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Brasil reforça diálogo com Portugal sobre direitos migratórios de brasileiros

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Lisboa, 07/10/2025 – O Governo do Brasil participou da reunião anual da Subcomissão de Assuntos Consulares e Circulação de Pessoas, em Lisboa, Portugal. A pauta foi a situação dos brasileiros que vivem em território português. Durante a agenda bilateral, foram abordados temas como regularização, afastamento voluntário e xenofobia.

O encontro ocorreu no último dia 30 de setembro, em meio às comemorações dos 200 anos de relações diplomáticas entre os países, e reforça a relevância do diálogo e da cooperação. A delegação brasileira contou com o secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Jean Keiji Uema, e da embaixadora Márcia Loureiro, secretária de Comunidades Brasileiras no Exterior e Assuntos Consulares e Jurídicos do Itamaraty.

“A comunidade brasileira que vive em Portugal é a segunda maior fora do País e merece atenção prioritária. O Brasil seguirá acompanhando de perto os desdobramentos e trabalhando em parceria com Portugal para que os direitos de brasileiras e brasileiros sejam plenamente respeitados”, afirmou o secretário.

Direitos e regularização migratória

A comitiva brasileira solicitou às autoridades portuguesas números atualizados sobre os processos de regularização migratória e de afastamento voluntário, bem como informações sobre notificações de abandono já emitidas. Foi pedido ainda que os consulados brasileiros sejam avisados previamente em situações de afastamento coercitivo, de forma a garantir assistência adequada aos cidadãos.

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Outro ponto tratado foi o andamento das renovações e emissões de títulos de residência, incluindo manifestações de interesse e o título da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O governo português assegurou que os processos pendentes serão concluídos até o fim de 2025, lembrando que um decreto-lei vigente prorroga a validade de documentos até 15 de outubro.

A reunião também tratou o Estatuto de Igualdade. Portugal esclareceu que não houve interrupção na concessão e reafirmou abertura para examinar casos individuais de dificuldades. Foi acordado ainda um diálogo técnico entre o MJSP e a Agência para Integração, Migrações e Asilo (AIMA) de Portugal, com a finalidade de agilizar análises e concessões do benefício.

Mudanças na lei portuguesa

Outro tema de destaque foi o impacto das recentes mudanças na Lei da Imigração de Portugal. A recente alteração na Lei dos Estrangeiros em Portugal estabelece que a solicitação de autorização de residência pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) só poderá ser feita mediante visto obtido ainda no país de origem.

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A medida impacta milhares de brasileiros que atualmente recorrem a processos judiciais para regularizar sua situação no território português. O governo português havia cogitado permitir a entrada como turista e o posterior pedido de residência, mas voltou atrás, receoso de que a regra funcionasse como uma nova versão das manifestações de interesse, já extintas.

O Brasil reiterou que eventuais alterações não devem ampliar as assimetrias já existentes entre os dois países. A comitiva recordou que, no Brasil, os portugueses têm pleno acesso ao reagrupamento familiar, ao título CPLP e à naturalização em prazo de apenas um ano, enquanto Portugal discute ampliar de cinco para sete anos o tempo de residência necessário para a cidadania.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Terras raras: o que são e para o que servem?

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O termo “terras raras” se refere a um grupo de 17 elementos químicos que, em geral, estão distribuídos em diferentes tipos de minerais, e, assim, exigem processos específicos para sua separação e aproveitamento.

Esses elementos são considerados importantes para diversos setores da economia devido às suas propriedades físicas e químicas, que permitem aplicações em tecnologias, equipamentos eletrônicos, geração de energia e indústria. Na prática, as terras raras estão presentes em diversos produtos utilizados no dia a dia, como smartphones, computadores, televisores, equipamentos médicos, veículos elétricos e sistemas de geração de energia. Suas propriedades ajudam a tornar esses equipamentos mais eficientes, leves e duráveis.

Apesar do nome, as terras raras não são necessariamente escassas. Muitos desses elementos são relativamente abundantes na crosta terrestre, mas costumam estar dispersos em baixas concentrações, o que torna sua identificação, extração e processamento mais complexos. A viabilidade econômica de um depósito de terras raras, no entanto, depende de fatores como o teor dos elementos, a mineralogia associada, a complexidade do beneficiamento e as condições de mercado e logística.

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No Brasil, as terras raras ocorrem, em grande parte, em depósitos de argilas iônicas, formados pelo intemperismo de rochas enriquecidas nesses elementos, que dá origem a perfis de solo com camadas argilosas onde os elementos ficam adsorvidos a argilas. Esse tipo de ocorrência pode favorecer a extração dos elementos e, em determinadas condições geológicas e operacionais, resultar em menor necessidade de etapas de beneficiamento, contribuindo para a redução dos impactos ambientais em comparação com outros tipos de depósitos.

info educativo terras raras
Arte/MME

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone:
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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