Brasil
Ana Carolina de Barros Guerrelhas vence na categoria Aquicultura Marinha ou Estuarina
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) apresenta a trajetória de Ana Carolina de Barros Guerrelhas, vencedora da categoria Aquicultura Marinha ou Estuarina na 3ª edição do Prêmio Mulheres das Águas. Considerada uma das principais referências da carcinicultura brasileira, Ana Carolina construiu uma carreira marcada por pioneirismo, coragem e contribuições estruturantes para a aquicultura marinha no país.
Bióloga marinha formada pela Universidade de São Paulo (USP) em 1977, com especialização em Oceanografia Biológica pelo Instituto Oceanográfico da instituição, Ana é apaixonada pelo mar desde a infância, em Santos (SP). Sua história é também símbolo da presença feminina em um setor que, por décadas, ofereceu pouco espaço para mulheres em áreas técnicas.
Logo no início da carreira, rompeu barreiras ao ingressar na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (SUDEPE), em Brasília, sendo a única mulher entre engenheiros e técnicos. Em pouco tempo, passou a representar o Brasil em missões internacionais, dialogar com consultores da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e analisar projetos que, anos depois, transformariam o rumo da aquicultura nacional.
Ainda na década de 1980, começou a atuar diretamente com o cultivo de camarões. Participou de estudos e análises técnicas que levaram à aprovação da primeira importação de reprodutores da espécie Litopenaeus vannamei para o Brasil — um marco decisivo para a maricultura nacional. Sua atuação nas primeiras operações de cultivo marinho consolidou seu nome como referência na área.
Em 1989, fundou sua empresa no Rio Grande do Norte, que se tornaria um divisor de águas para a aquicultura brasileira. Em uma época sem internet, com acesso limitado à literatura técnica e sem referências nacionais, Ana orientou a construção de um laboratório pioneiro, responsável por introduzir no país a produção estruturada de pós-larvas de camarão marinho.
O empreendimento surgiu quando ainda predominava a captura de larvas em manguezais e não existiam estruturas capazes de atender à crescente demanda do setor. Pioneira, Ana implementou métodos inovadores de reprodução, larvicultura, melhoramento genético e biossegurança, contribuindo para o avanço tecnológico da carcinicultura brasileira.
Ao longo de mais de 40 anos de atuação, formou profissionais, estruturou equipes, impulsionou o desenvolvimento regional e transformou sua empresa em referência nacional e internacional. Atualmente, aos 72 anos, segue ativa na gestão do negócio, coordenando mais de 70 colaboradores e atendendo mais de 300 clientes. Sua trajetória combina pesquisa, ensino, extensão e empreendedorismo, deixando um legado para a aquicultura marinha e para a inclusão de mulheres no setor.

- Ana Carolina junto com funcionários da sua empresa.
Impacto social
O trabalho de Ana Carolina também teve profundo impacto social. A região onde sua empresa se estabeleceu oferecia poucas oportunidades de emprego e renda. Ribeirinhos produziam de forma extensiva, com baixa remuneração e pouco acesso a recursos.
Com a consolidação do negócio, pequenos produtores passaram a receber as chamadas “larvas da Dona Ana”, como ficaram conhecidas. Com elas, veio também a oportunidade de transformação: famílias construíram casas, compraram veículos, investiram na educação dos filhos e encontraram no cultivo de camarão uma fonte estável de dignidade e prosperidade.
Sua liderança abriu portas para mulheres na carcinicultura, especialmente em posições de decisão e comando. Hoje, parte expressiva da equipe da empresa é composta por mulheres, muitas delas em funções estratégicas.
Mesmo após tantos anos, Ana Carolina segue trabalhando diariamente, formando pessoas, orientando decisões e projetando o futuro da aquicultura nacional. Premiá-la é reconhecer uma vida dedicada ao mar, ao desenvolvimento do país e à transformação de comunidades. É celebrar uma mulher que fez história — e cuja história merece ser honrada.
Sobre o Prêmio Mulheres das Águas – Criado em 2023, o Prêmio Mulheres das Águas reconhece mulheres que se destacam na pesca e na aquicultura, promovendo práticas sustentáveis e fortalecendo o empoderamento feminino nas comunidades que vivem das águas. A cerimônia desta edição será realizada no dia 18 de março, no Teatro Nacional, em Brasília.
Brasil
É falso que o Ministério do Turismo vai monitorar dados pessoais de turistas; confira tudo sobre a Ficha Digital de Hóspedes
Meios de hospedagem de todo o Brasil, como hotéis, pousadas, hostels e resorts, vêm implementando a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNHR). O que antes era feito no papel, tomando tempo de turistas e gerando custos ao setor, agora é feito em formato 100% digital, que agiliza a identificação de clientes cumprindo rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Inspirada nos check-ins de aeroportos, a plataforma passou a ser exigida desde segunda-feira (20). A ficha digital é preenchida pelo hóspede, que pode digitar as informações ou optar pelo preenchimento automático pelo Gov.br.
A FNRH Digital foi desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e pode ser preenchida antes da chegada no hotel, por link enviado pela hospedagem, ou direto no balcão da recepção, por meio de um QRCode. Pessoas sem celular podem fazer pelo serviço próprio da hospedagem.
A nova Ficha Digital de Hóspedes foi aprovada pelo Congresso Nacional (deputados[a] e senadores[a]) e sancionada em 2024 pela Presidência da República, e foi apoiada pelo setor. O processo de adesão da hotelaria à ferramenta – iniciado ainda em novembro do ano passado, com a permanente orientação do Ministério ao setor – marca o fim da era do papel e da burocracia desnecessária no balcão dos empreendimentos de norte a sul do país.
Aos viajantes, o benefício é imediato: rapidez. Com o sistema, o check-in agora pode ser concluído em segundos. Já para os meios de hospedagem, a plataforma representa redução de custos, eliminando a necessidade de se manter arquivos físicos por longos períodos.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça a segurança do novo sistema e incentiva a adequação da hotelaria.
“Todo o sistema foi construído sob o rigor da LGPD, com dados criptografados e total respeito à privacidade. O que estamos fazendo é usar a tecnologia para facilitar a vida do hóspede e profissionalizar o setor, garantindo que ele esteja preparado para oferecer as melhores experiências possíveis aos seus clientes. Especialmente no momento em que o turismo brasileiro vem alcançando recordes históricos de desempenho”, destaca o ministro.
A VERDADE SOBRE A FICHA – Para que hóspedes e hoteleiros possam aproveitar as vantagens da nova ficha digital de registro, o Ministério do Turismo esclarece alguns dos principais pontos da ferramenta e desmente falsas informações sobre a plataforma. Confira!
– A coleta de dados de hóspedes começou com a nova FNRH Digital?
Não. A Lei Geral do Turismo de 2008 definiu o envio de dados ao Ministério do Turismo, e a portaria nº 41 do Ministério do Turismo, de 14 de novembro de 2025, apenas estabeleceu a digitalização do processo, tornando-o mais rápido e seguro.
– O sistema permite a apropriação indevida de dados?
Não. O Gov.br funciona somente como um validador de identidade. O sistema apenas confirma o CPF do hóspede para evitar fraudes e erros de preenchimento, garantindo que o cliente é quem diz ser.
– As informações recolhidas pelo sistema ficam expostas?
Não. Os registros são criptografados e armazenados no banco de dados do Serpro. O Ministério do Turismo acessa apenas dados macro (quantitativos); dados individuais só são acessados por ordem judicial ou policial, como já ocorre hoje.
– A ferramenta colhe informações sobre gastos dos hóspedes?
Não. A FNRH Digital não coleta dados a respeito de despesas dos hóspedes. Ela serve exclusivamente para estatísticas oficiais de fluxo turístico e apoio à segurança pública.
– O check-in vai ficar mais difícil com a nova ficha digital?
Não. Quem utiliza a conta Gov.br finaliza o registro em segundos. O processo é antecipado via sistema Gov.br e concluído por meio da leitura de QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo próprio estabelecimento.
– É obrigatório fazer o check-in antes de chegar ao meio de hospedagem?
Não. O check-in pode ser feito previamente ou, caso o hóspede prefira, é possível optar pelo preenchimento digital já no hotel, com auxílio do atendente diretamente no balcão do estabelecimento.
– O novo sistema é pago pelo meio de hospedagem?
Não. O sistema oficial é gratuito, o Ministério do Turismo não cobra pelo acesso. Eventuais custos dependem apenas do contrato do hotel com seus fornecedores de softwares de gestão (PMS).
– Hoteleiros ainda podem aderir ao sistema da FNRH Digital?
Sim, empreendimentos não adequados ainda podem fazê-lo. O Ministério do Turismo reforça que está à disposição da hotelaria de todo o país para orientar o processo de transição.
– Como o Ministério do Turismo vem acompanhando a transição?
O foco inicial é sensibilizar o setor quanto à necessidade de adaptação, conscientizando quanto aos benefícios da utilização do sistema para seus hóspedes e a gestão dos próprios negócios.
ORIENTAÇÕES – O Ministério reitera que o processo de transição para a nova FNRH Digital exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.
A Pasta disponibiliza uma página eletrônica com todo o passo a passo da ferramenta para hóspedes e hoteleiros. (Acesse AQUI)
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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