Connect with us


Agro

Alta do diesel pressiona agronegócio e amplia riscos para inflação e logística no Brasil

Publicado em

O recente aumento no preço do óleo diesel em diferentes regiões do país acendeu um alerta no setor produtivo. A elevação ocorre em um momento de forte pressão financeira para o agronegócio, especialmente para produtores que já enfrentam custos elevados, crédito mais restrito e níveis elevados de endividamento.

A avaliação foi reforçada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que manifestou preocupação com os impactos do combustível sobre a produção agrícola e sobre a logística nacional.

Alta do diesel agrava cenário já pressionado no campo

De acordo com a Aprosoja MT, o aumento no preço do diesel ocorre em um período particularmente sensível para o produtor rural. O setor já lida com margens apertadas, custos elevados de insumos e maior dificuldade de acesso ao crédito.

Como o diesel é essencial para o funcionamento de máquinas agrícolas, para o transporte de insumos e para o escoamento da produção, qualquer aumento relevante no combustível tem impacto direto na rentabilidade da atividade agrícola.

Para a entidade, a nova elevação do diesel intensifica um ambiente econômico já desafiador para o setor produtivo.

Combustível é peça-chave na logística e na economia

O diesel possui papel central na economia brasileira. Grande parte da matriz logística do país depende do transporte rodoviário, responsável pela movimentação de grãos, alimentos, insumos agrícolas e produtos industrializados.

Quando o preço do combustível sobe de forma expressiva, os efeitos se espalham por toda a cadeia produtiva. O aumento dos custos de transporte tende a ser repassado ao longo do processo produtivo, pressionando os preços finais ao consumidor.

Leia mais:  Pneumonia é responsável por 40% das mortes de gado confinado no Brasil
Dependência externa ainda expõe o país às oscilações internacionais

Outro ponto destacado pela entidade é a vulnerabilidade estrutural do Brasil em relação ao diesel. Apesar de ser um grande produtor de petróleo, o país ainda depende da importação de parte significativa do combustível consumido internamente.

Isso significa que variações no mercado internacional, especialmente no petróleo do tipo Brent crude oil, acabam influenciando diretamente os preços domésticos. Mudanças na oferta global ou tensões geopolíticas também podem provocar impactos imediatos na economia brasileira.

Biocombustíveis ganham destaque como alternativa estratégica

Diante desse cenário, o fortalecimento da política de biocombustíveis surge como uma das alternativas para reduzir a dependência externa. A ampliação da mistura de biodiesel ao diesel é vista como uma estratégia para reforçar a segurança energética e estimular a produção nacional.

Atualmente, o debate nacional já contempla a possibilidade de elevar a mistura para o B17. No entanto, representantes do setor defendem que o país avalie metas mais ambiciosas, como a evolução para B20, aproveitando a ampla disponibilidade de matérias-primas como a soja.

Medidas emergenciais podem reduzir impactos econômicos

A Aprosoja também avalia que, diante de choques internacionais abruptos, o governo pode discutir medidas temporárias para reduzir os impactos econômicos do aumento dos combustíveis.

Leia mais:  Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 2026, aponta pesquisa Focus

Entre as alternativas estão instrumentos tributários capazes de aliviar o peso do diesel na economia. Em 2022, por exemplo, o governo federal zerou tributos sobre combustíveis e alguns estados reduziram alíquotas de ICMS para conter os efeitos da alta nos preços.

Diesel mais caro pode pressionar inflação

A elevação do combustível não afeta apenas o setor agropecuário. O diesel tem influência direta nos custos de transporte e distribuição em todo o país, o que pode encarecer alimentos, medicamentos e diversos produtos essenciais.

Esse movimento tende a gerar pressão inflacionária. Dados e projeções recentes do Banco Central do Brasil indicam que a economia brasileira ainda opera em um ambiente de juros elevados para conter a inflação, o que aumenta a preocupação com novos choques de custos.

Setor defende ações coordenadas do poder público

Diante desse cenário, a Aprosoja Mato Grosso avalia que o enfrentamento da alta do diesel exige respostas rápidas e coordenação entre os governos federal e estaduais.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão a redução da dependência externa de combustíveis, o fortalecimento da produção nacional de biocombustíveis e a adoção de políticas emergenciais em momentos de crise.

Para a entidade, decisões estratégicas são fundamentais para garantir estabilidade econômica, competitividade do setor produtivo e segurança para toda a sociedade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Área de cevada pode cair mais de 30% no Rio Grande do Sul com risco climático e avanço do El Niño

Published

on

A cultura da cevada deve enfrentar uma significativa redução de área no Rio Grande do Sul na safra 2026. Levantamento divulgado pela Emater/RS-Ascar aponta que o cultivo poderá recuar mais de 30% em comparação ao ciclo anterior, refletindo a crescente preocupação dos produtores com os riscos climáticos associados à possível atuação do fenômeno El Niño nos próximos meses.

A expectativa de chuvas acima da média durante o inverno e a primavera tem elevado a cautela no campo, levando muitos agricultores a reavaliar investimentos e estratégias para a próxima temporada.

El Niño aumenta percepção de risco para a cultura

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o principal fator por trás da retração projetada é o aumento da percepção de risco climático. O fenômeno El Niño costuma provocar alterações importantes no regime de chuvas do Sul do Brasil, impactando diretamente o desempenho das culturas de inverno.

A cevada, utilizada principalmente pela indústria cervejeira para a produção de malte, é particularmente sensível a excessos de umidade em fases críticas do desenvolvimento, o que pode comprometer a qualidade dos grãos e reduzir a rentabilidade da atividade.

Mesmo com a manutenção dos contratos de compra oferecidos pelas maltarias, muitos produtores demonstram cautela diante das incertezas climáticas que cercam a próxima safra.

Lavouras já implantadas apresentam bom desenvolvimento

Apesar das preocupações com o cenário futuro, as áreas de cevada já semeadas no Estado apresentam condições favoráveis de desenvolvimento.

Leia mais:  Brasil deve importar mais de 8,3 milhões de toneladas de fertilizantes em setembro, aponta Williams

Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, o estabelecimento inicial das lavouras ocorre dentro da normalidade, com bom estande de plantas e desenvolvimento vegetativo satisfatório. Até o momento, não foram registrados problemas significativos que comprometam o potencial produtivo das áreas implantadas.

As condições climáticas observadas nas primeiras fases da cultura têm favorecido o avanço dos trabalhos no campo, garantindo boas perspectivas para as áreas já estabelecidas.

Safra anterior serve de referência para o setor

Os números da última safra ajudam a dimensionar a importância da cultura no Estado. Em 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada, consolidando-se como o principal produtor nacional da cultura.

Na ocasião, a produtividade média alcançou 3.622 quilos por hectare, resultado considerado positivo para os padrões da atividade e fundamental para abastecer a indústria de malte instalada na região Sul.

As estimativas oficiais para a área cultivada em 2026 ainda estão em fase de consolidação, mas a tendência inicial aponta para uma retração significativa em relação ao ciclo anterior.

Mercado mantém demanda da indústria cervejeira

Mesmo diante da possível redução de área, a demanda da indústria cervejeira permanece estável. Os contratos de integração e fornecimento continuam sendo ofertados aos produtores, garantindo mercado para a produção destinada à fabricação de malte.

Leia mais:  Exportações de arroz disparam no início de 2026, mas preços limitam ganhos

Na região de Erechim, uma das principais áreas produtoras do Estado, o preço médio da cevada destinada à indústria foi cotado em R$ 80 por saca de 60 quilos, conforme acompanhamento realizado pela Emater/RS-Ascar.

A remuneração é considerada atrativa, mas não tem sido suficiente para neutralizar as preocupações relacionadas aos riscos climáticos previstos para a próxima temporada.

Clima será decisivo para as decisões de plantio

Nas próximas semanas, a evolução das previsões meteorológicas deverá exercer influência direta sobre as decisões dos produtores gaúchos.

Caso os modelos climáticos confirmem a atuação mais intensa do El Niño, a tendência é de manutenção da postura conservadora por parte dos agricultores, o que poderá resultar em uma das maiores reduções de área da cultura nos últimos anos.

Enquanto isso, o setor acompanha atentamente a evolução das condições climáticas e aguarda a divulgação das estimativas oficiais de plantio para definir com maior precisão o cenário da cevada no Rio Grande do Sul na safra 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262