Agro
Brasil projeta aumento de US$ 33 bilhões em exportações com abertura de 500 novos mercados
O Brasil pode registrar um incremento de US$ 33 bilhões nas exportações nos próximos cinco anos com a abertura de cerca de 500 novos mercados internacionais. A projeção foi realizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) a pedido da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, o crescimento será exponencial:
“Se nós considerarmos somente as 400 aberturas, já foram US$ 3 bilhões em exportações desses mercados. Primeiro você faz uma venda, depois duas. O potencial para os próximos anos, com essas 500 aberturas, é de acrescentarmos US$ 33 bilhões na pauta exportadora.”
Meta de 500 novos mercados deve ser atingida em dezembro
O Mapa espera alcançar 500 novos mercados já no início de dezembro, contabilizando as aberturas realizadas desde 2023 até o momento. Na última sexta-feira (28), durante a celebração dos 20 anos da SCRI, Rua anunciou que o país já havia conquistado 496 novos mercados.
Entre as principais aberturas recentes destacam-se:
- Nicarágua: exportação de sementes de milheto, crotalária e nabo forrageiro.
- Guatemala: arroz beneficiado, considerado um mercado estratégico.
- Filipinas: gordura bovina congelada.
Cooperação com cooperativas brasileiras ganha reforço
O evento também marcou a assinatura de um acordo de cooperação entre o Mapa, por meio da SCRI, e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), com o objetivo de internacionalizar as cooperativas brasileiras.
Segundo Rua, o acordo formaliza ações que já vinham sendo desenvolvidas em conjunto e prevê:
- Maior participação das cooperativas em feiras e eventos internacionais;
- Promoção de produtos brasileiros em embaixadas e por meio de adidos comerciais;
- Fortalecimento do comércio exterior para as cooperativas.
“É um acordo amplo, mas que também tem entre suas atribuições a questão do comércio exterior, para fomentar ainda mais nossas cooperativas”, afirmou o secretário.
Expansão da atuação dos adidos agrícolas em estudo
Para 2026, a SCRI planeja ampliar a atuação dos adidos agrícolas, embora ainda não haja definição sobre áreas ou métodos de implementação. Rua afirmou que a proposta está em estudo em conjunto com o Itamaraty, sem aumentar o número de adidos atualmente em atuação.
“Estamos discutindo a abrangência de alguns adidos em postos específicos. A ideia é ampliar a atuação, não o número”, explicou.
Encontro Nacional do Agro e demandas internacionais
O evento também encerrou o cronograma do Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, que reuniu 54 adidos — 40 ativos e 14 substitutos — e ouviu demandas de 42 associações.
Entre os principais pedidos das associações:
- Continuidade das aberturas e ampliações de mercados;
- Maior atenção a países como China, Estados Unidos e nações africanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Na Agrishow, Governo do Brasil lança crédito para máquinas agrícolas e reforça apoio ao setor produtivo
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, neste domingo (25), ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, da abertura oficial da 31ª edição da principal feira de tecnologia agrícola do país, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
O vice-presidente ressaltou a importância da Agrishow para o desenvolvimento do setor e anunciou medidas voltadas ao financiamento e à modernização do agro. “Hoje, uma das maiores Agrishows do mundo é aqui, em Ribeirão Preto. Como cresceu”, afirmou Geraldo Alckmin.
Na oportunidade, o ministro André de Paula destacou que a feira é um espaço que simboliza o que o Brasil tem de melhor: a capacidade de produzir, inovar, gerar renda e alimentar o país e o mundo.
“Ribeirão Preto é reconhecida como a capital brasileira do agronegócio, consolidando-se como um dos principais polos agroindustriais do país. A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria, sendo referência nacional. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento. Trata-se de uma das regiões com maior concentração de produção de açúcar e etanol do mundo, estratégica para a transição energética”, evidenciou o ministro.
Na abertura, também ocorreu o lançamento da nova modalidade do MOVE Brasil, voltada para máquinas e implementos agrícolas, com a disponibilização de R$ 10 bilhões em crédito. “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos foram integralmente utilizados em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento. Nesta nova fase, denominada Move Agricultura, os financiamentos contarão com taxas de juros em patamar de um dígito e serão operacionalizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.
Além disso, o vice-presidente também destacou outras medidas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo, como a disponibilização de R$ 15 bilhões por meio do programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos impactados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital. Segundo ele, o conjunto de ações amplia o acesso ao crédito e contribui para a modernização da produção, o aumento da competitividade e o estímulo à indústria de máquinas e equipamentos no país.
APOIO AOS PRODUTORES RURAIS
O deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, reforçou a importância do alinhamento entre o setor produtivo e o governo federal. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse. Ainda, evidenciou o papel do diálogo contínuo entre o Mapa e a FPA na construção de soluções para o fortalecimento do agro brasileiro.
Sobre o tema, o ministro André de Paula salientou o compromisso de ampliar ainda mais a pujança do setor, por meio da redução de taxas, da aprovação dos projetos de lei do Seguro Rural e da renegociação de dívidas rurais no país, que tramitam no Congresso Nacional.
“Primeiro, buscamos um novo recorde no nosso Plano Safra, mas com a consciência de que, mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos, é conseguir trabalhar com uma taxa compatível, que viabilize o acesso dos nossos produtores a esses recursos. Quero, com o apoio de todos, aprovar o projeto de lei do seguro rural, porque esse é um instrumento essencial para dar segurança ao produtor. Também estamos envolvidos nos esforços para aprovar uma nova proposta de renegociação de títulos rurais no país, garantindo fôlego e previsibilidade para o setor”, afirmou o ministro.
É compromisso do Governo Federal buscar soluções definitivas para os produtores rurais, conforme complementou Geraldo Alckmin. “Para quem está inadimplente e também para quem está adimplente, em ambos os casos haverá empenho na renegociação das dívidas. De outro lado, destaco a questão do seguro rural. É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há, sim, necessidade de integração e apoio, dentro do rigor fiscal que o governo precisa ter, para melhorarmos o seguro rural”, acrescentou.
O ministro André de Paula reforçou a importância da parceria institucional e da abertura ao diálogo com o setor produtivo. “Sei que o sucesso que possamos alcançar depende muito da parceria e da capacidade de estabelecer diálogo com as associações, entidades e parlamentares”, disse.
Ele também destacou a relevância estratégica do agro para o país. “Sobre a minha responsabilidade recaiu liderar um setor que é orgulho do Brasil, responsável por 25% do nosso PIB e por 49% da pauta de exportações do país”, concluiu.
AGRISHOW
Uma das principais feiras do agronegócio da América Latina, a Agrishow ocorre anualmente em Ribeirão Preto (SP) e reúne produtores rurais, empresas de máquinas e equipamentos, fornecedores de insumos, startups e instituições do setor para apresentar novidades, fechar negócios e discutir tendências do agro. É vista como uma grande vitrine de inovação para o campo, onde são lançados tratores, colheitadeiras, sistemas de irrigação, soluções de agricultura de precisão, armazenagem, conectividade e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência.
O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, destacou que a feira representa mais do que inovação tecnológica, sendo também um símbolo da força e da resiliência do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, disse.
Além disso, reforçou que a edição de 2026 da feira demonstra a confiança do produtor no futuro e a capacidade do setor de aliar tecnologia, sustentabilidade e produtividade.
Em 2025, a feira recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.
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