Economia
Brasil fortalece presença na América Central com acordos de investimentos e comércio assinados no Panamá
Brasil e Panamá avançaram nesta quarta (28/1) na agenda econômica bilateral. Na Cidade do Panamá, os países assinaram o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) e os Termos de Referência (TDR) para o lançamento de negociações de um novo acordo comercial.
A assinatura ocorre no contexto da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no país, que se estenderá até a próxima quinta-feira (29), com o objetivo de promover um amplo debate sobre os desafios da região junto a lideranças políticas e econômicas. Esta é a primeira visita do presidente ao Panamá no atual mandato. Os documentos foram assinados pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
As iniciativas ampliam a previsibilidade para investidores, fortalecem o ambiente de negócios e reforçam a presença do Brasil na América Central, em linha com a estratégia brasileira de promoção do comércio, dos investimentos produtivos e da integração regional.
Para o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, os avanços representam um marco na relação bilateral. “Brasil e Panamá lançam as bases para um salto de qualidade na relação econômica, com mais segurança para investir, regras claras e novas oportunidades para o comércio bilateral”, afirmou.
Modelo ACFI
O ACFI reflete o modelo brasileiro de acordos de investimentos, adotado desde 2015 e revisado em 2023, que prioriza a facilitação de investimentos, a prevenção de controvérsias e a cooperação institucional entre os Estados.
O instrumento estabelece mecanismos de diálogo entre governos, canais permanentes de cooperação e apoio às empresas interessadas em investir no exterior, além de ampliar a transparência sobre marcos regulatórios e oportunidades de negócios. Após sua entrada em vigor, condicionada ao cumprimento das formalidades internas por ambas as partes, o acordo contribuirá para um ambiente de investimentos mais previsível e seguro.
Negociações comerciais
Além do ACFI, os países lançaram formalmente as negociações com vistas a um Acordo de Alcance Parcial sobre o comércio de bens, com o objetivo de definir regras, prazos e disciplinas de acesso a mercados, ampliando oportunidades para exportadores e importadores.
“Os avanços com o Panamá se inserem em um esforço mais amplo do governo brasileiro de abrir novos mercados e estabelecer regras previsíveis para o comércio exterior, fortalecendo a integração regional e ampliando oportunidades para as empresas brasileiras”, avalia a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
Base Mercosul
As negociações ocorrem no âmbito do Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 76, firmado entre o Mercosul e o Panamá no contexto da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). O acordo entra em vigor nesta quarta-feira (28/1) e estabelece o marco para a criação gradual de uma Área de Livre Comércio entre as Partes.
O ACE nº 76 funciona como um acordo-quadro ao definir princípios, objetivos e áreas de cooperação, criando uma estrutura institucional para o diálogo e o avanço das negociações, sem prever compromissos tarifários imediatos.
Parceria estratégica
A aproximação econômico-comercial entre Brasil e Panamá amplia o acesso a novos mercados e fortalece o intercâmbio comercial recíproco. O Panamá é considerado um mercado estratégico na América Central, em razão do dinamismo de sua economia e de sua posição logística privilegiada.
Atualmente, o país responde por 35% das exportações brasileiras destinadas à América Central. Em 2025, a corrente de comércio bilateral alcançou US$ 1,6 bilhão. Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão bens da indústria de transformação, como petróleo, medicamentos, máquinas, veículos, móveis e produtos de perfumaria.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
AVISO DE PAUTA: Governo lança o Brasil Mais Simples
O Governo do Brasil lança hoje, a partir das 14h30, o Brasil Mais Simples, iniciativa que reúne dez medidas apresentadas por cinco órgãos e entidades federais para acelerar a simplificação e a desburocratização da administração pública, reduzir custos para cidadãos e empresas e tornar o Estado mais eficiente, moderno e orientado às necessidades da sociedade. O anúncio será conduzido pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ricardo Zerbone, e pelo secretário de Competitividade e Política Regulatória, Pedro Ivo.
O lançamento marca uma nova etapa da agenda de simplificação do Governo do Brasil, integrando ações voltadas à melhoria regulatória, à modernização de processos administrativos, à transformação digital de serviços e ao fortalecimento da competitividade da economia brasileira. As medidas demonstram que simplificar vai além da digitalização: significa revisar processos, integrar sistemas, eliminar exigências desnecessárias e facilitar a relação entre Estado, cidadãos e setor produtivo.
Portal Único de Comércio Exterior
A nova agenda também evidencia resultados concretos já alcançados pelo Governo do Brasil em simplificação administrativa. Um dos principais exemplos é o Portal Único de Comércio Exterior, coordenado pela SECEX/MDIC e pelo Ministério da Fazenda, em parceria com cerca de 20 órgãos públicos e o setor privado. A iniciativa simplifica processos, integra sistemas e reduz tempo e custos para exportadores e importadores. Segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Portal poderá gerar impacto de até US$ 130 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) até 2040. Os resultados atuais já são expressivos: o tempo médio para exportação caiu de 13 para 4,5 dias e o de importação, de 17 para 6,8 dias. Como cada dia a menos de despacho representa economia de aproximadamente 0,8% do valor da carga, a expectativa é de redução de cerca de R$ 40 bilhões por ano em custos para os operadores de comércio exterior. No primeiro trimestre de 2026, houve ainda redução de 80% no número de operações de importação sujeitas a licenciamento, impulsionada pela adoção da Licença Flex, que permite uma única licença para múltiplas operações. A migração para a Declaração Única de Importação (DUIMP) passou de 5%, em dezembro de 2025, para 81%, na primeira quinzena de junho de 2026, com a meta de alcançar 100% das operações até dezembro de 2026, quando ocorrerá o desligamento definitivo do modelo atual.
Portal IQ
Durante a cerimônia, será lançado também o Portal Único de Infraestrutura da Qualidade, ambiente digital que integra, em um mesmo local, informações, orientações e serviços relacionados ao ecossistema da infraestrutura da qualidade. A iniciativa reduz a fragmentação das informações, facilita o acesso aos requisitos regulatórios e de avaliação da conformidade, diminui o custo de conformidade, amplia a transparência e aumenta a previsibilidade para empresas e cidadãos, beneficiando especialmente as micro e pequenas empresas.
Destrava Brasil
Adicionalmente, será apresentado o balanço do Destrava Brasil, iniciativa coordenada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que promove a modernização de agências reguladoras e órgãos públicos responsáveis por autorizações, licenciamentos e análises técnicas. O programa combina revisão normativa, redesenho de processos, fortalecimento da governança e uso de inteligência artificial para reduzir gargalos regulatórios, aumentar a eficiência administrativa e acelerar a tomada de decisões, preservando a segurança jurídica e a qualidade regulatória.
Taxas de Acreditação
O Inmetro anunciará a redução de 15% das taxas de acreditação cobradas pelas avaliações técnicas realizadas em laboratórios e organismos de certificação e inspeção, diminuindo custos para o setor produtivo e fortalecendo a infraestrutura da qualidade. Também lançará a iniciativa Correios no programa Inmetro na Palma da Mão, resultado da parceria entre o Inmetro e os Correios, que utilizará selos digitais com QR Code e tecnologia antifalsificação para rastreamento e validação de produtos regulamentados. Em sua segunda etapa, a iniciativa será expandida para 8 novos produtos, com previsão de emissão de cerca de 1,2 bilhão de selos digitais.
Combate à falsificação
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), entidade vinculada ao MDIC, lançará o Diretório Nacional de Combate à Falsificação de Marcas de Medicamentos, uma plataforma que reúne informações estratégicas sobre mais de 2.700 marcas de medicamentos, de 11 países, fortalecendo a cooperação entre empresas e órgãos de fiscalização para prevenir e combater a falsificação de medicamentos.
Mais Trabalhador
O Ministério do Trabalho e Emprego apresentará os resultados do Programa Mais Simples Trabalhador com 4 iniciativas. O Crédito do Trabalhador já beneficiou cerca de 10 milhões de trabalhadores, alcançando uma carteira ativa superior a R$ 138 bilhões. A assistente virtual CeLesTe registrou 514 mil acessos desde o início de seu funcionamento. A plataforma Facilita Brasil reúne, em um único ambiente digital, os principais serviços do Ministério do Trabalho e Emprego, simplificando o acesso de trabalhadores, empregadores e sindicatos às políticas públicas da área. Já o Qualifica PRO disponibiliza mais de 29 mil oportunidades de capacitação, oferecidas por 49 instituições, totalizando cerca de 750 mil vagas presenciais e 10 milhões de vagas em cursos a distância, tendo registrado 1,79 milhão de acessos apenas nos últimos três meses.
Serviço
Evento: Lançamento do Brasil Mais Simples
Data: 3 de julho de 2026
Horário: 14h30
Local: Sala 814 – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – Bloco J
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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