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Política Nacional

CMA irá a Mato Grosso para discutir propostas para COP 30

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Integrantes da Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado estarão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta segunda-feira (20), a partir das 10h, para discutir propostas a serem apresentadas na COP 30.

A diligência será realizada a pedido do senador Wellington Fagundes (PL-MT), que fez a solicitação por meio de um requerimento (REQ 24/2025 – CMA).

Nesse documento, Wellington destaca que pretende reunir no encontro representantes do setor produtivo, do poder público e de instituições do terceiro setor. O objetivo, enfatiza ele, é “formular um documento contendo as principais propostas de Mato Grosso para o mundo, o futuro da produção e o meio ambiente, com a intenção de contribuir para que essa região do planeta continue sendo um cenário de desenvolvimento sustentável e de promoção do bem-estar de todos”.

Ao explicar a importância do estado, o senador ressalta que Mato Grosso, além de ser o maior produtor de grãos e carnes do país, “é o único lugar no mundo a congregar três biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia”.

Ele também aponta a localização estratégica do estado: “no coração da América do Sul, o que lhe confere a possibilidade de acessar os mercados internacionais mediante várias alternativas de logística de transportes, como é o caso de ferrovias e hidrovias”.

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Wellington também diz que Mato Grosso apresenta “protagonismo na pauta ambiental ao adotar um modelo sustentável e uma gestão eficiente no campo, com investimentos contínuos em pesquisa e inovação”.

“Nesse cenário da Conferência Mundial do Clima, a ser realizado em Belém do Pará no período de 10 a 21 de novembro de 2025, o estado [de Mato Grosso] terá a chance de mostrar ao mundo que é capaz de dobrar a produção e ainda conservar 60% de seu território”, afirma o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Chega ao Congresso projeto que torna crime a exploração de bets

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O Congresso Nacional recebeu o projeto de lei do Executivo que tipifica crimes relacionados às loterias de apostas de quota fixa, conhecidas como bets. A apresentação do projeto havia sido anunciada pelo governo federal na sexta-feira (25), mesmo dia em que a Presidência da República editou uma medida provisória para proibir as bets no Brasil (MP 1.394/2026).

O projeto de lei (PL 5.477/2026) torna crime tanto a exploração quanto a publicidade de bets, tipificando cinco condutas como criminosas. De acordo com o governo, a intenção é enfrentar os diferentes meios empregados pelas empresas para manter a atividade, inclusive no ambiente digital.

A proibição das bets prevista na MP já está valendo de forma provisória, mas o projeto que trata dos crimes ainda precisará ser votado pelo Congresso para virar lei e entrar em vigor. 

Os crimes previstos no texto são:

  • explorar ou operar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa;
  • divulgar apostas ou captar apostadores: de 2 a 4 anos de reclusão e multa;
  • usar dados pessoais para captar apostadores: de 2 a 4 anos e multa;
  • facilitar financeiramente a exploração: de 2 a 4 anos e multa;
  • fornecer aplicação de internet para apostas: de 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.
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O aumento de pena é previsto para várias situações, como no caso de jogos de azar on-line (a exemplo do jogo conhecido como Tigrinho); uso de dados de saúde que permitam inferir transtornos ligados a jogos, de histórico de apostas ou de informações de crianças e adolescentes; situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados; e ganho de percentual das apostas ou das perdas pelo divulgador.

Todos os crimes previstos no projeto são considerados como praticados contra o interesse da União, com investigação pela Polícia Federal e julgamento pela Justiça Federal. A proposta ainda determina que, para fixar as multas, será considerada a vantagem econômica obtida pelo agente das apostas.

O projeto deixa claro que as regras não se aplicam à Loteca, loteria esportiva da Caixa Econômica Federal dedicada a prognosticar resultados de partidas de futebol. Essa modalidade continua permitida. 

A tramitação do PL 5.477/2026 começa na Câmara dos Deputados. Depois o texto passará pela análise dos senadores.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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