Paraná
Em pouco mais de um mês, Sanepar retira 166 toneladas de lixo das areias do Litoral
O trabalho contínuo de limpeza das praias do Litoral do Paraná já resultou na retirada de 165,8 toneladas de resíduos das faixas de areia desde o início da temporada de verão. A ação é realizada pelas equipes da Sanepar como parte das atividades do Verão Maior Paraná.
A operação teve início em 19 de dezembro e segue até 23 de fevereiro, abrangendo toda a extensão das praias de Matinhos, Pontal do Paraná e Guaratuba. Ao longo desse período, a média diária de recolhimento é de 5,5 toneladas, reflexo do aumento significativo de circulação de pessoas durante a alta temporada.
A maior parte dos resíduos retirados das areias são de materiais recicláveis, com 133 toneladas. Os itens que podem ser reciclados são encaminhados à Associação de Coletores de Pontal do Paraná (Ancoresp), que faz a correta separação e depois a venda dos materiais. Já os que não podem ser reciclados são encaminhados para a destinação correta.
O maior volume foi retirado das areias de Matinhos, com mais de 69 toneladas desde o dia 19 de dezembro. Na sequência estão Pontal do Paraná, com mais de 55 toneladas, e Guaratuba, com mais de 40 toneladas.
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Cerca de 180 trabalhadores contratados temporariamente, entre eles moradores do próprio Litoral, atuam diariamente na limpeza das areias. O trabalho ocorre ao longo do dia, acompanhando o fluxo de veranistas, e se intensifica no período noturno, quando o movimento diminui.
Além da coleta dos resíduos, a Sanepar também desenvolve ações de conscientização ambiental junto aos banhistas. Sacolas biodegradáveis são distribuídas para incentivar o descarte correto do lixo produzido durante a permanência na praia. Como apoio, latões de lixo foram instalados ao longo dos calçadões, facilitando o recolhimento dos resíduos.
Em Matinhos, nos dias dos grandes shows no principal do Verão Maior Paraná, após a dispersão do público, a Sanepar intensifica a operação de limpeza com apoio de máquinas saneadoras, com uma maior capacidade de recolhimento. O trabalho é potencializado também com uma equipe de 15 trabalhadores, o que garante praia limpa em poucas horas após as apresentações.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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