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Carteira assinada: Paraná começa a semana com 17,5 mil vagas de trabalho

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A virada do primeiro para o segundo semestre do ano pode ser de carteira assinada para quem está em busca de emprego. O Paraná possui 17.551 vagas de trabalho disponíveis nas Agências do Trabalhador e Postos Avançados nesta semana, espalhadas em diferentes regiões, funções e níveis de escolaridade.

Os cargos com maior disponibilidade de vagas são alimentador de linha de produção, com 5.664 oportunidades, abatedor, com 1.321, magarefe, com 1.032, e operador de caixa, com 624. Também estão disponíveis vagas de ensino superior e estágios na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

A região com maior número de vagas de trabalho abertas é a de Cascavel, com 3.738. Os destaques ficam para funções de alimentador de linha de produção, com 1.388 vagas, seguido por abatedor, com 929, operador de caixa, com 178, e magarefe, com 90.

A RMC vem em seguida, com 3.046. Alimentador de linha de produção, com 295 vagas, e auxiliar de logística, com 239, lideram os postos de trabalho disponíveis na Grande Curitiba, com operador de caixa (195) e pedreiro (173) também em destaque. O pódio é completado por Campo Mourão, com 2.863 vagas abertas e diferencial para cargos de trabalhador volante da agricultura, com 120.

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Foz do Iguaçu (2.436), Pato Branco (1.709), Maringá (1.013) e Umuarama (1.013) possuem mais de mil vagas cada, distribuídas na indústria, comércio e agricultura. As regiões de Londrina, Paranaguá, Ponta Grossa e Jacarezinho completam as regiões com disponibilidade de vagas.

MASTER JOB – A Agência do Trabalhador de Curitiba também possui vagas para profissionais com formação técnica em diferentes áreas de atuação. São oportunidades para cuidador de idosos, analista de recursos humanos, assistente administrativo, técnico de segurança do trabalho, enfermeiro, entre outras.

Para quem está cursando o ensino superior, estão abertas vagas de estágio para estudantes de licenciatura ou pedagogia, educação física, logística, marketing, gestão financeira e tecnologia da informação. São 32 vagas ao todo.

Os interessados devem buscar orientação junto à unidade da Agência do Trabalhador de seu município. Para evitar filas e aglomerações, recomenda-se o agendamento prévio do atendimento pelo site da Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda.

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Fonte: Governo PR

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MP implementa fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência

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Acontece no MPPR - Bandeirantes

O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bandeirantes, implementou na comarca o Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e agilizar o acesso das vítimas aos serviços necessários para assegurar sua proteção.

A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada ao MPPR pela Secretaria de Assistência Social de Bandeirantes, pelo Conselho de Segurança, pela Diretoria da Mulher do município, pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e pelo Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Os órgãos relataram dificuldades no atendimento e na proteção integral das mulheres em situação de violência.

A partir da demanda, a 2ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para estruturar o fluxo e reuniu representantes de diferentes órgãos que integram a rede de proteção. A primeira reunião de sensibilização ocorreu em 10 de agosto e, em 31 de agosto, foi realizada nova reunião, voltada à implementação do fluxo.

Como funciona

De acordo com o Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho, responsável pela iniciativa, o fluxo de atendimento busca integrar os diferentes serviços que atuam na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e amplia a comunicação prevista pela legislação. 

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Pela lei, os serviços de saúde públicos e privados devem notificar os casos à Vigilância Epidemiológica, que, por sua vez, comunica a autoridade policial. No fluxo estruturado pelo Ministério Público, além dos serviços de saúde, as Polícias Civil e Militar também passaram a comunicar os casos à Vigilância Epidemiológica, considerando que frequentemente são os primeiros órgãos a ter contato com as vítimas.

A partir dessas comunicações, a Vigilância Epidemiológica aciona imediatamente os demais integrantes da rede de proteção, como assistência social, atendimento psicológico e Ministério Público. Com isso, a identificação do caso não se limita à comunicação à autoridade policial, mas desencadeia uma atuação articulada para oferecer à vítima os serviços necessários, como atendimento social e psicológico, além do acompanhamento pelo Ministério Público.

Os casos comunicados pelas polícias também passam a ser registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Dessa forma, o fluxo contribui não apenas para o atendimento e a proteção das vítimas, mas também para o levantamento de dados mais completos sobre a violência doméstica, auxiliando o planejamento de políticas públicas.

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Articulação da rede

Como parte da implantação do fluxo, em 18 de setembro foi realizada uma roda de conversa na Faculdade Unopar, em Bandeirantes, com a participação do Ministério Público e de outros integrantes da rede de proteção. A atividade teve como foco os estudantes de Psicologia da instituição, que poderão participar do atendimento às mulheres encaminhadas pelos serviços municipais.

Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de atuação da Psicologia no atendimento às vítimas e sua contribuição para que elas possam romper o ciclo de violência doméstica e familiar.

O fluxo implementado em Bandeirantes também resulta de uma experiência que vem sendo desenvolvida em outras comarcas. O mesmo modelo já foi implementado em Terra Roxa e Jaguapitã, com a articulação dos serviços locais de proteção.

A experiência de Jaguapitã também foi apresentada pelo Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho em um encontro “Mão na massa”, promovido pela Escola Superior do Ministério Público do Paraná, com orientações práticas para integrantes interessados em estruturar fluxos semelhantes em suas comarcas.

Fonte: Ministério Público PR

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