Paraná
Agepar estabelece indicadores de qualidade do serviço de travessia da Ilha do Mel
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) homologou a resolução que estabelece os indicadores de qualidade do serviço de travessia da Ilha do Mel. Entre os 14 indicadores definidos, estão número de reclamações de usuários, higiene dos terminais e das embarcações, cumprimento de tempo de travessia, manutenção preventiva das embarcações, entre outros.
Esse documento recebeu contribuições da população, que passou por consulta pública realizada entre os dias 12 de maio e 11 de junho. Das 14 contribuições recebidas, 11 reforçaram a abordagem dos indicadores previamente apresentados e ajudaram a consolidar a resolução.
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Chefe da Coordenadoria de Qualidade dos Serviços da Agepar, Mariana Ribeiro Facundo de Souza lembra que, em geral, o conceito de qualidade de serviços é muito subjetivo e abstrato. “Por isso, a importância desta resolução, que define, de forma mais objetiva, quais são os parâmetros que devem ser levados em consideração para o monitoramento da qualidade do serviço de travessia da Ilha do Mel, buscando contemplar a percepção de satisfação das necessidades dos usuários”, afirma.
A resolução com o detalhamento sobre os indicadores para monitoramento da qualidade do serviço de travessia da Ilha do Mel entra em vigor no dia 20 de agosto. Depois disso, os cerca de 50 prestadores de serviço da região têm um prazo de 30 dias para se adequar e começar a cumprir os requisitos definidos pela resolução, como informar a agência todos os meses da apuração dos indicadores, além de apresentar um relatório anual.
Fonte: Governo PR
Paraná
Portos do Paraná impulsiona exportação de frango e acelera transição energética no complexo
A liderança do Porto de Paranaguá na exportação nacional de frango congelado ganhou um novo impulso nos primeiros cinco meses deste ano. O complexo portuário paranaense registrou uma mega movimentação do produto, consolidando o estado como o principal corredor de escoamento dessa proteína para o mercado global. Um dos critérios fundamentais para sustentar esse volume histórico é a robusta infraestrutura de frio disponível dentro do porto, que passou por importantes ampliações voltadas à eficiência e à sustentabilidade.
Parte da estrutura que dá suporte às exportações do agronegócio é o pátio do terminal, equipado com 5.280 tomadas elétricas dedicadas aos contêineres refrigerados utilizados para acondicionar os mais variados tipos de proteínas de origem animal.
Toda a operação de refrigeração dessa estrutura é integralmente sustentada por energia elétrica de origem renovável, certificada internacionalmente por meio do sistema I-REC, que atesta o uso de fontes limpas. O modelo contribui diretamente para a redução da pegada de carbono no porto e reforça a política de sustentabilidade capitaneada pela empresa pública Portos do Paraná.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, destaca que a expansão reflete o compromisso da autoridade portuária em dar suporte ao crescimento sustentável das operações. “A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra a nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Unir essa eficiência logística ao uso de energia 100% renovável eleva o padrão de competitividade do nosso estado, garantindo uma cadeia de exportação mais limpa e segura”, afirma.
No campo da transição energética da infraestrutura, foi implementado um projeto-piloto de eletrificação de equipamentos de pátio, com a conversão de três RTGs (guindastes sobre pneus utilizados na movimentação de contêineres) de operação a diesel para energia elétrica na área ferroviária. O terminal conta com 40 equipamentos desse tipo em operação, e a iniciativa representa a primeira etapa de testes para eventual ampliação do modelo sustentável no complexo.
A infraestrutura energética do porto inclui ainda uma nova subestação do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade isolada a gás para distribuição elétrica. O terminal, controlado pelo grupo CMPort, mantém um histórico recente de investimentos da ordem de R$ 500 milhões aplicados em expansão e modernização operacional. Um novo ciclo de aportes, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ser formalizado junto à autoridade portuária em etapa futura.
Garcia reforça que esse volume de investimentos consolida o planejamento estratégico desenhado para o complexo. “A modernização energética e os aportes estruturantes que acompanhamos no porto mostram que Paranaguá se antecipa às demandas globais. Nosso papel como autoridade portuária é garantir que essa expansão técnica aconteça em total sintonia com a eficiência operacional e o respeito ambiental, mantendo o Paraná na vanguarda da infraestrutura portuária nacional”, finaliza.
CERTIFICADO – Alinhado à gestão eficiente de energia, o terminal possui certificação ISO 50001 e mantém metas relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa e ao aumento da eficiência operacional, em consonância com os padrões internacionais de sustentabilidade adotados pelo porto.
A movimentação logística do complexo atende uma das principais cadeias exportadoras do país, com destaque para o setor de proteínas animais destinadas a mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio e Europa.
As iniciativas fazem parte das ações de modernização da infraestrutura portuária de Paranaguá e ampliam a competitividade do sistema logístico paranaense no cenário internacional, com foco em eficiência, sustentabilidade e integração às cadeias globais de comércio.
Fonte: Governo PR
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