Agro
Café e cachaça brasileiros ganham destaque em evento na África do Sul
Cafés e cachaças do Brasil foram os protagonistas de uma ação de promoção comercial realizada em Pretória, na África do Sul, no dia 22 de outubro. O evento reuniu importadores, distribuidores, empreendedores locais, formadores de opinião e o público em geral, oferecendo uma programação diversificada que incluiu palestras, sessões de degustação e rodadas de negócios.
Palestras e degustações destacam qualidade e diversidade
Durante o evento, as palestras abordaram características dos produtos brasileiros, informações sobre oferta e processos produtivos. Já as degustações permitiram ao público conhecer diferentes perfis sensoriais de cafés e cachaças, reforçando a qualidade e a diversidade dos produtos nacionais.
Rodadas de negócios fortalecem conexões comerciais
As rodadas de negócios proporcionaram encontros estratégicos entre representantes do setor privado brasileiro e potenciais parceiros sul-africanos, com o objetivo de fomentar parcerias e ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado local.
Coordenação e apoio institucional
A iniciativa foi coordenada pelo adido agrícola do Brasil na África do Sul, Carlos Müller, em parceria com a Embaixada do Brasil em Pretória. O evento integrou a agenda de promoção comercial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da ApexBrasil e das embaixadas brasileiras ao redor do mundo.
Café e cachaça: tradição e inovação
O café brasileiro é reconhecido mundialmente pela qualidade e diversidade sensorial, oferecendo perfis que vão do consumo diário aos segmentos especiais, consolidando o Brasil como líder global na produção e exportação. A cachaça, destilado tipicamente brasileiro, vem conquistando mercados internacionais graças à sua versatilidade na coquetelaria e ao sabor único.
Expansão da presença internacional
A ação reforça o objetivo do Mapa e parceiros de ampliar a visibilidade dos produtos brasileiros, apoiando sua inserção em novos canais e mercados internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Glifosato volta ao centro do debate após decisão nos EUA e ação judicial no Brasil
O glifosato voltou a ocupar o centro das discussões sobre regulação agrícola após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos e o avanço de uma ação judicial no Brasil que busca proibir o uso do herbicida. Os dois movimentos evidenciam abordagens distintas em relação à segurança jurídica e ao futuro de um dos defensivos agrícolas mais utilizados no mundo.
Nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu, por sete votos a dois, manter entendimento favorável ao herbicida comercializado como Roundup, reduzindo o alcance de milhares de ações judiciais movidas em âmbito estadual. Segundo a interpretação apresentada pelo presidente do Grupo Cabrera, Antonio Cabrera, a decisão reforça que, uma vez aprovado e rotulado pela autoridade reguladora federal competente, o produto não deve estar sujeito a exigências divergentes impostas por estados ou tribunais locais.
Na avaliação de Cabrera, o julgamento amplia a previsibilidade regulatória para produtores e empresas do setor, fortalecendo a uniformidade das regras aplicadas aos defensivos agrícolas.
Brasil enfrenta nova disputa judicial sobre o herbicida
Enquanto os Estados Unidos caminham para consolidar um entendimento sobre a competência regulatória federal, o cenário brasileiro segue em direção oposta.
Em 2026, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação contra a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), solicitando o banimento do glifosato no país. A ação pede o cancelamento dos registros do produto e a proibição de sua produção, importação, exportação, comercialização e utilização em território nacional.
O processo reacende um debate que envolve aspectos ambientais, de saúde pública, jurídicos e econômicos, além dos impactos sobre os sistemas de produção agrícola brasileiros.
Ferramenta é considerada estratégica para o plantio direto
Especialistas do setor destacam que o glifosato desempenha papel relevante na agricultura moderna, especialmente na adoção do sistema de plantio direto, amplamente utilizado nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.
Nesse sistema, o herbicida é empregado na dessecação da cobertura vegetal antes do plantio, reduzindo o revolvimento do solo e contribuindo para o controle da erosão, a conservação da umidade, a manutenção da estrutura física do solo e o aumento da sustentabilidade da produção.
Materiais técnicos da Embrapa reconhecem o uso do glifosato como uma das ferramentas empregadas no manejo do plantio direto, prática considerada importante para a agricultura conservacionista.
Competitividade do agronegócio entra no debate
Antonio Cabrera também destaca que o Brasil figura entre os líderes mundiais na adoção do sistema de plantio direto, enquanto países europeus, como a Alemanha, apresentam participação significativamente menor dessa tecnologia.
Na visão do dirigente, a diferença entre os cenários regulatórios pode influenciar diretamente a competitividade do agronegócio brasileiro. Segundo ele, eventuais decisões judiciais que restrinjam o uso do glifosato podem impactar práticas consolidadas de manejo agrícola e elevar os desafios para a produção de alimentos.
O debate sobre o futuro do herbicida deve permanecer em evidência nos próximos meses, acompanhando o andamento da ação judicial no Brasil e as discussões técnicas e regulatórias envolvendo um dos insumos mais utilizados pela agricultura mundial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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