Brasil
Ministro garante continuidade de políticas para combater a mudança do clima no Brasil
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, participou nesta terça-feira (14/4), do evento “O Futuro em Disputa: Clima e Sustentabilidade no centro das decisões do Brasil”. Na ocasião, ele defendeu o compromisso do Governo do Brasil em dar continuidade às políticas públicas climáticas criadas na gestão.
Capobianco relembrou que a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) brasileira é considerada “ambiciosa” e foi entregue com antecedência ao prazo estabelecido pela UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima), que era até a COP30, sediada em Belém (PA). As NDCs são metas que os países se propõem a cumprir e atualizar a cada cinco anos, visando a redução das emissões de gases do efeito estufa.
“Consideramos a NDC bastante ambiciosa, foi construída com muita articulação dentro de uma conjuntura complexa. Mas, que resultou numa reafirmação da posição do Brasil na valorização do multilateralismo e da agenda da UNFCCC”, relembrou o ministro.
No âmbito nacional, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou o Plano Nacional sobre Mudança do Clima – Plano Clima, que reúne todo o planejamento de ações para enfrentar a crise climática no país até 2035.
“O Plano Clima aponta caminhos extremamente consistentes com condições e regras que sempre deverão ser aprimoradas. Mas, já é extremamente relevante ter seus oito planos setoriais de mitigação e 16 planos setoriais de adaptação. É um conjunto de iniciativas que permite um planejamento para a atuação da sociedade brasileira porque não é um plano de governo, é um plano de país”, completou Capobianco.
Além disso, o ministro celebrou o aumento de recursos para a transformação ecológica. Desde 2023, o MMA, junto ao Ministério da Fazenda, mobilizou R$ 179 bilhões por meio do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), o Fundo Clima, que teve suas atividades retomadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do programa Eco Invest Brasil, criado pelo atual governo. O Fundo Clima, que saiu de uma média anual de R$ 400 milhões até 2022, mobilizou R$ 52,4 bilhões desde 2023 e R$ 34,6 bilhões apenas em 2025.
Futuro do Congresso

- A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima e deputada federal, Marina Silva (REDE-SP), ressaltou a importância da sociedade civil na construção das políticas públicas – Foto: Rogério Cassimiro/MMA
Durante o evento foi lançado o Mapa do Caminho para a Agenda Legislativa Socioambiental pela Frente Parlamentar Mista Ambientalista. O documento pretende qualificar a atuação dos parlamentares sobre o tema nos próximos anos através da construção de diretrizes de trabalho. A elaboração do guia envolveu a atuação dos 13 Grupos de Trabalho da Frente Ambientalista e contou com o apoio de organizações da sociedade civil.
“Em 2022, talvez pela primeira vez na história das eleições, conseguimos fazer com que o debate da agenda ambiental estivesse na ordem do dia. Nós só não avançamos mais na perspectiva socioambiental porque temos um Congresso muito difícil, muito conservador. E corremos o risco de ter uma próxima legislatura pior se a gente não debater com a sociedade”, refletiu o coordenador da Frente Parlamentar Mista Ambientalista pela Câmara dos Deputados, deputado Nilto Tatto.
Também presente no evento, a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima e deputada federal, Marina Silva, destacou a importância da sociedade civil na construção das políticas públicas ambientais.
“A sociedade civil é a base para formular, para implementar e corrigir. Portanto, deve ser a base também para reconhecer. Eu e minha equipe, que agora tem continuidade com o ministro Capobianco, fazemos políticas públicas ouvindo a sociedade, a partir da nossa diretriz de controle e participação social. Se existe uma coisa que é fundamental é sair da dependência de quem faz por você para aqueles que fazem com você”, apontou Marina.
Marcaram presença também no evento as deputadas federas Sônia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas, Célia Xakriabá e Talíria Petrone, além de representantes das organizações Legisla Brasil, Climate Emergence Collaboration e SOS Mata Atlântica.
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Brasil
Dia Internacional de Combate à Pirataria alerta para relação entre mercados ilícitos e crime organizado
Brasília, 10/6/2026 – O Dia Internacional de Combate à Pirataria, celebrado em 10 de junho, chama atenção para os impactos da comercialização de produtos falsificados, do contrabando e de outras práticas ilegais que violam a propriedade intelectual.
A pirataria movimenta recursos que podem financiar organizações criminosas envolvidas em atividades como contrabando, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e outros delitos. Por isso, a compra de produtos falsificados não é uma prática sem consequências e pode contribuir para a manutenção de redes ilícitas que atuam fora dos mecanismos de controle do Estado.
Além dos impactos econômicos, produtos falsificados podem representar riscos à saúde e à segurança dos consumidores. Como não passam por processos regulares de fiscalização e controle de qualidade, esses itens podem apresentar falhas de fabricação, composição inadequada e descumprimento de requisitos técnicos exigidos pela legislação. Medicamentos, cosméticos, bebidas, eletrônicos, peças automotivas, roupas e acessórios estão entre os produtos frequentemente alvo de falsificação.
No Brasil, as ações de enfrentamento à pirataria são coordenadas pelo Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O Conselho atua na articulação entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil para fortalecer ações de fiscalização, prevenção, capacitação e conscientização.
As iniciativas integram a Política Nacional de Combate à Pirataria (PNCP), que reúne ações voltadas à proteção da propriedade intelectual, ao enfrentamento dos mercados ilícitos e ao fortalecimento da cooperação entre os setores público e privado.
A orientação aos consumidores é comprar produtos em estabelecimentos regulares, verificar a procedência das mercadorias, exigir nota fiscal e desconfiar de preços incompatíveis com os praticados no mercado. Denúncias sobre a comercialização de produtos falsificados também auxiliam o trabalho dos órgãos responsáveis pela fiscalização e repressão dessas práticas.
O combate à pirataria depende da atuação coordenada do poder público, do setor produtivo e da sociedade. A conscientização dos consumidores contribui para reduzir a circulação de produtos ilegais, fortalecer a economia formal e dificultar o financiamento de atividades criminosas.
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