Paraná
Encontro Regional do Detran-PR em Londrina alinha padrões de qualidade
Alinhamento e integração foram os pontos-chave no 3° Encontro Regional do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), realizado nesta quinta e sexta-feira (28 e 29) em Londrina. O evento reuniu mais de 200 agentes que atuam em atividades relacionadas ao trânsito, como centros de formação de condutores, clínicas médicas e psicológicas, despachantes e estampadores de placas, além dos funcionários da autarquia da região.
O principal objetivo é padronizar os procedimentos e promover o atendimento com qualidade à população em todas as regiões do Estado.
O proprietário do CFC Ito, de Londrina e Cambé, Cleverson Ito, falou sobre a experiência de participar do evento. “Superou as expectativas no sentido de termos voz, de nos passarem o microfone e nos darem espaço. Isso foi muito importante. Ficamos sabendo das ações que estão acontecendo, mas também pudemos dar ideias para aquilo que talvez não tenha sido pensando pela instituição. Foi muito produtivo”, comenta.
O diretor-presidente do Detran-PR, Adriano Furtado, ressaltou que a ideia é envolver as entidades vinculadas no alinhamento de pensamento, ações e planos do órgão. “Passamos as diretrizes de atendimento do Departamento com foco no usuário. Queremos facilitar os processos, simplificar tudo aquilo que for possível, trazer o menor custo. Queremos sair desse encontro com uma harmonia de entendimento, uma sinergia, para que todos consigamos atender melhor a sociedade”, afirmou.
Foram apresentados produtos de inovação e transformação digital, derivados da nova política do Detran-PR de modernização da relação com os cidadãos paranaenses. Alguns exemplos são o primeiro Emplacamento Digital, o Prontuário Eletrônico, que registra os resultados de exames médicos direto em um sistema informatizado, e o Prático Digital, um aplicativo destinado aos examinadores do Detran-PR para aplicação das provas.
Outro ponto de destaque do evento foi a apresentação da Escola Pública de Trânsito, que contou com a participação da instrutora Regiane Lacerda, que apresentou a realidade do trabalho em Cursos de Reciclagem, obrigatório para o condutor que tem a CNH suspensa.
INTERIORIZAÇÃO – O Encontro Regional de Londrina foi o terceiro de seis eventos itinerantes. As edições anteriores aconteceram em Guarapuava e Francisco Beltrão. Na agenda deste ano ainda estão Maringá, Foz do Iguaçu e Curitiba.
Em Londrina, o encontro contou com representantes também das cidades de Cornélio Procópio, Apucarana, Arapongas, Assaí, Bandeirantes, Porecatu, Ibaiti, Cambará, Rolândia, Santo Antônio da Platina, Faxinal, Ibiporã, Bela Vista do Paraíso, Joaquim Távora, Cambé, Centenário do Sul, Sertaneja, Siqueira Campos, Marilândia do Sul, Ribeirão Claro, Telêmaco Borba, Wenceslau Braz, Mandaguari e Maringá, município anfitrião do próximo evento.
PRESENÇAS – Participaram do encontro a prefeita de Tamarana, Luzia Suzukawa; o chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Londrina, Marcus Bonache; o técnico de Transportes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), André Igarashi; o vice-presidente do Sindicato dos Despachantes, Francisco Arestides da Silva; o presidente da Associação Paranaense dos Organismos de Inspeção (Apoia), Everton Pedroso; o deputado estadual Tiago Amaral; os vereadores de Londrina Santão, Nantes e PC Tamuraos; além de chefes de Ciretrans da região.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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