Paraná
Com drones e coleira tech de vacas, alunos da rede estadual levaram projetos ao Show Rural
No espaço destinado à Secretaria de Estado da Educação (Seed/PR) no estande do Sindicato Rural de Cascavel, no Show Rural Coopavel, seis estudantes de 16 anos, em média, de colégios agrícolas de regiões distintas do Paraná, apresentaram projetos desenvolvidos ao longo do curso. Eles foram escolhidos entre milhares de alunos para demonstrar como absorveram o conteúdo voltado para a inovação tecnológica e a sustentabilidade.
Os trabalhos, exibidos em formato de painéis, foram realizados pelos próprios alunos com soluções para a agricultura de precisão como drones de pulverização, monitoramento de gado de leite com microchips e recomposição de matas nativas.
Destaques na Prova Paraná Agro e em sala de aula, Stefany Volgai e Renan Zonatto, do Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil, de Clevelândia (no Sudoeste), explicaram ao público todos os detalhes e funcionalidades dos drones de pulverização (um deles em exposição no espaço), capazes de fotografar, mapear e depositar defensivos agrícolas ou fungicidas em áreas pré-determinadas.
“Uma das vantagens do drone de pulverização está no tempo propício para aplicação de um produto. Quando o solo está muito encharcado, dizemos que ele está acima da capacidade. Não é possível entrar na lavoura e fazer uma operação agrícola. Esse é o momento para fazer a aplicação do produto e o drone nos direciona com essas informações, inclusive da área específica”, explica Stefany. “Como conhecemos bem as funções do equipamento e entendemos as partes teóricas e práticas, explicamos tudo a quem tem curiosidade com a tecnologia”, arremata Renan.
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TECNOLOGIA A FAVOR DA PRODUTIVIDADE – Com a coleira de monitoramento de vacas, utilizada no Centro Estadual de Educação Profissional Olegário Macedo de Castro, região dos Campos Gerais, Igor Henrique Rodrigues Bonfim e Odair Rodrigo Trautenmuller, demonstram aos visitantes do espaço da Seed que o equipamento auxilia o produtor rural em seu dia a dia.
“O equipamento traz informações sobre o rebanho bovino, especialmente as vacas. Mostra quatro itens: ofegação, ruminação, ócio e atividade do animal. Se a vaca entra em cio, o colar indica para o aplicativo (parte do equipamento) o melhor horário e jeito para inseminá-la e até qual o melhor sêmen”, diz Bonfim.
Foi o fabricante que forneceu o equipamento ao colégio a um preço mais em conta e são os estudantes, que também atuam na fazenda-escola da Unidade Didática Produtiva (UDP), que monitoram as 54 vacas da propriedade.
“É a primeira vez na história que a gente vem para a feira. Tem sido muito gratificante ver os nossos alunos mais tímidos no primeiro dia e agora no final já se soltando, apresentando o projeto em detalhes”, observa Hélio Rentz, diretor da UDP do colégio.
MATA ADENTRO – Hoje no 3º ano do curso de técnico agrícola no Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Getúlio Vargas, em Palmeira, também nos Campos Gerais, Carolini Ribas Toneti e Franciele Kuczer tocam um projeto de restauração florestal em uma plantação de eucalipto e de algumas árvores nativas dentro da fazenda-escola. “Fizemos o corte dessas árvores de eucalipto e plantamos novas mudas de árvores nativas do bioma da Mata Atlântica. Elas estão se desenvolvendo bem e observamos que há um índice satisfatório da biodiversidade”, explica Carolini.
Franciele Kuczer destaca a parceria da escola com uma empresa, que tem a intenção de aumentar a biodiversidade dentro do colégio, entre outros objetivos. “A finalidade do trabalho é ainda proteger as árvores dos inimigos naturais, como pragas e insetos, e reduzir o uso de defensivos agrícolas. Uma nova oportunidade para contribuir com a preservação ambiental”, enfatiza.
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PARTICIPAÇÃO NA FEIRA – Quando não estão repetindo aos visitantes o significado e a importância dos projetos, os jovens estudantes circulam pela feira, assistem a palestras, se familiarizam com as novidades e já fazem planos. “Quero voltar sempre, porque vou levar para a vida essa experiência”, afirma Odair, que quer ser veterinário. Henrique quer seguir carreira como zootecnista. “Estar aqui é uma experiência única que jamais poderia imaginar e que não vou esquecer”.
“Para a gente, que tem 16 anos e vem de um município pequeno, é a realização de um sonho poder participar desse momento”, arrisca Carolini, futura engenheira agrônoma.
Fonte: Governo PR
Paraná
Excelência ambiental: Aterro da Sanepar mantém selo internacional ISO 14.001
Operado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos de Cianorte alcançou um marco de excelência ao renovar a certificação NBR ISO 14.001:2015, com registro de zero não conformidades em auditoria externa. A ISO 14.001 se refere a uma norma internacional que estabelece diretrizes para sistemas de gestão ambiental.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destaca o compromisso ambiental como fundamento da sua atuação em todas as áreas da Companhia. “As atividades da Sanepar são pautadas no compromisso com a conservação ambiental. A gestão dos processos é feita com respeito e cumprimento de todas normas que têm o objetivo de promover a sustentabilidade”, diz.
O Aterro de Cianorte foi o pioneiro do Paraná e o primeiro do Brasil, sob a gestão de uma empresa estatal de saneamento, a obter essa certificação internacional. “Isto significa um resultado perfeito em relação às exigências da certificação. Também demonstra a maturidade e a alta competência da gestão ambiental no local, que mantém a certificação ISO 14.001, alcançada pela primeira vez em 2013 e mantida desde então”, explicou o gerente de Gestão Ambiental da Sanepar, Ronald Gervasoni.
ESTRATÉGIA E GESTÃO DE RISCOS – Para Gervasoni, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) da Sanepar aplicado no aterro é a chave para a excelência na operação. “O SGA é o framework da Companhia, sendo essencial para a sua sustentabilidade. Sua implementação vai além dos escopos certificados, sendo um alinhamento estratégico que blinda o negócio contra riscos operacionais e fortalece nossa governança ambiental em toda a Sanepar”, detalhou o gerente.
A metodologia do SGA proporciona a identificação e o gerenciamento de riscos ambientais, além de promover a conscientização dos empregados sobre a preservação ambiental. O resultado reflete diretamente a competência técnica e o empenho da equipe em zelar pela excelência operacional e pelo desenvolvimento responsável das atividades.
O desempenho foi reconhecido pelo Auditor Líder da QMS Certification, Neimar Ricardo. “O resultado de zero não conformidades nesta auditoria é de extrema importância e serve como um poderoso indicador da maturidade do SGA. Isso demonstra também, de forma inequívoca, a eficácia dos controles implementados pela Sanepar, o alto nível de excelência da equipe e a robustez do SGA do Aterro de Cianorte”, comentou Ricardo.
ENGAJAMENTO – Para os empregados do aterro, a manutenção da certificação ISO 14001 é garantia de que todos os processos operacionais sejam padronizados e acompanhados por sistemas de controle ambiental, em conformidade com as normas legais, promovendo segurança à população e respeito ao meio ambiente.
“Ela não apenas valida nossos padrões rigorosos de engenharia e controle ambiental, mas também assegura a prevenção contínua de contaminações, refletindo nosso compromisso com a excelência operacional”, afirmou o gerente da Sanepar que integra a alta direção do Comitê do Sistema de Gestão Ambiental do Aterro, Marcos Moretto.
Lutero Eduardo Lucio, químico responsável pela implementação do SGA no Aterro, reforça que a excelente performance na auditoria externa é mérito, em especial, da equipe operacional que trabalha no local e que conta com empregados dedicados como Marcio Benitz, Paulo Cesar Martins, José Jadir Correia Barros, Marcio Santos e Pedro Fortunato. “A excelência na gestão é resultado direto do envolvimento e da dedicação da equipe. Este resultado de zero não conformidades, após 13 anos de certificação, é um testemunho da responsabilidade e da competência”, comentou Lutero.
GESTÃO DO LIXO – O aterro de Cianorte é operado pela Sanepar desde 2002, por meio de concessão entre a Companhia e o município de Cianorte. O aterro trata ainda, com contratos específicos, os resíduos sólidos urbanos coletados nos municípios de Terra Boa, São Tomé, Indianópolis e Guaporema.
Além do Aterro de Cianorte, a Sanepar opera mais dois aterros no estado: em Apucarana, no Vale do Ivaí, e em Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, ambos operados com a mesma metodologia de gestão ambiental. Em Cornélio Procópio, assim como em Cianorte, a Sanepar atua também na coleta dos resíduos.
CERTIFICAÇÃO – Neste ano, a auditoria externa foi realizada pela QMS Brasil, na última semana de maio, com a participação de auditores externos, dos empregados do aterro, das áreas de gestão ambiental da Sanepar e do coordenador Industrial, Ismael Vasquez.
A QMS Certification é um organismo de certificação em processos de qualidade que teve origem na Austrália, atualmente com a matriz nos Estados Unidos e forte atuação global com presença em mais de 30 países.
Fonte: Governo PR
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