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Brasil e EUA unem forças em pesquisa sobre materiais de EPIs agrícolas para atualização de norma ISO

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Pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos estão conduzindo uma série de ensaios voltados à avaliação de materiais utilizados em equipamentos de proteção individual (EPIs) agrícolas. O trabalho é liderado pelo programa IAC-Quepia, do Instituto Agronômico (IAC), em colaboração com a cientista norte-americana Anugrah Shaw, da Universidade de Maryland Eastern Shore (EUA).

Os testes ocorrem nos laboratórios do Centro de Engenharia e Automação (CEA), do IAC, em Jundiaí (SP), e têm como objetivo subsidiar atualizações da norma ISO 27065, que define os padrões de desempenho, classificação e rotulagem de vestimentas protetivas agrícolas utilizadas na aplicação de agroquímicos.

Pesquisas avaliam resistência e durabilidade dos materiais usados em EPIs

De acordo com o coordenador do programa, pesquisador Hamilton Ramos, os estudos se concentram na análise de cerca de 40 tipos de materiais impermeáveis usados na confecção de roupas protetivas. Os testes buscam medir características como resistência a rasgos, tração e permeação química, garantindo que os produtos atendam a níveis elevados de segurança e qualidade.

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Segundo Ramos, o propósito central é fortalecer a base científica para possíveis revisões da norma internacional, assegurando maior proteção ao trabalhador rural. As amostras utilizadas foram fornecidas por fabricantes de EPIs agrícolas de diversos países, incluindo o Brasil.

Estudos devem confirmar dados e ampliar conhecimento sobre EPIs agrícolas

O trabalho conjunto entre Shaw e Ramos também pretende validar resultados de pesquisas anteriores sobre resistência e durabilidade de vestimentas protetivas fabricadas dentro e fora do país. “A expectativa é confirmar dados já obtidos e ampliar a compreensão sobre o desempenho dos materiais utilizados”, destacou Ramos.

IAC-Quepia é referência internacional em segurança no agronegócio

Criado há quase 20 anos, o Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (Quepia) se consolidou como referência global em estudos sobre segurança no campo e melhoria da qualidade dos EPIs. Financiado com recursos do setor do agronegócio, o programa foi responsável por reduzir de 80% para menos de 20% o índice de reprovação de EPIs agrícolas produzidos no Brasil desde 2010.

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Atualmente, o laboratório IAC-Quepia, localizado no CEA em Jundiaí, é o único da América Latina habilitado a realizar ensaios de conformidade e pesquisas internacionais na área de proteção individual agrícola.

Ramos também integra o Consórcio Internacional de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura, que reúne representantes de oito países, entre eles Estados Unidos e Alemanha, reforçando a liderança do Brasil em pesquisas voltadas à segurança no uso de agroquímicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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