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Centro-Sul deve ampliar moagem de cana em 10 milhões de toneladas até março de 2026 com foco no etanol

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Produção de cana no Centro-Sul mantém ritmo e pode superar 610 milhões de toneladas

A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil segue firme e deve encerrar a safra 2025/26, em março de 2026, com aproximadamente 610,5 milhões de toneladas processadas, segundo dados da DATAGRO A&E. O número representa um crescimento de cerca de 10 milhões de toneladas em relação ao acumulado até dezembro, quando a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) registrou 600,63 milhões de toneladas, apenas 2,2% abaixo do volume observado no mesmo período da temporada anterior.

A consultoria destaca que a consistência dos dados confirma suas previsões iniciais, que já indicavam um desempenho acima dos 600 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26.

Alta do etanol impulsiona usinas a anteciparem moagem

O relatório da DATAGRO aponta que muitas usinas devem antecipar o retorno das operações ainda no início de 2026, aproveitando a valorização do etanol no mercado interno. A movimentação é estratégica diante da diferença crescente entre os preços do biocombustível e os do açúcar, o que tem levado o setor a concentrar esforços na produção de etanol.

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Essa tendência reflete o cenário atual de mercado, no qual o biocombustível vem se destacando tanto pelo aumento da demanda quanto pela atratividade de preços nas distribuidoras.

Mix de produção favorece o etanol e reduz ligeiramente o açúcar

Com o foco maior no etanol, a DATAGRO revisou o mix de produção da safra, reduzindo a fatia destinada ao açúcar de 51,2% para 50,7%. Já o Açúcar Total Recuperável (ATR) teve ligeiro avanço, passando de 137,94 para 138,11 kg/tc, reflexo da boa qualidade da matéria-prima processada.

A produção total de açúcar deve alcançar 40,77 milhões de toneladas, levemente abaixo da estimativa anterior (40,86 milhões). Por outro lado, a produção de etanol foi revisada para cima, passando de 33,79 para 34,15 bilhões de litros, dos quais 9,78 bilhões virão do etanol de milho.

Perspectivas positivas para o fechamento da safra

Com as usinas ajustando suas estratégias e o etanol em alta, o setor sucroenergético do Centro-Sul do Brasil deve encerrar a safra 2025/26 em um cenário positivo, consolidando o país como um dos principais produtores globais de biocombustíveis e açúcar.

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A expectativa é que a demanda interna e externa por etanol siga aquecida ao longo do primeiro trimestre de 2026, estimulando novas antecipações de moagem e investimentos na ampliação da capacidade produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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