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Com ajuda do Estado, 63 famílias de Terra Rica compram imóvel próprio

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Sessenta e três famílias de Terra Rica, no Noroeste do Paraná, deixaram para trás o aluguel ao conquistarem, nesta sexta-feira (1º), uma casa no Residencial Jardim Cristo Rei. As chaves das moradias foram entregues por representantes do Governo do Estado, Caixa Econômica, prefeitura e da construtora Japurá, parceiros na construção do empreendimento.

O investimento estadual no projeto foi de quase R$ 1 milhão por meio do programa Casa Fácil Paraná, para subsidiar R$ 15 mil do valor de entrada de cada um dos imóveis, cujos compradores possuem renda familiar de até três salários mínimos. O trabalho do Estado envolveu, ainda, a assistência técnica da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), responsável pelo cadastro e orientação dos interessados, além da liberação dos recursos após documental e aprovação de crédito da Caixa.

Com as chaves na mão, a auxiliar de serviços gerais Elenice Vieira dos Santos comentou a conquista da casa própria para a família. “Finalmente estamos conseguindo uma casa que é nossa. Saindo do aluguel para construir um sonho. Deu trabalho, foram muitos anos pagando aluguel, mas finalmente conseguimos”, disse.

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O montador de equipamentos de irrigação Cristiano Inácio Ferreira disse que a mudança para a casa própria vai mudar a vida dele e da família. “Antes a gente morava no sítio, agora estamos mais perto de tudo, o que ajuda o deslocamento das crianças para a escola, por exemplo. Isso só foi possível por causa do subsídio que recebemos. Sem ele, não seria possível adquirir este imóvel”, afirmou.

JARDIM CRISTO REI O empreendimento conta com unidades habitacionais com modelo arquitetônico padrão de 45,13 metros quadrados, além de unidades de 50,12 metros quadrados adaptadas para pessoas com deficiência. Todas as casas contam com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço externa.

Além do custeio do valor de entrada, os compradores receberam descontos de até R$ 11.600,00 do programa Minha Casa Minha Vida e puderam usar o saldo do FGTS para abatimento do valor financiado.

AMPLIAÇÃO – Em sua primeira etapa, o Casa Fácil Paraná facilitou o acesso à moradia própria para 32 mil famílias paranaenses, com investimentos que somaram R$ 480 milhões em subsídios, entre 2021 e 2023. A nova fase do programa, anunciada em junho pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, prevê um investimento adicional de R$ 800 milhões do Governo do Estado para o atendimento de mais 40 mil famílias.

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Para isso, houve um aumento de R$ 15 mil para R$ 20 mil no subsídio por família e a ampliação do público-alvo para aqueles com renda mensal familiar de até quatro salários mínimos. Os interessados podem consultar a lista de empreendimentos disponíveis em cada município e iniciar o processo para receber o benefício no site da Cohapar.

Fonte: Governo PR

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MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

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O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

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Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

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Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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