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Iniciativa global lançada na COP15 vai combater captura ilegal e predatória de espécies migratórias

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A Iniciativa Global sobre a Captura de Espécies Migratórias (GTI, na sigla em inglês) foi lançada em evento especial da 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês) na quarta-feira (25/3), em Campo Grande (MS).

A GTI surge como uma resposta estratégica aos dados alarmantes do relatório Estado das Espécies Migratórias do Mundo (2024), que aponta a captura ilegal e predatória de animais silvestres como uma das ameaças mais urgentes e crescentes à biodiversidade global.

Diferente das iniciativas voltadas apenas ao comércio internacional de alto valor, a GTI preenche uma lacuna crítica ao focar na captura motivada por fatores locais. Isso inclui o consumo de subsistência, mercados internos, práticas culturais e falhas de governança, que impactam severamente animais silvestres que cruzam fronteiras.

Os dados validados pelo relatório revelam que a captura ilegal e predatória ameaça a sobrevivência de 70% das quase 1.200 espécies listadas na CMS. O diagnóstico é ainda mais severo para as espécies do Anexo I da Convenção, que já se encontram ameaçadas de extinção, em que a exploração excessiva excede previsões pessimistas de cientistas.

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Durante o lançamento da GTI, a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, ressaltou que, embora a atenção global se concentre no tráfico internacional, as evidências científicas mostram que, para a maioria das espécies migratórias, a captura motivada por fatores domésticos representa uma ameaça ainda maior.

“Esse foi um dado surpreendente e foi justamente o que motivou o desenvolvimento desta iniciativa: a necessidade de responder melhor a esse problema dentro da CMS”, disse.

A iniciativa marca um ponto de virada ao enfrentar as causas profundas da captura, salvaguardando não apenas as espécies migratórias, mas também os meios de subsistência e as culturas que delas dependem.

Segundo a secretária-executiva da CMS, a GTI funcionará como uma coalizão global entre governos, cientistas, organizações internacionais e comunidades indígenas para transformar sistemas e comportamentos que sustentam a extração predatória.

A nova iniciativa atuará no aprimoramento de dados e monitoramento, fortalecimento de marcos legais nacionais e conscientização e ampliação do engajamento comunitário.

O objetivo é equipar os países com ferramentas para identificar onde a captura é mais intensa ao longo dos corredores migratórios e harmonizar as leis entre as nações, garantindo que a proteção em um território não seja anulada pela captura permitida no país vizinho.

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Fraenkel explica que a pressão da captura de espécies é motivada também por usos domésticos, como alimentação e subsistência, prática esportiva, crenças culturais, conflitos entre humanos e animais e comercialização em mercados locais.

Ao focar no uso doméstico, a GTI complementa outros tratados, como a CITES, que foca primordialmente no comércio transfronteiriço. Com o apoio financeiro de países como Reino Unido, França e Uzbequistão, e a parceria de organizações como BirdLife e WWF, o lançamento na COP15 em Campo Grande consolida a presidência brasileira como palco de soluções práticas para garantir que as rotas migratórias permaneçam seguras para as futuras gerações.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil destaca transição justa, igualdade salarial e regulação digital em conferência da OIT

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, concluiu sua agenda oficial na 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, com participação em reuniões estratégicas sobre transição justa, igualdade salarial e regulação do trabalho em plataformas digitais.

O último dia de atividades, que ocorreu nesta quinta-feira (11), teve início com a participação do ministro na Reunião do Conselho Consultivo Internacional Ministerial sobre Transição Justa. No encontro, Luiz Marinho destacou o papel do Brasil na articulação de políticas que integram desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental. O ministro ressaltou que o país tem contribuído para o avanço dessa agenda ao alinhar metas climáticas à geração de empregos e à promoção do trabalho decente.

Na sequência, o ministro participou de reunião da Coalizão Internacional pela Igualdade Salarial (EPIC), que reúne governos e organizações comprometidos com a promoção da igualdade de remuneração entre homens e mulheres. Durante o encontro, foi debatida a construção de uma plataforma de intercâmbio de experiências entre países, com foco no fortalecimento do compromisso político global com a igualdade salarial.

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Luiz Marinho destacou a experiência brasileira e a relevância do tema na agenda nacional. “No Brasil, a igualdade salarial é uma prioridade. Sob a liderança do presidente Lula, o país transformou esse compromisso em ação concreta com a sanção e a implementação da Lei da Igualdade Salarial”, ressaltou.

A agenda incluiu também a participação do Brasil na reunião da Coalizão Global para a Justiça Social, espaço voltado à articulação internacional de políticas públicas para a redução das desigualdades e a promoção do trabalho digno.

Cooperação internacional e trabalho em plataformas digitais

Ao final do dia, o ministro participou da reunião de encerramento da comissão normativa sobre economia de plataformas, que aprovou uma convenção internacional para regulamentar o trabalho no setor.

O instrumento reconhece as transformações promovidas pelas plataformas digitais e, ao mesmo tempo, busca enfrentar desafios relacionados à proteção social e às condições de trabalho.

A convenção estabelece princípios e direitos fundamentais, incluindo proteção à saúde e à segurança, remuneração mínima, acesso à seguridade social e maior transparência nos sistemas algorítmicos.

“Ao assegurar aos trabalhadores de plataformas digitais os princípios e direitos fundamentais no trabalho, bem como proteções específicas, a Convenção busca promover melhorias concretas nas condições de vida de milhões de trabalhadores em todo o mundo”, enfatizou Marinho.

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Para o ministro, a aprovação do instrumento representa um marco importante na agenda internacional do trabalho. “Uma conquista significativa e o passo inicial para a construção de políticas de defesa dos trabalhadores de plataformas digitais.”

Encerramento da participação brasileira

A atuação do Brasil na 114ª Conferência Internacional do Trabalho reforça o protagonismo do país nos debates globais sobre trabalho, emprego e desenvolvimento sustentável, com destaque para temas como transformação tecnológica, inclusão social e justiça no mundo do trabalho.

Ao longo da programação em Genebra, o ministro Luiz Marinho participou de reuniões multilaterais, encontros bilaterais e sessões plenárias, contribuindo para a construção de consensos e para o fortalecimento da cooperação internacional em torno do trabalho decente.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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