressaltou o diretor-presidente da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas), entidade que faz a gestão da unidade, Marcello Machado. “Nossa previsão é termos uma média de 500 cirurgias por mês, atendendo a 5ª Regional de Saúde e outras áreas”.
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REFERÊNCIA – O Hospital Regional de Guarapuava foi inaugurado em 2020 para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a pandemia, a unidade assumiu posição de referência para o tratamento de Covid-19 na região. Passado o período mais grave, os leitos exclusivos para os casos da doença foram desativados e o hospital iniciou a fase de atendimentos gerais. Desde então, soma mais de 2 mil atendimentos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Penitenciária Central do Estado atinge 100% de coletas de DNA dos custodiados
A Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) concluíram a coleta de perfis genéticos de todas as 1.890 pessoas privadas de liberdade custodiadas na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), em Piraquara. Com o encerramento desta etapa, a PCE-US se tornou a primeira unidade do Estado a conquistar total autonomia para a realização desse procedimento.
“Este mutirão representa a continuidade do trabalho iniciado no último mês e teve como objetivo concluir 100% das coletas genéticas dos custodiados na unidade, conforme os critérios legais vigentes. A partir dessa etapa, a PCE-US passa a ser a primeira do Paraná preparada para dar continuidade às coletas de forma autônoma, com equipes capacitadas para execução do procedimento dentro da própria rotina da unidade”, destaca a chefe da Divisão de Saúde da PPPR, Viviane Cristina Serpa.
“A proposta é que esse modelo seja ampliado gradativamente para as demais unidades penais do Estado”, complementa.
A iniciativa faz parte de um esforço contínuo que já contabiliza aproximadamente 16 mil coletas realizadas no sistema prisional paranaense. O objetivo principal é ampliar a inserção de dados no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), uma ferramenta crucial para subsidiar investigações criminais, identificar autores de delitos e realizar o cruzamento de vestígios.
PADRÕES RIGOROSOS – O trabalho conjunto entre a PPPR e a PCIPR segue padrões rigorosos que garantem a qualidade e a rastreabilidade das amostras. Uma vez inseridos no banco nacional, os perfis genéticos passam por cruzamentos automáticos com vestígios coletados em cenas de crimes em todo o país. Esse processo contribui diretamente para a identificação de suspeitos, conexão entre diferentes ocorrências e para o avanço de investigações complexas, inclusive de casos antigos.
“A coleta de material para inserção no BNPG é uma ferramenta estratégica para a perícia criminal. Quanto maior a base de dados, maiores são as possibilidades de identificação de autores, de vinculação entre diferentes ocorrências e de auxílio na elucidação de crimes. O resultado alcançado pela unidade demonstra a importância da integração entre as instituições e do investimento contínuo em ciência aplicada à segurança pública”, destaca o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta.
CAPACITAÇÃO É O DIFERENCIAL – O grande diferencial do mutirão na PCE-US foi a capacitação técnica dos policiais penais. Além de coletar o material, as equipes foram preparadas para atuar de forma autônoma e como multiplicadoras desse conhecimento para outras regiões do Estado.
Para a o diretor da PCE-US, Olival Monteiro, a conquista representa um marco de eficiência e valorização da categoria. “Marcamos um ponto de virada: somos a primeira unidade do sistema a conquistar essa autonomia. Nossos próprios policiais penais agora estão capacitados para realizar as coletas com rigor técnico, preservar a cadeia de custódia e dar celeridade às investigações. Ganhamos tempo, precisão e respeito ao nosso trabalho. Cada policial penal que hoje domina a coleta poderá ser multiplicador desse conhecimento, ensinando, treinando e compartilhando com os demais policiais penais de outras unidades”, enfatiza.
Agora, o Estado avança para a consolidação desse modelo de forma permanente. O planejamento estratégico prevê a continuidade das capacitações dos servidores para que a coleta de material genético se torne um procedimento padrão e obrigatório logo no momento de ingresso de qualquer pessoa privada de liberdade no sistema prisional paranaense.
Fonte: Governo PR
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