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Aeroporto de Toledo (PR) receberá sistema PAPI para reforçar segurança aérea

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O Aeroporto Municipal de Toledo, no Paraná, recebeu investimentos R$ 1,29 milhão para a implantação dos sistemas PAPI primário e secundário, que reforçarão a segurança nas pistas do terminal. Os recursos serão divididos entre o Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, no valor de R$ 1 milhão, e R$ 289,8 mil de contrapartida do município.

O PAPI é um sistema de auxílio luminoso essencial para orientar pilotos durante a aproximação para pouso, aumentando a segurança das operações aéreas, especialmente em condições de baixa visibilidade, como chuva e nevoeiro. A previsão é que a instalação seja concluída até dezembro deste ano.

Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo, a iniciativa reforça o compromisso do governo com a segurança e o desenvolvimento regional. “A implantação do sistema PAPI em Toledo é um investimento direto para toda a região. Estamos qualificando a infraestrutura dos aeroportos regionais para oferecer mais confiabilidade aos pilotos e operadores, além de fortalecer a conectividade e o desenvolvimento local”, destacou o secretário.

Conforme dados do governo local, em 2025, o Aeroporto de Toledo registrou, 2.608 operações aéreas, envolvendo voos aeromédicos, governamentais, de segurança pública, além de operações de aviação geral, o que reforça a necessidade do investimento.

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Como funciona o PAPI

O sistema é composto por conjuntos de luzes instaladas na lateral da pista, normalmente próximos à cabeceira. Cada conjunto emite luzes vermelhas e brancas, que mudam de cor conforme o ângulo de visão aeronave em relação à rampa ideal de descida.

Ilustração do funcionamento do PAPI
Ilustração do funcionamento do PAPI
  • Duas luzes brancas e duas vermelhas indicam que a aeronave está na trajetória correta de aproximação.
  • Mais luzes brancas do que vermelhas indicam que a aeronave está alta demais.
  • Mais luzes vermelhas indicam que a aeronave está abaixo da altura indicada, o que exige correção imediata.
  • Essas informações são percebidas instantaneamente pelo piloto, sem necessidade de instrumentos adicionais, permitindo ajustes rápidos e precisos durante o pouso.

Essas informações são percebidas instantaneamente pelo piloto, sem necessidade de instrumentos adicionais, permitindo ajustes rápidos e precisos durante o pouso.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Mato Grosso do Sul recebe 46,5 mil doses da vacina contra a Chikungunya

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O estado de Mato Grosso do Sul começou a receber, de forma fracionada e conforme a capacidade da rede de frio local, a partir desta quinta-feira (16) até o final de abril, um total de 46,5 mil doses da vacina contra a chikungunya. O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan, está sendo destinado, com apoio do Ministério da Saúde, ao estado diante do aumento de casos, especialmente entre a população indígena. Dourados (MS) e Itaporã (MS) serão contemplados com 43,5 mil e 3 mil doses, respectivamente. Trata-se da primeira vacina do mundo desenvolvida para a doença.

A vacinação está prevista para começar no dia 27 de abril. A recomendação do Ministério da Saúde é que seja realizado microplanejamento local, com priorização das áreas de maior risco epidemiológico e uso estratégico das doses disponíveis, com objetivo de vacinar a população em até duas semanas, prorrogáveis por mais duas. A estratégia inclui Dia D de mobilização e ações de vacinação extramuros.

O imunizante foi aprovado no ano passado pela Anvisa para pessoas de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição à doença. A meta é vacinar 27,69% dessa população em Dourados e 21,2% em Itaporã.

A vacina contra Chikungunya é um projeto do Instituto Butantan. Além de Dourados e Itaporã, a estratégia a vacinação já foi iniciada em municípios como Simão Dias, Barra dos Coqueiros e Lagarto (SE), Santa Luzia, Sabará e Congonhas (MG) e Mirassol (SP).

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Vacina

A vacina do Butantan contra a Chikungunya é a primeira do mundo a ser disponibilizada para prevenir a doença. A Anvisa comprovou a segurança e capacidade do imunizante de gerar anticorpos com base na avaliação de ensaios clínicos feitos nos Estados Unidos e publicados na revista científica The Lancet. Dos 4 mil voluntários adultos que participaram da pesquisa, 98,9% produziram anticorpos neutralizantes. Além do Brasil, o produto já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.

Por ser desenvolvido com tecnologia de vírus atenuado, o imunizante é contraindicado para gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas ou imunodeficientes, pessoas que tenham mais de uma condição médica crônica ou mal controlada (comorbidades) e com alergia aos componentes da vacina.

Reforço para a assistência em Dourados

Além da vacina, o Ministério da Saúde investiu R$ 28,4 milhões em ações emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede assistencial especializada em Dourados e região. Também foram distribuídas 2 mil cestas de alimentos. A previsão é que, até junho, sejam distribuídas 6 mil unidades, em conjunto com a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Defesa Civil. 

No início de abril, foram incorporados 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACE), que atuam diretamente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida com equipamentos de Ultrabaixo Volume (UBV) costal. A tecnologia empregada utiliza inseticidas de ação rápida, com efeito knockdown, capazes de interromper o ciclo de transmissão ao eliminar o mosquito adulto. 

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As equipes também atuam na remoção de resíduos e objetos que acumulam água parada, principais focos do Aedes aegypti. Até o momento, foram visitados 1,9 mil imóveis, o que resultou na retirada de 575 sacos de materiais inservíveis, ou seja, com potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Somam-se a essa força-tarefa 40 militares do Exército Brasileiro. 

Além disso, foi iniciada a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia incorporada ao SUS para ampliar o controle do vetor. Das 1.000 unidades destinadas ao município, 240 já foram instaladas nos assentamentos Santa Fé e Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II e imediações. O dispositivo permite que o próprio mosquito transporte o larvicida para criadouros de difícil acesso, interrompendo o ciclo de reprodução. 

A atuação da Força Nacional do SUS resultou em mais de 2,5 mil atendimentos clínicos, 130 remoções, 358 visitas domiciliares e 804 exames realizados. Também houve atenção à saúde do trabalhador, com atendimentos às equipes envolvidas. 

João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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