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Alunas de Campo Largo levam projeto a evento nacional de empreendedorismo jovem

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No Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o clima é de expectativa entre alunos e professores. Neste mês de outubro, as alunas Daiane de Andrade Russo (16), Isabela Dobgenski (15), Poliana Maria Machado Sidoski (16) e Ana Lívia Barcellos Barbosa (16), todas matriculadas na 2ª série do Ensino Médio integrado com Técnico em Administração, embarcam rumo a Teresina, no Piauí, onde representarão a escola na Findinexa Brasil, experiência imersiva voltada ao empreendedorismo jovem. 

O evento, que acontece de 14 a 19 de outubro, tem como foco estimular em participantes de 15 a 24 anos o protagonismo, a criatividade, a inovação e competências socioemocionais, por meio de atividades práticas, dinâmicas de integração e aproximação com o ecossistema do empreendedorismo. Participam desta edição, mais de 5 mil jovens empreendedores de diversos países como Itália, Uruguai, Argentina e Peru.

O projeto que garantiu a participação das estudantes no evento foi desenvolvido em sala de aula e ganhou visibilidade nacional a partir do programa do programa educacional Junior Achievement, iniciativa internacional realizada gratuitamente em escolas de todo o mundo, por entidades do terceiro setor. O programa propõe a realização de atividades em sala de aula, focadas no empreendedorismo, com o objetivo de preparar os jovens estudantes à realidade do mercado de trabalho, em alinhamento ao empreendedorismo sustentável.

Intitulado ‘Rios Limpos com Energia Solar’, o trabalho foi desenvolvido com apoio e incentivo da equipe pedagógica e subsídios da empresa Impulso, responsável pela gestão administrativa do colégio por meio do Programa Parceiro da Escola.

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LIMPEZA DOS RIOS – Criado como solução para a poluição fluvial, o trabalho consiste em um protótipo de ecobarreira, estrutura geralmente instalada em rios, canais ou córregos para reter resíduos sólidos flutuantes, como plásticos, garrafas PET e outros tipos de lixo, antes que eles avancem para áreas maiores, como represas, lagos ou o mar.

O projeto inclui ainda uma esteira movida à energia solar, que recolhe os resíduos dos rios e deposita diretamente em uma caçamba, de onde seguem para a destinação ambientalmente adequada, como processos de reciclagem ou descarte controlado.

“Ao longo do nosso estudo, soubemos que mais da metade dos rios brasileiros apresentam certo nível de poluição. O objetivo do nosso projeto é a limpeza dos rios a partir de técnicas sustentáveis. Neste aspecto, apostamos na ecobarreira, que consegue diminuir os dejetos das águas em até 90%”, afirma Ana Lívia Barcellos Barbosa, uma das alunas do grupo.

DA ESCOLA PARA O BRASIL – O ponto de partida veio da iniciativa da professora Andréa Cláudia Monteiro, coordenadora do curso técnico em administração do colégio, que articulou a adesão da escola ao projeto Junior Achievement: mediante parceria, sem fins lucrativos.

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“Conheci o projeto como voluntária, capacitando jovens para o mercado de trabalho, e percebi que seria uma oportunidade valiosa aproximar a ONG do colégio. A partir dessa parceria, passamos a desenvolver ações de formação em sustentabilidade, voltadas tanto para alunos quanto para professores”, relata.

Durante a realização das atividades propostas, as alunas desenvolveram o projeto da ecobarreira, premiado pelo programa com a oportunidade de participar do Findinexa. Mais do que o prêmio em si, a experiência destacou o aprendizado e a superação. “O mais valioso não foi o prêmio, mas acompanhar a evolução das alunas ao longo de todo o processo enfrentando inseguranças, ganhando confiança, conquistando espaço e enxergando os resultados. vivenciar tudo isso não tem preço”, relata.

O professor Ademir José da Silva também acompanhou de perto a evolução não somente da equipe premiada, mas de todos os estudantes que participaram das atividades. “Percebo um crescimento muito grande da turma. Hoje as iniciativas ESG fazem parte das pautas prioritárias das instituições e também dos consumidores. Projetos como estes capacitam os jovens a na implementação destas iniciativas quando estiverem inseridos no mercado de trabalho”, explica o docente,

Alunas de Campo Largo participam de evento científico internacional a partir de projeto desenvolvido em sala de aula

Foto: Lucas Fermin/SEED-PR

OUTROS PROJETOS – Com os reconhecimentos recebidos pelas alunas que desenvolveram a ecobarreira, o interesse no desenvolvimento de projetos sustentáveis tomou conta da escola. A partir de então, uma série de projetos com soluções inovadoras surgiram. Ao todo, foram desenvolvidos mais de 18 projetos sustentáveis pelos alunos da instituição de ensino.

Entre os destaques, quatro alunas do 7º ano desenvolveram um protótipo de estação meteorológica 100% autônoma, movida a energia solar, com o objetivo de instalar o sistema nos arredores da escola. A iniciativa surge diante da ausência de estações próximas  (a mais próxima fica a 29 quilômetros) e da necessidade de dados climáticos mais precisos para apoiar os agricultores da região.

“Nossa maquete conta com diversos sensores que medem clima, temperatura, umidade, velocidade do vento, entre outros. Na parte eletrônica, contamos com auxílio dos professores do componente curricular de robótica”, explica Ana Clara Dombroski, de 12 anos. 

“Nossos alunos hoje estão autoconfiantes. Graças às iniciativas desenvolvidas com apoio dos subsídios do programa Parceiro da Escola, vemos crescer nos estudantes o engajamento nas atividades científicas. Essa estrutura não apenas fortalece o aprendizado, mas estimula a criatividade e o protagonismo dos estudantes em projetos que impactam diretamente a comunidade”, finaliza a diretora da escola, Elis Cristina Andrade.

PARCEIRO DA ESCOLA – O programa Parceiro da Escola é fruto de uma lei estadual, após um projeto-piloto em Curitiba e São José dos Pinhais. A seleção das escolas ocorreu em dezembro de 2024. As 82 unidades do Parceiro da Escola estão distribuídas em 34 municípios: Almirante Tamandaré, Andirá, Apucarana, Arapongas, Assis Chateaubriand, Bocaiúva do Sul, Cambé, Campo Largo, Campo Magro, Cascavel, Castro, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Ibiporã, Jaguariaíva, Londrina, Maringá, Matelândia, Matinhos, Medianeira, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palmeira, Pinhais, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, São José dos Pinhais, Sarandi e Toledo.

O grupo Apogeu é responsável pela gestão de 16 colégios estaduais em Curitiba, Região Metropolitana (RMC), Litoral e Guarapuava. A Tom Educação faz a gestão de 32 unidades nas regiões Norte, Oeste, Campos Gerais, RMC e Curitiba. Nas outras 34 escolas do programa, distribuídas entre as regiões Oeste, Noroeste, Curitiba e RMC, a responsabilidade é da empresa Impulso.

Fonte: Governo PR

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Judiciário decreta bloqueio de bens de 23 servidores do município de Paulo Frontin investigados pelo Ministério Público do Paraná por possível desvio de recursos

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A pedido do Ministério Público do Paraná, a Vara da Fazenda Pública de Mallet, no Sudeste do estado, determinou liminarmente a indisponibilidade de bens de 23 agentes públicos do município de Paulo Frontin, que integra a comarca, investigados por possível participação em um esquema ilícito de apropriação e desvio de verbas públicas entre 2017 e 2020. A decisão decorre de ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada pela Promotoria de Justiça de Mallet que apurou possível prejuízo de R$ 1.720.254,58 ao erário. Entre os requeridos que tiveram os bens bloqueados, estão um ex-prefeito e ex-secretários municipais.

De acordo com as apurações, conduzidas no âmbito de Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal de Paulo Frontin e também a partir de inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça, os agentes públicos atuaram na adulteração do sistema de remessa bancária e na inserção de rubricas fraudulentas e gratificações irregulares na folha de pagamento, além da realização de transferências bancárias em valores muito superiores aos previstos nos contracheques dos servidores. Parte dos recursos desviados, apontaram as investigações, teriam se originado a partir de verbas federais destinadas para o combate à pandemia de Covid-19 (Lei Complementar 173/2020.

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Fraudes – Para a prática dos desvios, os agentes públicos envolvidos organizavam-se em duas frentes: uma administrativa – com a concessão de múltiplas funções gratificadas de forma simultânea, com a inserção de horas extras supostamente incompatíveis com os cargos, venda de férias e criação de rubricas de pagamento questionáveis – e uma financeira, com a constatação de “divergências premeditadas” entre o valor líquido lançado nos recibos oficiais de salário e as ordens de pagamento efetivamente enviadas à instituição bancária, gerando repasses financeiros expressivos sob a rubrica “Diferenças Pagas a Menor”.

O bloqueio de bens determinado judicialmente deve ser feito até o limite do prejuízo calculado aos cofres públicos, no montante de R$ 1.720.254,58. No mérito da ação civil, o MPPR requer a condenação dos envolvidos às penas previstas na legislação, entre elas, a perda dos cargos públicos, a proibição de contratar com o poder público, o pagamento de multa e o ressarcimento do prejuízo causado ao erário.

Processo 0001120-25.2026.8.16.0106.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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