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Curitiba

Oficinas credenciadas pela JMK para conserto de veículos oficiais do Paraná ficam no prejuízo

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G1 PR - Marcelo Rocha, RPC Curitiba

Donos de oficinas mecânicas credenciadas pela JMK, empresa responsável pela manutenção dos veículos oficiais do Governo do Paraná, reclamam que ficaram no prejuízo com o esquema de fraude investigado na Operação Peça Chave, da Polícia Civil.

A investigação aponta prejuízo de mais de R$ 125 milhões aos cofres públicos. Para a polícia, os donos da JMK adulteravam orçamentos que vinham das oficinas credenciadas e inventavam serviços para cobrar mais caro do governo pelos reparos.

A oficina da empresária Vanessa Brasílio Pinheiro Trentini, em Curitiba, quebrou. Ela guarda dezenas de ordens de serviços e orçamentos de carros que consertou a pedido da JMK e não recebeu.

Ela diz estar com o nome sujo e ter amargado prejuízo de mais de R$ 100 mil. Por isso, entrou na Justiça para tentar receber. “Uma bola de neve só. Não me pagaram mais e eu não consegui pagar meus fornecedores e não consegui tocar adiante”, conta.

Outra proprietária de oficina em Curitiba, Marcolina Juliane, diz ter R$ 300 mil para receber da JMK e também vai cobrar na Justiça. Para diminuir as dificuldades de caixa, ela diz esperar voltar a prestar serviços par ao estado – desde que receba em dia.

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“Vou trabalhar. Já até procuraram a gente, os bombeiros, Polícia Científica. Vamos continuar trabalhando”, indica a empresária.

O contrato governo com a empresa está suspenso. Uma decisão judicial autorizou o governo a negociar e pagar diretamente as oficinas. Dos 18 mil veículos da frota do estado, cerca de 700 ainda não foram consertados.

Essa forma de pagamento direto para as oficinas não vai durar muito tempo. Isso porque, o governo deve definir – até o fim de junho – escolher uma outra empresa para tocar a manutenção da frota oficial.

O contrato será de emergência, por até 180 dias. A promessa é a de que mecanismos mais rígidos de controle para que as fraudes não se repitam.

“A empresa que vir a ser contratada deverá demonstrar e comprovar efetivamente o repasse à empresa credenciada”, afirma o assistente técnico do Departamento de Transporte Oficial Ricardo André Borges.

Em nota, a JMK informou que vai provar na Justiça que sempre trabalhou dentro da legalidade e reforçou que o sistema empregado trouxe economia, controle e transparência na gestão de frotas do estado.

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Curitiba

Defensoria Pública do Paraná emite recomendação aos postos de combustíveis sobre reajuste abusivo

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O Núcleo de Defesa do Consumidor (NUDECON) da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) emitiu, nesta segunda-feira (14), uma Recomendação à entidade que representa os donos de postos de combustíveis do Paraná, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniência do Estado do Paraná (Paranapetro).

O objetivo, segundo o Coordenador do Núcleo, Defensor Público Erick Lé Palazzi Ferreira, é coibir o abuso quando a Petrobrás anunciar reajustes. “O que se viu em vários casos na última quinta-feira foi uma prática abusiva, uma elevação injustificada dos preços”, explica o Defensor.

De acordo com ele, a Recomendação pretende barrar a prática de repassar o reajuste com produto comprado por preço velho. “Antes de ter sido repassado o aumento, os postos já estavam aplicando. O que fizeram foi pegar um produto mais barato e colocar o preço exorbitante”.

Segundo a Recomendação, os varejistas de combustíveis devem se abster de aumentar os preços antes da existência real de reajuste das distribuidoras. “Caso haja reclamações e comprovação sobre aumento excessivo de combustíveis pelos postos, o Nudecon adotará as medidas judiciais cabíveis, individuais ou coletivas, para areparação de eventuais danos”, afirma a Recomendação.

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Na semana passada, a Petrobrás anunciou reajuste dos combustíveis. De acordo com a empresa, o aumento seria de 18,77% para a gasolina, 24,9% para o diesel e 16% para o gás de cozinha.

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