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BRDE apresenta a membros da Coalizão LIFE suas estratégias como Banco Verde

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Como primeiro banco a se tornar membro da Coalizão LIFE de Negócios e Biodiversidade, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apresentou nesta semana, no Espaço Cultural Palacete dos Leões, sua jornada como Banco Verde em reunião com integrantes do órgão. A LIFE é uma iniciativa formada por empresas que trabalham com transformação de modelos de negócio e permitirá que o BRDE incorpore sua metodologia em seus modelos de negócios, e avalie as operações e programas.

“Vamos ser reconhecidos cada vez mais como um banco voltado à sustentabilidade. Mais de R$ 1,6 bilhão operados no ano passado são considerados 100% verdes”, disse o diretor do BRDE no Paraná, Wilson Bley Lipski. “Essa estratégia começou com o propósito do desenvolvimento social, com estímulo de novas práticas no relacionamento com clientes, customizando e facilitando o crédito para projetos verdes”. Segundo ele, a avaliação de desempenho em biodiversidade, por exemplo, já está em processo de implantação no banco.

“O BRDE tem avançado muito em seu compromisso climático, com métricas, estratégias, parcerias e financiamentos. Temos a oportunidade agora de conhecer, desenvolver e aplicar novas metodologias da nossa pressão sobre a biodiversidade, além de vislumbrar oportunidade em negócios para o banco que geram benefícios ainda mais amplos para toda sociedade”, complementou o coordenador de Responsabilidade Socioambiental, Eduardo Grijó, um dos responsáveis pelos dados socioambientais do banco.

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O evento contou ainda com a participação de membros da Coalizão LIFE, como representantes das empresas JTI (Japan Tobacco Internacional), Grupo Boticário, Itaipu Binacional e Permian Global.

BANCO VERDE – De acordo com o relatório socioambiental do banco, cerca de 80% das linhas de crédito aprovadas já têm aderência ao menos a um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Outra iniciativa é o Fundo Verde e de Equidade, que deve ser implantado ainda esse ano.

De acordo com a instituição, 94% dos valores movimentados pelo banco em 2022 possuem alinhamento ao ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima. Outros destaques são no apoio a projetos de Uso e Reciclagem de Resíduos e Tratamento de Resíduos Industriais, no valor total de R$ 70,5 milhões, e operações para a Equidade de Gênero, com R$ 128,6 milhões em projetos de diversas finalidades, todos eles alinhados ao ODS 5 (Igualdade de Gênero).

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Há outras ações de ordem mais cotidiana, como a instalação de placas solares na agência do BRDE em Curitiba, além de coletas de remédios vencidos, pilhas, baterias, tampas de garrafas, roupas e a construção de um bicicletário. Outra iniciativa é o BRDE Labs, que conecta empresas e startups, a fim de implantar soluções sustentáveis direcionadas.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção

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24/08 - Audiência Pública STF - Lei Antifacções

O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.

Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.

Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.

Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.

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Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.

Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.

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Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.

Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.

As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.

Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264

 

Fonte: Ministério Público PR

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