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Brasil reforça compromisso com igualdade salarial e integração sociolaboral na Reunião de Ministros do Trabalho do Mercosul

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, abriu nesta terça-feira (21) a Reunião de Ministros do Trabalho do Mercosul (RMT), realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF). Este é o primeiro encontro presencial, após mais de dez anos, que reúne as principais autoridades trabalhistas dos países do bloco e de nações associadas. O evento, sob a presidência pró-tempore do Brasil, também contou com a participação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

Participam do encontro os principais representantes do trabalho dos países do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — e dos Estados Associados — Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru —, além de representantes de trabalhadores, empregadores e organismos internacionais. O objetivo das discussões é definir estratégias conjuntas para gerar empregos, fortalecer a proteção social, promover a igualdade de gênero e garantir trabalho decente para todos.

Transição justa e trabalho decente

Durante o encontro, o ministro Luiz Marinho ressaltou o papel do Mercosul como espaço estratégico para políticas laborais centradas nas pessoas. “O desafio da formalização e da proteção social requer coordenação regional. Precisamos olhar para o futuro do trabalho com foco na dignidade, na sustentabilidade e na redução das desigualdades.”

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Luiz Marinho destacou que o Brasil tem colocado o trabalho no centro da transição ecológica, com o objetivo de gerar empregos de qualidade, valorizar o trabalho e reduzir desigualdades. “A presença de cada um de vocês demonstra o compromisso conjunto com um tema que exige cooperação e coragem: a transição justa no mundo do trabalho. Esse é um desafio que nenhum país pode enfrentar sozinho.”

Proteção social e previdência

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, enfatizou a relevância da integração regional também no campo previdenciário. “O Brasil acredita que o Mercosul social é tão essencial quanto o econômico, pois as nossas nações compartilham valores e responsabilidades comuns na promoção da dignidade humana e da justiça social.”

Wolney Queiroz lembrou que mais de 41,4 milhões de benefícios são pagos mensalmente no Brasil, movimentando R$83,7 bilhões, o que consolida o sistema previdenciário como instrumento central de coesão econômica e inclusão social. “A cooperação entre os países do Mercosul é essencial para garantir direitos e proteção social aos trabalhadores migrantes. Essa é uma agenda que precisa avançar com rapidez e convergência.”

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Igualdade de gênero

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou a importância da igualdade de gênero como eixo estratégico. “A igualdade salarial não é apenas uma questão de justiça social e de direitos humanos, mas um fator essencial para o desenvolvimento econômico sustentável. Reduzir as desigualdades fortalece nossas democracias e promove sociedades mais justas.”

Márcia Lopes lembrou dos avanços legislativos recentes, como a Lei da Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023), a Lei de Paridade nas Empresas Públicas (Lei nº 15.177/2025) e a Política Nacional de Cuidados, que reconhece o cuidado como direito universal e promove a corresponsabilidade entre Estado, sociedade e famílias.

A ministra também mencionou o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, coordenado pela Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Políticas de Cuidado do Ministério das Mulheres, em parceria com a ONU Mulheres, a OIT, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério da Igualdade Racial. “Trata-se de uma iniciativa que articula os setores público e privado na promoção de ambientes de trabalho mais justos e inclusivos.”

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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