Paraná
Com investimento do Estado, Câncer Center faz mais de mil cirurgias em Guarapuava
Com investimentos do Governo do Paraná, por meio da Secretária de Estado da Saúde (Sesa), que ultrapassam a marca de R$ 104 milhões em convênios para obras e equipamentos de ponta, o Câncer Center de Guarapuava tem garantido atendimento altamente especializado perto da casa dos pacientes, evitando deslocamentos para outras regiões. Localizado na Unidade Cidade dos Lagos, o complexo hospitalar é um marco no tratamento oncológico e na pesquisa genômica, beneficiando diretamente a população da região central do Estado.
Somente no último ano, o complexo realizou mais de 11 mil administrações de quimioterapia e mais de mil procedimentos cirúrgicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2026, os dados parciais apontam a realização de mais 3 mil sessões de quimioterapia e cerca de 250 cirurgias. Esse volume de atendimentos reflete a consolidação do hospital como a principal referência para os 20 municípios que compõem a 5ª Regional de Saúde, abrangendo uma população estimada em meio milhão de pessoas.
Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a estruturação do Câncer Center de Guarapuava é um passo fundamental na estratégia de descentralização do atendimento especializado no Paraná. Ele ressalta que o compromisso do Governo do Estado é garantir que o cidadão paranaense tenha acesso ao que há de melhor e mais moderno na medicina, independentemente de onde resida.
“O Paraná assumiu o compromisso de levar a saúde para mais perto das pessoas, e o Câncer Center é a materialização dessa política pública. Nós estamos oferecendo tratamento oncológico de excelência, com equipamentos de última geração e profissionais altamente capacitados, em uma região que antes dependia do deslocamento de pacientes para a capital”, afirmou o secretário.
INVESTIMENTOS – A viabilização do Câncer Center de Guarapuava é resultado de uma união de esforços e de um aporte massivo de recursos públicos. Ao longo dos últimos anos, os investimentos foram divididos em diferentes etapas para garantir a construção, equipamentos e modernização do hospital.
Entre 2018 e 2020, a Sesa firmou três convênios para ampliação do prédio ambulatorial de quimioterapia; reforma e ampliação do pronto atendimento, abrigo de resíduos e do centro cirúrgico do hospital; e a construção do novo prédio. Ao todo, foram investidos R$ 55.376.469,58 em obras. Os recursos são frutos da união entre Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Governo Federal, Câmara dos Deputados, Prefeitura de Guarapuava, Câmara Municipal, Hospital de Caridade São Vicente de Paulo e setor privado.
Além da estrutura física, a Sesa também fez aportes para aquisição de equipamentos para o complexo. Foram mais R$ 48,8 milhões em convênios entre 2020 e 2026.
INFRAESTRUTURA – Projetado para oferecer alto padrão de cuidado, a Unidade Centro do complexo possui 164 leitos, uma sala de hemodinâmica e seis salas de cirurgia. Em 2025, essa unidade realizou mais de 33 mil atendimentos em Pronto Socorro, 22,5 consultas ambulatoriais, 12,5 mil internações e 6,7 mil cirurgias.
Já o novo prédio, a Unidade Cidade dos Lagos, possui 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 33 leitos dedicados exclusivamente ao atendimento de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O centro cirúrgico é composto por seis salas convencionais e uma sala de cirurgia robótica. Há também uma sala de hemodinâmica e 21 acomodações para a infusão de quimioterapia. A estrutura foi planejada com potencial de expansão para acompanhar o crescimento da demanda nos próximos anos.
Além disso, a construção do Hospice e da Casa de Apoio no Hospital São Vicente Unidade Cidade dos Lagos, estruturas fundamentais para acolher pacientes em cuidados paliativos e familiares que vêm de outros municípios para acompanhar o tratamento, está em andamento. Essa obra é viabilizada por meio de recursos da Itaipu Binacional.
HISTÓRIA – O complexo está diretamente ligado ao Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, instituição que há 112 anos faz parte da história de Guarapuava.
A modernização do atendimento oncológico começou a ganhar forma em 2020, quando os atendimentos ambulatoriais de oncologia foram transferidos para o novo prédio, com gestão compartilhada entre o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo e o Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba. Em 2022, a unidade iniciou os atendimentos em radioterapia e no ano seguinte, em 2023, o Câncer Center alcançou um novo patamar de excelência ao ser credenciado à Rede Einstein de Oncologia e Hematologia.
O ano de 2024 marcou a inauguração dos leitos de internação, da UTI e do centro cirúrgico, consolidando a estrutura hospitalar. Em 2025, o hospital iniciou a Braquiterapia 3D, uma modalidade avançada de radioterapia interna que permite tratar tumores com maior precisão e menores efeitos colaterais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Adapar inicia projeto de biosseguridade na produção de tilápia com instituto norueguês
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) por meio da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos, em cooperação com o Instituto Veterinário Norueguês (Norwegian Veterinary Institute – NVI), iniciou nesta semana a aplicação de um questionário de biosseguridade em fazendas de tilápia. A iniciativa é pioneira no Estado e integra um projeto piloto voltado à caracterização das práticas adotadas na piscicultura paranaense. A ação tem previsão para ser finalizada entre o final de julho e começo de agosto.
A equipe técnica do projeto é composta por médicos veterinários da autarquia, que atuam na execução das atividades de campo, aplicação do questionário e organização das informações levantadas junto aos produtores. O questionário aplicado foi desenvolvido com base em diretrizes internacionais de produção e está alinhado ao Manual de Animais Aquáticos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
O chefe da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos da Adapar, Cláudio Sobezak, afirma que a biosseguridade na piscicultura é um tema que já vem sendo debatido há algum tempo, além de ser uma necessidade das propriedades do Estado.
“A Adapar está fazendo um levantamento para ter uma noção de como está se comportando a biosseguridade em diversos níveis de propriedade, principalmente da tilápia, que é o principal peixe de cultivo no estado. Pretendemos ao final, apresentar à iniciativa privada e também ao Ministério da Agricultura e pensar em normativas que possam melhorar e dar um segurança ao produtor”, explica o médico veterinário.
A ferramenta busca levantar informações sobre diferentes fatores de risco que podem influenciar a sanidade dos animais aquáticos, abrangendo tanto aspectos externos ao estabelecimento quanto práticas internas de manejo, produção e controle sanitário. O objetivo do trabalho é obter um diagnóstico mais detalhado da situação da piscicultura no Paraná no que se refere à biosseguridade.
Na fase inicial, está prevista a seleção de aproximadamente 50 propriedades distribuídas em diferentes regiões do Paraná. A aplicação do questionário teve início no município de Nova Aurora, localizado no Oeste do Estado e reconhecido como a capital nacional da tilápia, em razão de sua relevância para a cadeia produtiva da tilapicultura.
Ao final da etapa de coleta e análise dos dados, a expectativa é identificar pontos críticos, reconhecer boas práticas já adotadas pelos produtores e subsidiar futuras recomendações técnicas para o fortalecimento da sanidade aquícola no Estado.
IDEALIZAÇÃO – A ideia do projeto surgiu após a participação de uma servidora da Adapar em um curso internacional realizado no Japão, por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). A capacitação, intitulada Sustainable Small-scale Fisheries for a Fisheries Centered Blue Economy, abordou estratégias para o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura, com foco em sanidade, biosseguridade, sustentabilidade produtiva e fortalecimento institucional.
A médica veterinária da Adapar, Luiza Coutinho, foi quem participou do treinamento. Ela explica que partir dessa experiência foi estabelecida a cooperação técnica com o Instituto Veterinário Norueguês, referência internacional em saúde de animais aquáticos.
“Após participar do curso sobre pesca em pequena escala, aquicultura e economia azul no Japão, o meu projeto final foi relacionado à biosseguridade na cadeia aquícola, voltado especificamente para o caso do estado do Paraná. Conseguimos contato com o instituto norueguês, que já aplicava o questionário de biosseguridade nas fazendas de salmão, além de ter sido utilizado na Colômbia. Foi daí que surgiu a proposta de aplicar nas produções de tilápia aqui do estado do Paraná”, elucida.
SEGURANÇA NA PRODUÇÃO – A iniciativa representa um importante passo para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à aquicultura no Paraná, especialmente em um setor estratégico para a economia estadual e nacional. Com a expansão da tilapicultura e o aumento da intensificação dos sistemas produtivos, a adoção de medidas de biosseguridade torna-se essencial para prevenir enfermidades, reduzir riscos sanitários, proteger a produtividade e garantir maior sustentabilidade à cadeia aquícola.
NÚMEROS – A piscicultura nacional alcançou 707 mil toneladas de tilápia produzidas em 2025. Desse total, o Paraná consolidou sua liderança nacional ao registrar 273 mil toneladas, o que equivale a 38,63% do volume do país. Os dados são do Anuário brasileiro da Piscicultura 2026, feito pela Associação Brasileira da Piscicultura.
Na prática, quase 4 em cada 10 tilápias produzidas em território nacional têm origem em águas paranaenses. Os municípios que mais contribuem com estes números são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon.
O Paraná é seguido por São Paulo (88.500 t), Minas Gerais (73.500 t), Santa Catarina (52.700 t) e Mato Grosso do Sul (38.700 t), que completam a lista dos cinco estados com maior produção do pescado. Em relação ao número de exportações, O Paraná manteve a liderança em território nacional em 2025, sendo responsável por 50% do total exportado pelo Brasil, com US$ 28 milhões.
Fonte: Governo PR
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