Agro
Acordo Mercosul-União Europeia cria novas oportunidades para exportações do agronegócio e da indústria brasileira
O acordo entre Mercosul e União Europeia começa a abrir uma nova fase para o comércio exterior brasileiro, com potencial para ampliar significativamente as exportações do agronegócio e da indústria nacional. As oportunidades geradas pelo tratado estarão em destaque nesta quinta-feira (26), durante o evento Conexões Produtivas – Rotas de Oportunidades do Acordo Mercosul-União Europeia, promovido pela ApexBrasil, em São Paulo (SP).
Considerado um dos mais relevantes acordos comerciais firmados pelo Brasil nas últimas décadas, o tratado entrou em vigor em maio deste ano e prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas para diversos produtos exportados pelo país. A medida amplia o acesso das empresas brasileiras a um mercado que reúne cerca de 720 milhões de consumidores.
Agronegócio deve ampliar competitividade no mercado europeu
Para o agronegócio brasileiro, o acordo representa uma oportunidade estratégica de expansão em um dos mercados mais exigentes e valorizados do mundo. Cadeias ligadas à produção de alimentos, proteínas animais, produtos industrializados e insumos agrícolas poderão ganhar competitividade com a redução das barreiras tarifárias.
Além de favorecer o aumento das vendas externas, o tratado contribui para a diversificação dos destinos das exportações brasileiras, reduzindo a dependência de mercados tradicionais e ampliando a presença dos produtos nacionais em diferentes países da Europa.
A expectativa também é de fortalecimento da participação de pequenas e médias empresas no comércio internacional, especialmente por meio do acesso a informações estratégicas e inteligência de mercado.
ApexBrasil lança painel com oportunidades por estado
Durante o evento, a ApexBrasil apresentará o Painel Acordo Mercosul-União Europeia: Oportunidades por Estado, ferramenta desenvolvida para auxiliar empresários na identificação dos produtos com maior potencial exportador em cada unidade da Federação.
O sistema foi elaborado com base em estudos da própria agência e em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A plataforma permitirá consultas segmentadas por estado e setor econômico, facilitando a visualização das vantagens tarifárias previstas no acordo.
Segundo levantamento da ApexBrasil, foram identificadas 543 oportunidades de exportação com redução tarifária imediata em 25 países da União Europeia. Entre os segmentos beneficiados estão alimentos, máquinas e equipamentos, produtos químicos, manufaturados e diversos setores da indústria de transformação.
Desafio é transformar oportunidades em negócios
Apesar do potencial econômico do acordo, especialistas destacam que o sucesso dependerá da capacidade das empresas brasileiras de aproveitar as novas condições comerciais.
De acordo com o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o próximo passo é garantir que as informações cheguem ao setor produtivo para que mais empresas estejam preparadas para competir no mercado europeu.
A avaliação da agência é que o acordo poderá impulsionar investimentos, estimular ganhos de competitividade e fortalecer a presença dos produtos brasileiros no exterior.
Comércio bilateral movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano
Atualmente, as relações comerciais entre Brasil e União Europeia movimentam aproximadamente US$ 100 bilhões anuais, consolidando o bloco europeu como um dos principais parceiros comerciais do país.
Com a implementação gradual das medidas previstas no acordo, a expectativa é de ampliação do fluxo comercial, geração de novos negócios e fortalecimento das cadeias produtivas ligadas ao agronegócio e à indústria brasileira.
Perspectivas
O avanço do acordo Mercosul-União Europeia abre uma janela importante para o crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos. Com a redução de tarifas e maior acesso ao mercado europeu, setores estratégicos do agronegócio e da indústria poderão ampliar sua competitividade internacional. O desafio agora será transformar o potencial do acordo em oportunidades concretas de negócios, investimentos e expansão da presença dos produtos brasileiros no exterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Programa Colmeia de Minas fortalece cadeia produtiva do mel e aposta em rastreabilidade e sustentabilidade em Minas Gerais
A cadeia produtiva do mel em Minas Gerais ganhou um novo impulso com o lançamento do programa “Colmeia de Minas”, iniciativa que reúne instituições públicas, pesquisadores e produtores com foco na sustentabilidade, rastreabilidade e fortalecimento da apicultura no estado.
O programa foi lançado na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e conta com articulação da Federação Mineira de Apicultura (Femap), além do apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e de entidades como Emater-MG, Epamig, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Unimontes e o Instituto Federal de Bambuí.
Apicultura mineira enfrenta desafios de produção, qualidade e rastreabilidade
Entre os principais gargalos identificados na cadeia produtiva estão a mortandade de abelhas, adulterações de produtos apícolas, ausência de dados consolidados do setor e falta de sistemas estruturados de rastreabilidade.
Outro ponto crítico é a necessidade de maior profissionalização dos apicultores e de integração das ações já existentes entre instituições públicas e privadas que atuam no segmento.
O objetivo do programa é centralizar iniciativas, ampliar a eficiência das políticas públicas e promover maior organização da cadeia do mel em Minas Gerais.
Programa Colmeia de Minas busca integrar ações e fortalecer o setor
A proposta do Colmeia de Minas é estruturar um conjunto de ações integradas para desenvolvimento da apicultura, com foco em seis eixos estratégicos: governança, inovação, qualificação produtiva, rastreabilidade, defesa sanitária, bioeconomia e valorização territorial.
A iniciativa também prevê a criação de um ambiente mais coordenado entre instituições como Senar, Sebrae e Seapa, que já atuavam no setor, mas de forma descentralizada.
Segundo representantes do programa, a unificação das ações deve ampliar o impacto das políticas voltadas à cadeia do mel.
Produção de mel em Minas Gerais tem potencial expressivo
De acordo com dados apresentados pelo setor, Minas Gerais conta com 429 municípios produtores, mais de 9 mil apicultores e centenas de associações organizadas, além de um rebanho expressivo de colmeias voltadas à produção de mel e própolis.
A produção anual ultrapassa milhões de litros de mel, consolidando o estado como uma das referências nacionais na atividade apícola.
A expectativa é que o programa contribua para ampliar produtividade, qualidade e agregação de valor aos produtos.
Indicação Geográfica e rastreabilidade estão entre as primeiras ações
Entre as primeiras medidas previstas está o avanço na Indicação Geográfica (IG) do própolis verde, além da realização de um diagnóstico detalhado da cadeia produtiva do mel em Minas Gerais.
A proposta também inclui o desenvolvimento de um sistema de rastreabilidade, com o objetivo de aumentar a confiabilidade dos produtos e agregar valor ao mercado.
A inspiração segue modelos já consolidados em outras cadeias agroindustriais, como o Queijo Minas Artesanal.
Governo de Minas reforça apoio e políticas públicas para apicultura
A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) ficará responsável pela formulação de políticas públicas, articulação institucional e captação de recursos para o desenvolvimento da cadeia apícola.
O órgão também coordena ações executadas em campo por suas vinculadas, como Emater-MG, Epamig e IMA, incluindo a distribuição de kits apícolas para agricultores familiares.
Defesa sanitária e sustentabilidade ganham protagonismo
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) destacou que o fortalecimento da cadeia do mel está alinhado à busca por maior responsabilidade sanitária e sustentabilidade na produção.
A avaliação é de que o setor avança para um novo nível de organização, com maior integração entre produtores e órgãos de controle, ampliando a segurança e a qualidade dos produtos apícolas.
Colmeia de Minas aposta em desenvolvimento de longo prazo
Com a criação do programa, Minas Gerais busca consolidar um modelo mais estruturado para a apicultura, com foco em inovação, governança e valorização territorial.
A expectativa é que a iniciativa fortaleça a competitividade do mel mineiro, amplie mercados e contribua para o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia produtiva no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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