Brasil
Cetene lança edital para jovens startups e projetos de base científica
O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade vinculada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), continua com o importante objetivo de apoiar o desenvolvimento tecnológico e econômico da região Nordeste. O segundo edital da IncubaScience, focado na seleção de startups e projetos de base científica (deep techs), foi lançado nesta terça-feira (5).
O prazo de envio das inscrições é até 5 de julho, e o resultado final será lançado até 6 de julho. A chamada é direcionada a pesquisadores, estudantes, empreendedores e startups em estágio inicial, especialmente nas áreas de biotecnologia, nanotecnologia e computação científica.
Os projetos selecionados terão acesso aos laboratórios do Cetene, além de mentorias e suporte técnico para o desenvolvimento de produtos, processos e modelos de negócio. As startups selecionadas precisarão pagar uma taxa mensal de ressarcimento de custos operacionais no valor de R$ 150. Parte desse valor será revertida em créditos (cashback) para uso em serviços laboratoriais e tecnológicos. A execução do programa IncubaScience é viabilizada por recursos institucionais do Cetene.
O diretor do Cetene, Marcelo Carneiro Leão, afirma que a ação tem como objetivo trazer mudanças para os moradores da região. “Uma iniciativa que visa a possibilidade de transformar ciência e conhecimento em algo concreto, em produtos e serviços para a sociedade, impacta diretamente no desenvolvimento social e econômico do Nordeste”, conclui.
O primeiro edital lançado foi somente para projetos de base científica de Pernambuco, financiado pela Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facep). Esta nova chamada pública busca cumprir seu papel de estimular e desenvolver projetos que geram impacto na vida das pessoas, atuando por todo o Nordeste.
Brasil
Cemaden amplia monitoramento e inclui 162 cidades na rede de alertas
A rede brasileira de monitoramento de desastres deu um salto com a inclusão de mais 162 cidades no sistema do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O aumento amplia a capacidade de gestão de riscos e prepara melhor as unidades federativas para agir antes do desastre.
Parte das ações do Cemaden no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC – Fase 1), a incorporação inclui locais com alta vulnerabilidade a desastres geo-hidrológicos como deslizamentos de terra, enxurradas e inundações. Os estados com maior adição de municípios são Santa Catarina (SC), Bahia (BA), Minas Gerais (MG) e Pernambuco (PE).
Agora, o total passou de 1.133 para 1.295 municípios que contam com os equipamentos para monitoramento de chuvas, conhecidos tecnicamente como pluviômetros automáticos, fundamentais para acompanhar os eventos extremos de chuva e a emissão de alertas de riscos de desastres. A diretora do Cemaden, Regina Alvalá, explica que o incremento de cidades é fundamental, principalmente diante do crescimento na frequência e intensidade de chuvas, que traz, como consequência, o aumento de casos de deslizamentos de terra, enxurradas, inundações e alagamentos.
“Quando os eventos climáticos extremos ocorrem e as vulnerabilidades são altas, tem-se a ocorrência de desastres que culminam em significativos impactos sociais, econômicos, estruturais e ambientais. Mitigar os impactos, reduzir os danos decorrentes desses acontecimentos e adaptar-se ao novo regime climático é cada vez mais fundamental”, avalia.
Como funciona a expansão
As cidades incluídas na expansão atual foram selecionadas pelo Cemaden a partir de uma lista prioritária definida pelo Governo do Brasil, que considera risco climático, vulnerabilidade urbana e histórico de desastres. A elaboração é da Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, da Casa Civil. Para funcionar, esse monitoramento depende de duas coisas: mapas de risco — feitos pelo Serviço Geológico do Brasil, ligado ao Ministério de Minas e Energia — e equipamentos que medem chuva (instalados pelo próprio Cemaden).
Dessa forma, a ampliação da rede observacional foi possível por meio da inclusão do centro de monitoramento no Novo PAC que, desde o início do programa, em 2023, destina recursos iniciais para a aquisição e instalação dos equipamentos de monitoramento. O número maior de pluviômetros gera mais dados, maior precisão e culmina em melhores alertas.
Apesar dos ganhos vindos junto da expansão, o número maior de pluviômetros e de cidades monitoradas faz com que o volume de dados aumente. Para gerenciar o crescimento, os recursos estão sendo aplicados na construção de um novo datacenter. Com mais R$ 60 milhões previstos, o Cemaden quer chegar a monitorar todas as cidades brasileiras consideradas de risco para desastres como enchentes e deslizamentos. Do total de municípios brasileiros, 2.095 são considerados de risco.
Cemaden
O Cemaden monitora áreas de risco em todo o País e emite alertas de desastres naturais para os órgãos de Defesa Civil. A atuação é baseada em dados em tempo real e modelos que permitem prever ocorrências como deslizamentos, enxurradas e inundações, antecipando impactos sobre a população, a infraestrutura e o meio ambiente.
O centro também desenvolve pesquisas para aprimorar a qualidade dos alertas e subsidiar ações de prevenção e mitigação de desastres. Além disso, monitora os impactos das secas em setores estratégicos e produz previsões diárias de risco de incêndios florestais, apoiando ações de resposta em todo o território nacional.
Desde 2014, o Cemaden mantém o Programa Cemaden Educação para a difusão do conhecimento científico e a mobilização de comunidades, escolas e instituições locais para a redução de riscos e vulnerabilidades a desastres.
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