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Curitiba

Baladas e blitze de Curitiba terão testes com drogômetro que detecta oito tipos de drogas

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Tribuna Paraná

Curitiba será uma das cinco cidades brasileiras a testarem o drogômetro. O equipamento detecta a presença de oito tipos de drogas ilícitas a partir da coleta de saliva. Entre as substâncias que o equipamento aponta estão maconha, crack, cocaína e ectasy.

Após a coleta da saliva, em um sistema parecido com o do bafômetro, que mede o nível de álcool no sangue, a amostra é inserida na máquina, onde há um cartucho com papel reagente. Em cinco minutos, o drogômetro dá o resultado negativo ou positivo para o consumo de drogas.

Além da capital paranaense, o equipamento está sendo testado em Porto Alegre e será testado em outras três cidades que serão definidas pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça. A previsão é de que os equipamentos cheguem a Curitiba ainda em agosto. A expectativa do Ministério da Justiça é de que o equipamento seja implantado em todo o país no prazo de um ano.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, a expectativa é de que em Curitiba o equipamento não seja usado apenas em abordagens de trânsito.  “Vão ser abordagens nas ruas, nas saídas de baladas, na operação Balada Segurada e também em blitze de trânsito”, esclarece Rangel.

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Legislação

Rangel enfatiza que o equipamento será usado neste primeiro momento em forma de teste justamente porque ainda não há legislação específica sobre o drogômetro. “Um dos motivos desse projeto piloto é justamente fazer um critério de avaliação para colocar isso na legislação, junto a outros órgãos, como a Anvisa”, explica o secretário.

Como o projeto está em período de teste, caso uma pessoa seja flagrada pelo aparelho ela não será detida. Da mesma forma, o cidadão pode se recusar a fazer o exame caso seja solicitada neste período.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, dirigir sob efeito de drogas lícitas ou ilícitas é infração gravíssima, com multa de R$ 2,9 mil e suspensão do direito de dirigir por um ano

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Curitiba

Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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