Agro
Brasil pode iniciar exportação de sorgo para a China ainda em 2025, afirma Ministério da Agricultura
O Ministério da Agricultura do Brasil sinalizou à Reuters que as primeiras cargas de sorgo brasileiro com destino à China podem ser embarcadas ainda este ano. A iniciativa representa uma alternativa para o país asiático, que anteriormente dependia principalmente dos Estados Unidos como fornecedor do cereal.
Impacto da mudança nas relações comerciais com os EUA
O movimento ocorre em meio à deterioração das relações comerciais entre China e Estados Unidos, com tarifas elevadas impactando fortemente as exportações americanas. Dados do U.S. Census Bureau indicam que, até julho de 2025, os embarques de sorgo dos EUA para a China somaram apenas 82.323 toneladas métricas, uma queda de 97% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Craig Meeker, fazendeiro do Kansas e ex-presidente do grupo de produtores de sorgo dos EUA, comentou:
“Vimos o Brasil se tornar um competidor formidável em outras commodities, e esse desenvolvimento no sorgo é profundamente preocupante. Os produtores americanos passaram 15 anos construindo um relacionamento confiável com a China, e não subestimamos o impacto potencialmente devastador para nosso mercado.”
Certificação chinesa aprova sorgo brasileiro
Segundo Eduardo Porto Magalhães, coordenador de inspeção e certificação fitossanitária internacional do ministério brasileiro, a Administração Geral de Alfândega da China (GACC) já considerou o sorgo brasileiro “apto” para embarque. A aprovação ocorre após a visita de uma delegação chinesa ao Brasil em agosto, destinada a conhecer produtores locais.
Cadastro de empresas brasileiras e próximos passos
Magalhães explicou que as próximas etapas incluem o cadastro das empresas brasileiras interessadas em exportar para a China. Uma primeira rodada de cadastros já foi concluída e será submetida às autoridades chinesas. Ele acrescentou que as primeiras exportações podem ocorrer nos próximos 60 dias.
Produção brasileira em expansão e expectativas do setor
A produção de sorgo no Brasil cresceu rapidamente, alcançando 4,4 milhões de toneladas métricas na safra 2023/24, segundo a Conab. Apesar disso, as exportações brasileiras representam menos de 1% do mercado internacional.
Pedro Ottoni, diretor da Aliança Internacional do Milho e produtor de sorgo que recebeu a delegação chinesa, afirmou à Reuters:
“Acredito que a demanda por exportação de sorgo vai fomentar o crescimento do plantio no Brasil. O país terá destaque na produção mundial de sorgo.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Genética bovina pode aumentar produção de leite em até 9,2% e reduzir emissões de metano, aponta estudo
No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, pesquisas reforçam o papel estratégico da genética no desenvolvimento de uma pecuária leiteira mais eficiente, rentável e sustentável. Estudos recentes indicam que a seleção genética pode elevar a produção de leite em até 9,2%, além de reduzir em 12,7% a intensidade das emissões de metano, contribuindo para a mitigação dos impactos ambientais da atividade.
O avanço da genética ocorre em um momento importante para o setor. Em 2025, o Brasil registrou a maior captação de leite de sua história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária. O cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias capazes de aumentar a produtividade sem ampliar proporcionalmente o uso de recursos naturais.
Rebanhos mais eficientes impulsionam produtividade
Estudos conduzidos pela Zoetis demonstram que animais geneticamente superiores apresentam maior capacidade produtiva mesmo em condições de estresse térmico, além de melhor eficiência alimentar e menor intensidade de emissão de gases de efeito estufa ao longo da vida produtiva.
Os resultados apontaram benefícios expressivos para os sistemas de produção leiteira:
- Aumento médio de 9,2% na produção de leite;
- Redução de 18,1% na taxa de reposição dos rebanhos;
- Diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano;
- Redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio associada à produção.
Segundo Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, a genética tem ampliado a capacidade dos produtores de tomar decisões mais precisas dentro das propriedades.
“A utilização de informações genéticas permite identificar animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar e maior capacidade de adaptação aos desafios climáticos. Isso acelera o melhoramento genético e contribui para a formação de rebanhos mais eficientes e sustentáveis”, destaca.
Sustentabilidade passa a integrar a seleção genética
Os indicadores ambientais utilizados nas pesquisas foram desenvolvidos a partir do modelo científico RuFaS (Ruminant Farm System), reconhecido internacionalmente para avaliação da sustentabilidade na pecuária.
A metodologia foi incorporada à atualização do Clarifide Dairy Plus, solução genética da Zoetis que utiliza o índice econômico DWP$ (Dairy Wellness Profit Index). A ferramenta considera características ligadas à produção e qualidade do leite, fertilidade, nutrição de precisão, bem-estar animal e uso racional de antibióticos para avaliar o potencial de rentabilidade dos animais.
Com a atualização mais recente, passaram a ser incorporadas também avaliações relacionadas à eficiência alimentar e à resiliência ao calor, ampliando a capacidade de seleção de animais mais adaptados às condições futuras de produção.
Resiliência ao calor ganha importância na pecuária leiteira
O aumento das temperaturas e a maior frequência de eventos climáticos extremos têm colocado a adaptação dos rebanhos entre as prioridades da cadeia produtiva do leite.
Nesse contexto, a genética surge como uma ferramenta importante para identificar animais capazes de manter produtividade, fertilidade e saúde mesmo sob condições de estresse térmico.
Os estudos desenvolvidos pela companhia permitem diferenciar indivíduos mais adaptados dentro do mesmo rebanho, utilizando indicadores relacionados à temperatura, umidade e impacto climático sobre a produção.
Eficiência alimentar reduz custos e impactos ambientais
Outro fator cada vez mais valorizado na pecuária leiteira é a eficiência alimentar. Animais geneticamente mais eficientes conseguem converter melhor os nutrientes consumidos em produção de leite, reduzindo desperdícios e melhorando o aproveitamento dos recursos nutricionais.
Além da redução dos custos de produção, essa característica contribui para diminuir a pegada ambiental da atividade, reduzindo a emissão de gases por litro de leite produzido.
Tecnologia genética apoia decisões mais precisas no campo
Para transformar dados em decisões práticas, ferramentas genômicas vêm sendo utilizadas para identificar animais mais produtivos, saudáveis e adaptados às condições de cada sistema produtivo.
Entre as soluções disponíveis está o Clarifide Dairy Plus, plataforma que realiza avaliações genômicas de bovinos das raças Holandesa e Jersey, permitindo identificar fatores de risco genético associados a doenças de importância econômica, além de características relacionadas à produtividade, bem-estar animal, eficiência alimentar e adaptação climática.
Com a integração entre genética, ciência e tecnologia, a tendência é que a pecuária leiteira brasileira avance na construção de sistemas mais competitivos, sustentáveis e preparados para atender às exigências dos mercados e dos consumidores nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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