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Com caravana “Na Boleia do Brasil”, Renan Filho vistoria uma das obras mais importantes para a economia do país

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Rodando o Sudeste do país com a caravana “Na Boleia do Brasil”, o ministro dos Transportes, Renan Filho, acompanhou, nesta quinta-feira (15), o andamento de uma das maiores e mais importantes obras do país: a construção da nova Serra das Araras, na Via Dutra (BR-116/RJ), onde os serviços de modernização já atingem 50% de execução.

Com investimento de R$ 1,5 bilhão, a modernização do trecho contemplará oito faixas (quatro em cada sentido) e acostamentos bidirecionais. Também estão sendo construídos 24 novos viadutos, com extensão total de 4.503 metros, além de três passarelas e duas rampas de escape.

Elo entre São Paulo e Rio de Janeiro, a rodovia é um dos principais corredores logísticos do país, com 390 mil veículos circulando mensalmente – dos quais 36% são caminhões. O volume representa mais da metade do PIB nacional circulando pela Via Dutra.

“Todo o fluxo da maior parte do comércio brasileiro percorre essa serra ainda com muita dificuldade. Agora, com 2.500 pessoas trabalhando, o governo do presidente Lula faz um grande investimento para tirar do papel o que era um sonho antigo sendo realizado”, afirmou Renan Filho.

O pacote de obras inclui, ainda, um trecho de oito quilômetros em cada sentido, com 93 contenções, oito pontos de ônibus e três passarelas entre os quilômetros 225 e 233.

“No segundo trimestre deste ano, vamos entregar os primeiros quatro quilômetros da subida da Serra, no sentido Rio–São Paulo”, anunciou Renan Filho.

André Ceciliano, prefeito de Paracambi, município beneficiado pela iniciativa, destacou a importância da obra para a geração de empregos no município, após uma enchente registrada no ano passado, quando mais de 40 empresas fecharam.

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“Só em Paracambi são mais de mil empregos gerados em uma cidade de 43 mil habitantes. Essa obra deu uma nova dinâmica à economia local e transformou a cidade de forma muito positiva”, celebrou. “Está favorecendo não apenas a mim, mas também diversos colaboradores e familiares da nossa cidade”, complementou Ramon Ferreira, morador do município.

Investimentos na BR-040

A caravana “Na Boleia do Brasil” também passou por Petrópolis, Região Serrana do estado, para acompanhar o andamento das obras do Plano de 100 dias da concessionária Elovias, responsável pela gestão de 218,9 quilômetros da BR-040/495, entre Juiz de Fora (MG) e Rio de Janeiro (RJ), ligando o estado mineiro a importantes cidades turísticas cariocas, como Petrópolis e Teresópolis.

A empresa deve investir mais de R$8 bilhões na ampliação e modernização do corredor logístico que dá acesso a importantes canais de escoamento, como o Porto do Rio de Janeiro, que no primeiro semestre de 2025 movimentou mais de 8,4 milhões de toneladas.

“Cumprir os contratos é fundamental para que a coisa funcione. A empresa assume a parte dela, o Estado também, criando um ambiente de concessão saudável no país, onde as obras saem do papel e melhoram a vida do cidadão”, destacou o ministro Renan Filho.

Entre as ações a serem executadas estão intervenções nas subidas e nos trechos mais sinuosos da estrada e manutenção da BR-040/RJ, em Petrópolis, com serviços de recuperação de pavimento no Belvedere e no acesso ao Quitandinha, trazendo mais segurança aos motoristas.

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“Antes, as reclamações eram constantes: da empresa, dos moradores, de quem tinha dificuldade até para circular pela cidade. Com o aumento dos investimentos, as pessoas começam a perceber que a chave virou. Há trabalho sério e mudança concreta da realidade”, reforçou o Ministro dos Transportes.

Para o prefeito de Petrópolis, Hingo Hammes, as melhorias no acesso à cidade fortalecerão o turismo e a economia: “A sociedade cobrava bastante e estamos acompanhando a revitalização do asfalto, que facilita o fluxo de veículos na região”, disse.

Mais segurança para os fluminenses

A comitiva ministerial também visitou as obras de duplicação da BR-493/RJ, na Baixada Fluminense, conhecida como Magé–Manilha. O empreendimento abrange um trecho de 20 quilômetros e recebe investimentos de R$600 milhões, com impacto direto para mais de 110 mil veículos que circulam diariamente pela rodovia.

O prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli, destacou que as intervenções solucionam problemas antigos: “Era um problema que nós tínhamos aqui, principalmente relacionado aos acidentes. Com essa maior fluidez, o trânsito ganha muito mais segurança para a nossa comunidade.”

A comitiva também esteve no Trevo das Margaridas, no quilômetro 60 da BR-116/RJ, para vistoriar o andamento dos trabalhos realizados pela concessionária EcoRioMinas.

Na Boleia do Brasil

A caravana é uma continuidade do projeto iniciado em novembro de 2025, quando o ministro percorreu, de caminhão, o trajeto entre Brasília e Belém (PA), em preparação para a COP30, vistoriando obras ao longo de cinco dias. Nesta nova etapa, o foco está no Sudeste.

Assessoria Especial de Comunicação

Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

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A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

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O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

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