Paraná
Com novas obras, comunidade Lagoa dos Ferreiras, em Mandirituba, recebe água potável
Moradores da comunidade rural de Lagoa dos Ferreiras, em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, passaram a ter água potável na torneira durante 24 horas por dia desde o início deste mês. O sistema de abastecimento foi implantado pela Sanepar, em parceria com a Prefeitura. O sistema é composto por um poço artesiano, casa de tratamento e um reservatório de 25 mil litros de água. A rede de distribuição, com cerca de 8 quilômetros de extensão, leva a água para as 140 famílias da comunidade.
O acesso à água tratada era uma demanda antiga da comunidade. A dona de casa Jucilene dos Santos, que mora há 15 anos na Lagoa dos Ferreiras, afirma que o sistema implantado foi a melhor coisa que poderia ter acontecido aos moradores. “Era muito sofrido. O poço no nosso terreno atendia a minha família, as dos meus três irmãos e do meu pai. Mas não tinha água suficiente. A gente tinha que economizar muito, reservar em galão. Depois a prefeitura passou a reforçar com caminhão-pipa, era bem complicado. Na crise hídrica, então, piorou tudo. O poço quase secou. Com esse sistema, melhorou muito, temos fartura de água”, afirma.
O atendimento à comunidade foi viabilizado por meio de contrato entre o município e a Sanepar. A Sanepar fez o projeto do sistema, providenciou o material necessário, desde a tubulação, conexões, reservatório e até a bomba do poço, e a Prefeitura executou a obra, incluindo a construção da casa de tratamento e a base do reservatório com mão de obra própria.
O sistema é doado ao município, mas é gerido pela própria comunidade que forma a Associação da Água, que recebe treinamento da Sanepar para fazer a operação.
“Essa iniciativa fortalece a autonomia e a representatividade dos habitantes locais na gestão do sistema. A Sanepar tem intensificado essas parcerias para promover a melhoria da qualidade de vida”, diz o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile.
O prefeito Luis Antonio Biscaia destaca que o novo sistema de água em Lagoa dos Ferreiras é um compromisso assumido com a comunidade. “Vi de perto as dificuldades enfrentadas pela comunidade, especialmente em relação à falta de água tratada. E me comprometi com os moradores de buscar ajuda da Sanepar para tornar esse sonho realidade. É uma alegria para o município e a comunidade”, complementa.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná recomenda intervenção estadual e nacional na Apae de Ventania por conta de graves irregularidades sanitárias e administrativas
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Tibagi, nos Campos Gerais, expediu recomendação administrativa para que a Federação Nacional das Apaes e sua respectiva representação estadual promovam a imediata intervenção na unidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município de Ventania. A medida foi tomada após o MPPR constatar, por meio de visitas técnicas e acompanhamento de procedimento administrativo, diversas irregularidades administrativas, pedagógicas e sanitárias na instituição.
Áudio da Promotora de Justiça Juliana Schasiepen Ribeiro Gonçalves
Durante as inspeções realizadas pela equipe técnica do MPPR, foram identificadas condições precárias de higiene e segurança. Os relatórios apontaram a presença de grande quantidade de animais circulando livremente pelas dependências da instituição, gerando mau cheiro e risco iminente de transmissão de zoonoses aos alunos em situação de vulnerabilidade. Além disso, constatou-se a falta de acessibilidade em banheiros, problemas estruturais e risco à integridade física dos estudantes, como vidros quebrados, refeitório inadequado e materiais de limpeza guardados no mesmo ambiente que itens pedagógicos.
Irregularidades financeiras – No âmbito administrativo-financeiro, verificou-se a retenção de repasses estaduais devido a irregularidades nas prestações de contas, além de atrasos reiterados no pagamento dos salários dos funcionários, o que compromete a continuidade do atendimento. A gestão do espaço também apresentou falhas na metodologia de ensino, como a resistência à política de educação inclusiva e a manutenção de alunos adultos no mesmo currículo por longos períodos, sem a devida transição para serviços adequados à fase adulta, a exemplo do Centro-Dia.
Diante da gravidade dos fatos e da constatação de que a atual gestão centraliza decisões e obstrui a fiscalização, a recomendação cobra o afastamento cautelar da atual direção e a nomeação de uma junta interventora temporária para restabelecer a legalidade dos serviços. O MPPR estabeleceu um prazo de 60 dias para que a nova gestão provisória elabore e execute planos de adequação sanitária, ambiental, pedagógica e de governança.
A Federação Nacional e a estadual das Apaes têm o prazo de 20 dias para informar o acatamento das medidas. Caso as providências não sejam adotadas, o Ministério Público poderá ingressar com ação civil pública para garantir a regularização do atendimento e a proteção dos direitos das pessoas com deficiência.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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