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Com foco na dengue, Estado habilita 14 leitos no Hospital Universitário de Ponta Grossa

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou nesta segunda-feira (29) a ativação emergencial de 14 leitos clínicos no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, em Ponta Grossa, para pacientes com dengue. Os leitos ficarão disponíveis durante os próximos meses, a fim de otimizar o fluxo e a capacidade assistencial na região. Eles foram instalados no espaço de Pronto Atendimento da unidade, permitindo a realização de hidratação constante de pacientes.

“Dentro do monitoramento epidemiológico no Estado, temos registrado um aumento de casos nos Campos Gerais, sobretudo nas últimas semanas. Por isso, tomamos essa decisão, anunciada em parceria com a UEPG, para reforçar a estrutura hospitalar de Ponta Grossa”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Naturalmente, seguimos com o apelo de conscientização a toda população para que se torne uma parte ativa no combate à dengue. A eliminação de focos do mosquito possui um papel central nessa luta”.

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De acordo com o diretor administrativo dos HUs, Simonei Bonatto, essa abertura é uma forma de atuar em conjunto com a rede da 3ª Regional de Saúde. “Os leitos serão destinados para o atendimento de pacientes que possuam um quadro mais moderado, que necessitem de hidratação endovenosa. Serão regulados exclusivamente pela Central e apenas para casos confirmados da doença, atendidos previamente nas UPAs”, disse.

O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, destacou a importância da medida na qualidade assistencial ofertada, ao afirmar que são leitos de ampliação, de expansão, que visam principalmente dar o conforto para as pessoas que estão sofrendo com a dengue. “Os pacientes não receberão o tratamento em cadeiras, mas em camas novas, numa área que está sendo ampliada para o atendimento dentro do HU”, destacou.

O último boletim de dengue divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), na terça-feira (23) passada, contabiliza 260.517 casos confirmados no Paraná e 171 mortes pela doença neste período epidemiológico, que teve início em 30 de julho de 2023 e segue até julho de 2024.

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Fonte: Governo PR

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MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado

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Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.

A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.

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De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.

Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.

Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.

Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.

Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.

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Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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