Agro
Alta e falta de diesel leva Governo a pedir investigação do Conselho de Defesa Econômica
O governo federal pediu investigação sobre aumentos recentes nos preços dos combustíveis registrados em diferentes regiões do país, mesmo sem reajuste nas refinarias. A medida ocorre em um momento sensível para o agronegócio, em plena colheita de grãos, quando o diesel é um dos principais custos da operação no campo e do transporte da produção.
Nesta terça-feira (10), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a análise da formação de preços no mercado após relatos de aumentos repassados por distribuidoras e postos, apesar de não haver anúncio recente de reajuste por parte da Petrobras.
No ofício encaminhado ao Cade, o órgão pede a verificação de possíveis práticas que possam configurar infração à ordem econômica, como conduta comercial uniforme entre empresas ou distorções na formação de preços ao longo da cadeia de distribuição.
A preocupação surgiu após entidades do setor informarem aumentos ou previsão de reajustes em vários estados. Em alguns casos, os repasses chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 na gasolina, segundo informações reunidas pela Senacon.
Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indica que o preço médio da gasolina no país passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08.
Relatos encaminhados ao governo por sindicatos de revendedores apontam aumentos ou previsão de reajustes em estados como Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.
Segundo a Senacon, a situação chama atenção porque a Petrobras — responsável por grande parte do abastecimento nacional — não anunciou alterações recentes nos preços nas refinarias.
O último ajuste da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, quando houve redução de R$ 0,14 por litro nas refinarias. Já o diesel não sofre alteração desde maio de 2025, quando o preço caiu R$ 0,16 por litro.
Especialistas lembram que, embora seja a principal fornecedora do país, a Petrobras não controla mais a formação do preço final dos combustíveis, o que abre a possibilidade da formação de carteis. A Petrobrás perdeu o controle sobre a distribuição e preços no País depois que a Rede BR de postos e diversas refinarias foram terceirizadas, visando uma suposta “abertura de mercado”.
Distribuidoras têm atribuído os reajustes à recente alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A cotação do barril ultrapassou US$ 100, maior nível em cerca de quatro anos, em meio ao temor de restrições na oferta global e riscos sobre rotas estratégicas de transporte da commodity.
Mesmo assim, o modelo de preços adotado pela Petrobras desde 2023 busca suavizar oscilações externas no curto prazo, o que significa que variações rápidas do petróleo nem sempre são repassadas imediatamente ao mercado interno.
Para o agronegócio, o diesel tem papel estratégico. O combustível abastece tratores, colheitadeiras e caminhões usados na colheita e no escoamento da produção agrícola.
Em períodos de safra, qualquer aumento no preço do combustível tende a pressionar diretamente os custos de produção e transporte, afetando principalmente regiões produtoras dependentes do transporte rodoviário para levar grãos até armazéns e portos.
Diante das divergências entre os preços praticados nas refinarias e os reajustes relatados no mercado, o Cade deverá avaliar se há distorções na formação de preços ao longo da cadeia de combustíveis.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Integração entre Brasil e Estados Unidos no agro amplia oportunidades de negócios globais
Integração no agro cria novas oportunidades entre Brasil e Estados Unidos
A agricultura mundial é fortemente influenciada por dois grandes protagonistas: Brasil e Estados Unidos. Mesmo atuando como concorrentes em diversas commodities, os dois países apresentam potencial para ampliar oportunidades por meio da integração, baseada na troca de conhecimento, tecnologia e estratégias de mercado.
Enquanto o modelo norte-americano se destaca pela alta tecnologia, eficiência operacional e liderança na produção de grãos, o Brasil consolida sua posição como um dos maiores produtores globais de alimentos, impulsionado pela diversidade produtiva, inovação no campo e capacidade de realizar até três safras anuais.
Troca de conhecimento fortalece competitividade global
Apesar da concorrência direta, Brasil e Estados Unidos compartilham desafios e oportunidades que vão além da disputa por mercado. A aproximação entre os dois sistemas agrícolas abre espaço para adoção de boas práticas, inovação e geração de valor.
Esse cenário é especialmente relevante para empresas e agroindústrias brasileiras que buscam ampliar sua presença no mercado internacional e aumentar sua competitividade global.
Adaptação cultural é essencial para atuar no mercado americano
Segundo especialistas do setor, entender as particularidades do mercado norte-americano é fundamental para quem deseja expandir operações. A diversidade cultural dos Estados Unidos também se reflete no ambiente de negócios, exigindo adaptação por parte das empresas estrangeiras.
Cada estado apresenta características próprias, tanto no perfil produtivo quanto na forma de relacionamento comercial. Em algumas regiões, especialmente no Sul, as relações tendem a ser mais reservadas no início, evoluindo gradualmente conforme a confiança é construída.
Pesquisa de mercado é passo estratégico para entrada nos EUA
A realização de uma pesquisa de mercado detalhada é considerada essencial para empresas interessadas em atuar nos Estados Unidos. Compreender as especificidades regionais, demandas locais e perfis produtivos pode reduzir significativamente as barreiras de entrada.
Também é fundamental alinhar produtos e soluções às características de cada região. Tecnologias voltadas para culturas como soja e milho, por exemplo, podem não ter aderência em estados onde essas lavouras não são predominantes.
Por outro lado, regiões com forte presença de fruticultura e cultivos específicos oferecem oportunidades mais adequadas para determinados segmentos.
Inteligência de mercado e presença local fazem a diferença
O uso de informações disponíveis online é uma ferramenta importante na fase inicial de prospecção. Analisar estoques de revendas, tipos de maquinários utilizados e características operacionais pode tornar a abordagem comercial mais eficiente.
Além disso, contar com uma base ou parceiro local nos Estados Unidos representa um diferencial competitivo relevante. O mercado norte-americano valoriza a disponibilidade de peças, assistência técnica e suporte, fatores decisivos para o fechamento de negócios.
Comunicação e logística estão entre os principais desafios
Entre os desafios enfrentados por empresas brasileiras, a comunicação se destaca. O domínio do idioma inglês é essencial para fortalecer relações comerciais e facilitar negociações.
As exigências logísticas e regulatórias também demandam atenção. No entanto, a presença de empresas especializadas que oferecem suporte completo — desde transporte até desembaraço aduaneiro — contribui para simplificar o processo de internacionalização.
Mercado de reposição surge como porta de entrada
O segmento de componentes para reposição (aftermarket) é apontado como uma das principais portas de entrada para empresas brasileiras no mercado norte-americano. Esse caminho tende a ser mais acessível em comparação à comercialização de máquinas e equipamentos completos.
Regiões com maior potencial para novos negócios
Entre as regiões mais promissoras para expansão inicial estão os estados do Sul dos Estados Unidos, como Geórgia, Alabama, Mississippi, Flórida, Carolinas, Oklahoma e Arkansas, que apresentam maior abertura para novos fornecedores.
A costa Oeste e parte do Noroeste, incluindo estados como Califórnia, Washington, Oregon e Idaho, também demonstram receptividade, especialmente em segmentos específicos.
O Texas é outro destaque, considerado um mercado relevante e com boas perspectivas de crescimento.
Corn Belt exige maior maturidade das empresas
Por outro lado, o Corn Belt — principal região produtora de grãos dos Estados Unidos — apresenta maior nível de competitividade e barreiras de entrada mais elevadas.
Trata-se de um mercado consolidado, altamente disputado e mais indicado para empresas que já possuem operações estruturadas e experiência internacional.
Perspectivas para internacionalização no agro
A integração entre Brasil e Estados Unidos no agronegócio tende a continuar evoluindo, impulsionada pela necessidade de inovação, eficiência e expansão de mercados.
Para empresas brasileiras, o sucesso nesse processo dependerá de planejamento estratégico, adaptação cultural, inteligência de mercado e capacidade de oferecer soluções alinhadas às demandas locais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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