Paraná
Com investimento estadual, casa própria se torna realidade para 24 famílias em Sarandi
O sonho de ter um lar se concretizou nesta quinta-feira (30) para mais 24 famílias do município de Sarandi, no Noroeste, com a entrega do Condomínio Residencial Renascer, feita pela Cohapar. A obra contou com o apoio do programa Casa Fácil Paraná, que destinou R$ 460 mil em subsídios para reduzir o valor de entrada dos financiamentos a 23 famílias. Ao todo, foram quase R$ 5,3 milhões em investimentos viabilizados pela parceria entre Governo do Estado, Caixa Econômica Federal e Rezende Engenharia.
Por meio do programa Casa Fácil Paraná, pessoas com renda de até quatro salários mínimos foram contempladas com subsídios de R$ 20 mil, que facilitaram o financiamento do imóvel junto à Caixa. Com o benefício estadual somado aos descontos do programa federal Minha Casa, Minha Vida, e ao uso do FGTS, as condições do financiamento se tornam ainda mais acessíveis. Os novos proprietários pagarão prestações a partir de R$ 700 mensais e o prazo para quitação do saldo pode chegar a até 420 meses.
Localizado em uma região em expansão do município, o conjunto oferece fácil acesso a comércios e serviços públicos, o que garante mais conforto e qualidade de vida aos beneficiários. As 24 moradias tem área privativa de 52,50 m², construídas em terrenos de 125 metros quadrados.
As casas, comercializadas por R$ 220 mil cada, possuem dois dormitórios, banheiro, sala, cozinha, lavanderia externa, jardim com churrasqueira nos fundos e espaço para vaga de garagem. Elas já são entregues com acabamento completo de pisos e louças, além de portão de entrada e muros ao redor de toda a unidade.
MUDANÇA DE VIDA – A entrega foi marcada por momentos de muita emoção da costureira Vaneti dos Santos, de 41 anos. Para ela que é mãe solo de uma criança de 12 anos e a única a compor renda no financiamento, se não fosse o recurso do Casa Fácil esse sonho não teria sido possível. “Faz muito tempo que venho tentando comprar, mas nunca deu certo. Sem esse subsídio eu não teria conseguido comprar, porque sou só eu, não tem ninguém para complementar a renda. Por isso que todas as outras vezes que tentei não deram certo. Foi fundamental”, disse.
Mãe e filha já estão organizando tudo para mudar amanhã mesmo. “A casa é perfeita, do jeito que eu sempre quis. Sou grata por ter tido a oportunidade de entrar nesse projeto, ter sido contemplada e ter conseguido conquistar o sonho da minha casa própria. Meu presente da vida”, comemorou Vaneti.
Outra beneficiária do Programa Casa Fácil no Residencial Renascer é a costureira Carla Carolina Melo da Silva, de 27 anos, que não segurou as lágrimas de tanta alegria. Graças ao apoio do Estado, ela e o pequeno Theo, de cinco anos, terão um futuro mais seguro e digno na nova moradia. “É uma coisa que todo mundo quer, a casa própria. É um sonho realizado e estou muito feliz. Eu e meu filho, só nós dois, é muito difícil para a gente que é mãe solteira. O subsídio foi muito bom, ajudou muito. Se não fosse a Cohapar a gente não teria conseguido”, afirmou ela.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias
A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.
O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.
O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.
Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.
HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.
De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.
O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.
COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.
O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.
A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.
O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.
A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.
Fonte: Governo PR
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