Brasil
Com investimento de R$ 194 milhões, Ministério dos Transportes recupera 102 quilômetros de rodovias em Santa Catarina
Para oferecer mais segurança e melhores condições de tráfego à população catarinense, o Ministério dos Transportes investiu R$ 194 milhões na recuperação de trechos das BRs-282, 480 e 158 em Santa Catarina. As obras, executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), já restauraram 102 quilômetros de rodovias federais no Oeste do estado.
As melhorias beneficiam diretamente os municípios de Chapecó, Nova Itaberaba, Nova Erechim, Pinhalzinho, Saudades, Cunha Porã, Caibi e Palmitos.
No total, os serviços abrangem 124,1 quilômetros de extensão e fazem parte de um contrato de manutenção com duração de cinco anos, financiado com recursos do Governo Federal.
As intervenções incluem manutenção periódica, corretiva e de emergência; restauração e reconstrução do pavimento; revitalização da sinalização viária; recuperação de dispositivos e instalação de defensas metálicas.
Rodovias estratégicas para a economia
A BR-282/SC é um dos principais corredores logísticos de Santa Catarina, cruzando o estado de leste a oeste por mais de 600 quilômetros. A rodovia é fundamental para o transporte de cargas e passageiros, ligando a Grande Florianópolis ao Oeste catarinense.
Já a BR-480/SC tem papel importante na integração dos três estados do Sul, além de fomentar o comércio regional e nacional, e impulsionar a economia agrícola da região.
A BR-158/SC, por sua vez, é essencial para o escoamento da produção do Oeste de Santa Catarina, servindo como elo de ligação com as regiões Centro-Oeste e Norte do país, conectando os produtores locais a grandes centros consumidores e portos de exportação.
Com informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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