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Agro

Altas temperaturas afetam milho-verde e podem comprometer qualidade das espigas no RS

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Calor e baixa umidade prejudicam desenvolvimento das lavouras

O cultivo de milho-verde na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado vem sofrendo os efeitos do estresse térmico acumulado nas últimas semanas. O problema tem sido mais evidente no Vale do Caí, onde as temperaturas elevadas e a baixa umidade relativa do ar estão afetando o desenvolvimento das plantas, especialmente na fase de floração.

O Informativo Conjuntural divulgado pela entidade destaca que, em Bom Princípio, várias lavouras apresentaram falhas na polinização, resultando em espigas com grãos malformados ou incompletos, fenômeno conhecido como espigas falhadas.

Segundo o documento, essas falhas ocorrem devido ao desequilíbrio entre a emissão do pendão e a receptividade dos estilos-estigmas, condição típica em períodos de calor extremo.

Déficit hídrico reduz potencial de enchimento dos grãos

O relatório também aponta uma redução no enchimento de grãos em áreas que enfrentaram maior déficit hídrico, o que exige atenção redobrada ao manejo de irrigação por parte dos produtores.

De acordo com o informativo, a falta de umidade adequada pode interromper o desenvolvimento do grão, comprometendo o peso final e, consequentemente, a produtividade das lavouras. A recomendação é intensificar o acompanhamento técnico para mitigar os efeitos do estresse térmico e garantir a sustentabilidade da produção nas próximas semanas.

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Mercado estável, mas qualidade das espigas pode variar

Apesar dos impactos climáticos, o mercado do milho-verde segue relativamente estável. Os preços atuais variam entre R$ 2,50 e R$ 3,00 por bandeja com três espigas, segundo a Emater/RS-Ascar.

No entanto, o órgão alerta que a qualidade das espigas pode oscilar nas próximas semanas, em razão das condições adversas do clima e da irregularidade no processo de polinização.

A expectativa é que, caso as temperaturas se mantenham elevadas e as chuvas continuem irregulares, a variação na aparência e no tamanho das espigas se torne mais evidente no mercado local.

Recomendações técnicas

A Emater/RS-Ascar reforça a importância do monitoramento constante das lavouras, da adoção de práticas de irrigação eficiente e do uso de tecnologias adaptadas ao clima quente para reduzir os impactos do calor sobre o milho-verde.

Essas medidas são fundamentais para manter a qualidade comercial das espigas e preservar o potencial produtivo dos cultivos, especialmente em regiões que dependem fortemente da cultura para o abastecimento local e geração de renda.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

AgroBrasília 2026 amplia estrutura e reforça experiência para produtores rurais

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A AgroBrasília 2026 chega com estrutura ampliada e ainda mais organizada, consolidando seu papel como um dos principais pontos de encontro do agronegócio no Brasil. Com mais de 550 expositores confirmados, a feira distribui seus pavilhões de forma estratégica, reunindo tecnologia, inovação e soluções para diferentes áreas do setor.

Novidades da edição 2026

Entre as principais novidades da feira estão:

  • Ampliação da pista off-road, proporcionando mais espaço para demonstrações técnicas e experiências interativas.
  • Novos expositores, aumentando a diversidade de soluções e reforçando o ambiente de inovação.
  • Pavilhão de Negócios, reunindo empresas consolidadas com foco em insumos, biotecnologia, soluções industriais e digitais.

O objetivo é proporcionar ao produtor rural uma experiência completa, com contato direto com novas tecnologias e soluções integradas para o campo.

Estrutura comercial e integração de soluções

Segundo a Gestora Administrativa e Comercial da AgroBrasília, Deyse Monteiro, a área de exposição está praticamente fechada, restando apenas ajustes operacionais finais.

“Os espaços concentram empresas dos segmentos de fertilizantes, sementes, máquinas, tecnologia e serviços, permitindo ao produtor rural acessar soluções integradas e acompanhar de perto as principais tendências do agro”, explica Monteiro.

Fortalecimento do setor e papel estratégico do produtor

Para o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner, a organização dos pavilhões reflete a evolução do setor e o crescimento da feira ao longo dos anos.

“Os pavilhões reúnem empresas consolidadas, que oferecem uma ampla gama de serviços, tecnologias e soluções para o produtor. É um ambiente que cresce a cada edição e fortalece o agro da nossa região.”

Brenner também ressalta a importância do produtor rural no cenário atual:

“O agricultor precisa navegar em contextos muitas vezes desafiadores, mas exerce uma função essencial para o país. Ao longo dos anos, desenvolveu tecnologias importantes, como a rotação de culturas, que sustentam um sistema agrícola resiliente e garantem produtividade e segurança alimentar para o Brasil.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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