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Certificação RTRS fortalece sustentabilidade e amplia competitividade da Agropecuária Romi, no Paraná

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A adoção da certificação RTRS (Round Table on Responsible Soy), voltada para a produção responsável de soja e milho, transformou a gestão da Agropecuária Romi, localizada no Paraná. Desde 2021, a propriedade de 450 hectares cultiváveis vem registrando avanços significativos nas áreas ambiental, social e econômica, refletindo em maior organização, competitividade e valorização de mercado.

À frente dessa evolução está João Cristiano Kiers, engenheiro agrônomo que assumiu a gestão da fazenda em 2010, dando continuidade ao legado iniciado por seu pai, Roelof Kiers. Com experiência prévia no desenvolvimento de produtos para milho, João tem apostado em práticas sustentáveis e inovadoras para fortalecer a produtividade com responsabilidade.

“Cresci no meio rural e aprendi desde cedo a importância de unir técnica e valores no trabalho. A certificação RTRS foi um passo decisivo para consolidar uma gestão mais eficiente e sustentável”, afirma o gestor.

Certificação RTRS promove equilíbrio entre produtividade e responsabilidade

Implementada em 2021, a certificação da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS) marcou um divisor de águas na condução da fazenda. O processo envolveu adaptações estruturais, capacitação de equipe e revisão de processos internos — tudo com o apoio técnico da Castrolanda.

Entre as principais práticas adotadas, destacam-se o uso de adubos orgânicos combinados com rochas locais e manejo biológico, reduzindo a dependência de produtos químicos e promovendo maior equilíbrio do solo.

“A certificação trouxe melhorias contínuas na gestão ambiental, social e econômica, além de abrir portas para novos mercados e gerar bonificações, especialmente no milho waxy”, explica João Cristiano.

Segundo o produtor, a iniciativa também proporcionou maior segurança operacional e satisfação com o desempenho sustentável da propriedade. “A RTRS é uma ferramenta que reduz riscos, melhora processos e eleva o padrão de gestão. Recomendo a todos os produtores”, conclui.

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Apoio da Castrolanda foi essencial para a certificação

O analista de Qualidade JR da Castrolanda, Rafael Igor Santos, acompanhou de perto o processo de certificação e destaca o impacto positivo na rotina e organização da propriedade.

De acordo com ele, o suporte técnico envolveu todas as etapas — desde a organização documental até adequações na estrutura física. As melhorias incluíram o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), aprimoramento das condições de trabalho, respeito à biodiversidade, implantação da rastreabilidade e criação de um código de conduta.

“A certificação trouxe mais segurança, padronização e conformidade com a legislação. O produtor passa a ter tranquilidade por saber que seus processos estão alinhados às exigências legais e de mercado”, afirma Rafael.

Ele ressalta ainda que a certificação RTRS vai além do cumprimento de normas: trata-se de uma estratégia de gestão e valorização da produção. “Com a rastreabilidade e a comprovação da sustentabilidade, o produtor agrega valor ao produto e se posiciona melhor no mercado global”, complementa.

O que é a certificação RTRS e por que ela é estratégica

A certificação RTRS é reconhecida internacionalmente como uma das principais ferramentas de gestão sustentável na produção de soja e milho. Ela é aplicável a diferentes cadeias produtivas — desde o consumo humano até ração animal e biocombustíveis — e pode ser obtida por produtores de todos os portes, individualmente ou em grupo.

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O padrão é validado por auditorias independentes, avaliadas por órgãos de acreditação internacionais, o que garante credibilidade, transparência e rigor técnico.

Entre seus compromissos fundamentais estão o zero desmatamento, o respeito às áreas nativas e o cumprimento de 106 indicadores distribuídos em cinco pilares:

  • Cumprimento da legislação e boas práticas de negócios;
  • Condições de trabalho responsáveis;
  • Relações responsáveis com a comunidade;
  • Responsabilidade ambiental;
  • Boas práticas agrícolas.

Ao conquistar a certificação, produtores e empresas reforçam seu compromisso com a sustentabilidade, assegurando rastreabilidade, transparência e responsabilidade socioambiental em toda a cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita avança e clima favorece safra de café 2026 no Brasil, aponta Rabobank

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A safra brasileira de café 2026 segue apresentando evolução positiva no campo. De acordo com o mais recente relatório do Rabobank, a colheita avançou em todas as principais regiões produtoras do país durante o mês de maio, beneficiada por condições climáticas favoráveis tanto para o café arábica quanto para o conilon (robusta).

Segundo a análise, o rendimento das lavouras permanece dentro da normalidade para o período, sem registros de problemas significativos que possam comprometer a produção. A previsão de tempo seco e estável para as próximas semanas deve continuar favorecendo o ritmo dos trabalhos de colheita.

Clima contribui para avanço da colheita

Nas principais regiões produtoras, os volumes de chuva registrados em maio ficaram abaixo das médias históricas, condição que favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras e reduziu interrupções durante a colheita.

Em Guaxupé (MG), um dos principais polos produtores de café arábica do país, o acumulado de chuvas foi de 21 milímetros durante o mês, abaixo da média histórica de 47 milímetros. Em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro, foram registrados 17,7 milímetros, também abaixo da média dos últimos anos.

Nas regiões produtoras de conilon, o comportamento foi semelhante. Alta Floresta D’Oeste (RO) acumulou 15 milímetros de chuva em maio, enquanto Linhares (ES) registrou 30,9 milímetros, volumes inferiores aos padrões históricos.

De acordo com os analistas, as precipitações pontuais observadas ao longo do mês não foram suficientes para comprometer o andamento das atividades no campo.

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Granizo provoca danos localizados no Sul de Minas

O levantamento aponta que algumas áreas do Sul de Minas Gerais registraram episódios isolados de granizo, especialmente nos municípios de Boa Esperança e Campo do Meio.

Apesar dos danos observados em determinadas propriedades, o Rabobank destaca que os impactos foram localizados e não representam ameaça relevante à produção regional. O fenômeno é considerado comum para esta época do ano no cinturão cafeeiro brasileiro e, historicamente, costuma gerar perdas limitadas.

Exportações mostram recuperação em abril

No comércio exterior, o Brasil embarcou aproximadamente 3,12 milhões de sacas de café de 60 quilos em abril de 2026.

O volume representa crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês de 2025 e alta de 1,6% na comparação com março deste ano.

Apesar da recuperação mensal, o desempenho acumulado ainda segue abaixo do registrado no ano anterior. Entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram cerca de 11,6 milhões de sacas, resultado 16% inferior ao observado no mesmo período de 2025.

A expectativa do mercado é de que os embarques ganhem força nos próximos meses com o avanço da nova safra. O início da colheita tende a aumentar a disponibilidade de café para comercialização e estimular a liberação gradual dos estoques retidos pelos produtores.

Especialistas alertam que a manutenção prolongada do produto armazenado pode resultar em desvalorização, já que o mercado passa a classificar o café como safra antiga.

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Mercado apresenta comportamento distinto entre arábica e conilon

O mercado cafeeiro vive um momento de divergência entre as duas principais variedades produzidas no Brasil.

Após registrarem valorização em abril, os preços passaram a seguir trajetórias diferentes em maio. O café arábica acumulou queda de 10,9%, refletindo a expectativa de aumento da oferta da safra 2026/27 e uma postura mais cautelosa dos compradores.

Já o café conilon apresentou maior estabilidade, com recuo de apenas 0,4% no período. O desempenho reforça a percepção de maior equilíbrio entre oferta e demanda para essa variedade.

Analistas observam que o conilon continua encontrando suporte na demanda da indústria e em uma oferta global mais ajustada, enquanto o arábica enfrenta maior pressão diante da perspectiva de uma safra brasileira mais robusta.

Perspectivas para o setor

Com a colheita avançando em ritmo satisfatório e sem problemas climáticos relevantes até o momento, o cenário segue favorável para os produtores brasileiros.

O mercado, entretanto, continuará atento ao comportamento das exportações, ao desenvolvimento final da safra e à evolução dos preços internacionais, especialmente do arábica, que permanece mais sensível às expectativas de oferta global.

Para os próximos meses, a combinação entre avanço da colheita, aumento da disponibilidade física e movimentação dos estoques deverá ser determinante para a formação dos preços e para o desempenho do setor cafeeiro brasileiro em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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