Agro
Cacau Foods cresce 24% no 1º trimestre de 2026 impulsionada pela Páscoa e projeta expansão de 29% no ano
A Cacau Foods, indústria brasileira especializada em ingredientes para confeitaria, registrou um desempenho expressivo no início de 2026. A empresa alcançou crescimento de 24% no primeiro trimestre do ano e superou a marca de R$ 200 milhões em faturamento nos últimos 12 meses, impulsionada principalmente pela Páscoa — responsável por cerca de 22% das vendas anuais.
Com base no cenário positivo, a companhia projeta avançar 29% em 2026, apoiada na expansão do consumo de produtos voltados à confeitaria artesanal e no fortalecimento de seus canais de distribuição.
Páscoa impulsiona vendas e reforça confeitaria artesanal
No período que antecede a Páscoa, a Cacau Foods comercializou mais de 2.400 toneladas de produtos, registrando crescimento de 32% nas linhas diretamente ligadas à data comemorativa.
Os principais destaques de desempenho foram:
- Chocolate em pó: crescimento de 92%
- Coberturas fracionadas: avanço de 56%
- Flocos macios: alta de 52%
Segundo a empresa, o resultado reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro, com o avanço da confeitaria artesanal como fonte de renda e alternativa diante da instabilidade econômica.
“O crescimento ocorre porque a confeitaria deixou de ser apenas hobby e se tornou profissão para milhões de brasileiros. Estamos no centro dessa transformação”, afirmou o fundador da Cacau Foods, Silvano Luna.
Atacado lidera expansão e amplia capilaridade da empresa
O desempenho positivo também foi impulsionado pela ampliação da presença comercial da companhia. O atacado generalista, principal canal de vendas da empresa, registrou crescimento de 87% no período, contribuindo para o avanço dos demais segmentos.
Além desse canal, a Cacau Foods atua em supermercados, hipermercados, food service, fornecimento a granel para a indústria e também no desenvolvimento de marcas próprias.
A estratégia multicanal tem ampliado a capilaridade da empresa e fortalecido sua atuação em diferentes perfis de clientes, desde pequenos confeiteiros até grandes indústrias alimentícias.
Produção cresce 20% e empresa investe em expansão industrial
Nos últimos 12 meses, a companhia registrou aumento de aproximadamente 20% no volume de produção, concentrado na unidade industrial localizada em Marília (SP), onde trabalham cerca de 190 colaboradores.
Diante da expansão da demanda, a Cacau Foods já projeta investimentos na modernização e ampliação do parque industrial nos próximos cinco anos, com foco em ganho de eficiência e aumento de capacidade produtiva.
Exportações ganham força e miram 30% da receita
No mercado internacional, a empresa mantém operação ativa de exportação e trabalha com a meta de alcançar 30% da receita proveniente do exterior no médio prazo.
O foco estratégico está na expansão para mercados da América Latina e América do Norte, além da abertura de novas frentes comerciais na África.
Confeitaria artesanal impulsiona nova fase do setor
Outro fator destacado pela empresa é o fortalecimento da comunidade de confeiteiras, que desempenha papel relevante na divulgação e validação de produtos, além de contribuir para a profissionalização do setor.
Esse movimento acompanha a expansão da confeitaria artesanal no Brasil, que tem se consolidado como uma importante alternativa de geração de renda e empreendedorismo.
“Temos uma operação estruturada para atender desde o pequeno confeiteiro até a indústria. Acompanhar as mudanças no comportamento de consumo tem sido essencial para sustentar nosso crescimento”, destacou Silvano Luna.
Empresa projeta nova fase de expansão
Para a Cacau Foods, o atual momento representa uma etapa de consolidação e crescimento sustentável. A companhia pretende ampliar sua presença internacional, investir em visibilidade de marca e fortalecer sua posição no mercado.
“Estamos evoluindo nossa estrutura e investindo em expansão. Nosso objetivo é nos tornar referência no setor nos próximos anos, mantendo qualidade e proximidade com quem vive da confeitaria”, concluiu o executivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Carne suína ganha espaço no consumo brasileiro impulsionada por qualidade, nutrição e modernização da cadeia produtiva
A carne suína vem consolidando sua presença na mesa dos brasileiros, impulsionada pela evolução da cadeia produtiva, pelo avanço tecnológico no campo e pela crescente valorização de seu perfil nutricional. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita atingiu aproximadamente 19,1 quilos por habitante em 2025, um crescimento de 19% nos últimos cinco anos.
O desempenho também é sustentado por uma produção nacional superior a 5,5 milhões de toneladas por ano e por exportações que alcançaram cerca de 1,51 milhão de toneladas no último período, reforçando o papel estratégico da suinocultura no agronegócio brasileiro.
Cadeia produtiva moderna sustenta qualidade da carne suína
Por trás da expansão do consumo está uma cadeia produtiva altamente tecnificada e integrada, que combina genética, nutrição de precisão, sanidade, ambiência e bem-estar animal.
Segundo a médica-veterinária Amanda Daniel, coordenadora técnica da unidade de Suinocultura da MSD Saúde Animal, a qualidade da carne suína atual é resultado direto da evolução do setor.
“A qualidade da carne suína que chega à mesa do consumidor é resultado de uma cadeia produtiva altamente complexa e integrada, na qual manejos sanitários, estratégias nutricionais, melhoramento genético, ambiência e bem-estar animal atuam de forma sinérgica. No Brasil, essa cadeia é considerada uma das mais modernas do mundo”, afirma.
A profissional destaca ainda que os avanços contínuos em tecnologia e manejo têm sido determinantes para elevar os padrões de qualidade e competitividade da proteína suína brasileira.
Percepção do consumidor evolui com avanço da ciência
Historicamente, o consumo de carne suína no Brasil enfrentou barreiras relacionadas a mitos sobre seu perfil nutricional. No entanto, a modernização da produção e o maior acesso à informação têm contribuído para a mudança desse cenário.
De acordo com Amanda Daniel, antigas percepções associadas à gordura e ao colesterol vêm sendo gradualmente superadas.
“Essas associações ainda persistem em parte do imaginário coletivo, mas vêm sendo desconstruídas com o avanço da ciência e da produção moderna”, destaca.
Atualmente, a carne suína apresenta cortes mais magros, melhor padronização e maior controle sanitário, resultado direto do melhoramento genético e da adoção de práticas de nutrição e manejo de precisão.
Inspeção rigorosa garante segurança alimentar
Outro ponto fundamental para a consolidação da proteína suína é o rigoroso sistema de inspeção sanitária adotado no Brasil.
Toda a carne suína comercializada passa por fiscalização oficial veterinária, garantindo padrões de qualidade e segurança alimentar ao consumidor.
Segundo Ísis Pasian, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o controle é rigoroso em todas as etapas do processo.
“Durante o abate, cada animal e carcaça são avaliados. Caso seja identificado qualquer problema de saúde ou lesão que comprometa o consumo, a carne pode ser parcialmente condenada ou totalmente descartada”, explica.
Esse sistema contribui diretamente para a confiança do consumidor e para a reputação da carne suína brasileira nos mercados interno e externo.
Versatilidade amplia presença da carne suína no dia a dia
Além da qualidade nutricional, a versatilidade é um dos principais fatores que explicam o crescimento do consumo da carne suína no Brasil.
Com uma ampla variedade de cortes e diferentes formas de preparo, a proteína passou a ocupar espaço de destaque nas refeições do dia a dia e em pratos mais elaborados.
Para Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o produto atende diferentes perfis de consumo e ocasiões.
“A carne suína é uma proteína extremamente versátil, que atende às mais diversas ocasiões de consumo. Hoje temos cortes mais magros, práticos e também opções especiais que agregam sabor e sofisticação às refeições”, afirma.
O executivo destaca ainda o valor nutricional da proteína, que é fonte de proteínas de alta qualidade, vitaminas do complexo B e minerais essenciais para a saúde.
Semana Nacional da Carne Suína reforça promoção do setor
Em junho, a cadeia produtiva realizou a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), iniciativa organizada pela ABCS com apoio de empresas do setor, como a MSD Saúde Animal.
A ação teve como objetivo ampliar o consumo da proteína, valorizar os diferentes cortes e reforçar a comunicação sobre qualidade, segurança e benefícios nutricionais da carne suína.
Com o avanço da produção, o fortalecimento das exportações e a mudança de percepção do consumidor, a carne suína se consolida como uma das proteínas mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Educação6 dias agoPND: 58 municípios de Pernambuco aderiram ao exame
-
Brasil7 dias agoSenasp abre inscrições para MBA em Gestão e Governança de Segurança Pública
-
Política Nacional6 dias agoUso responsável do plástico favorece desenvolvimento, afirmam debatedores
-
Agro5 dias agoPlano Safra 2026/27 será lançado terça e deve ficar entre R$ 570 e R$ 652 bi
-
Brasil5 dias agoEmprego formal alcança 57,2% dos jovens ocupados no Brasil, aponta estudo do MTE
-
Educação7 dias agoPrazo para preencher Diagnóstico Equidade 2026 acaba em 30/6
-
Brasil5 dias agoMinistério da Saúde inaugura primeira UTI inteligente do SUS no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ)
-
Educação6 dias agoMEC lança curso de IA para professores do ensino fundamental
